quarta-feira, 26 de abril de 2017

N'Golo Kanté, o craque silencioso do Chelsea

Por: Eduardo Miranda 26/04/2017

N'Golo Kanté não possui a técnica de drible de Hazard ou a capacidade de marcar gols de Diego Costa, mas nem por isso deixa de ser peça fundamental no time do Chelsea. Marcador implacável, o camisa 7 é quem dá sustentação para os companheiros avançarem ao ataque com segurança. Praticamente perfeito na ocupação de espaços, coberturas e roubadas de bola, o francês ainda apresenta boa qualidade no passe de curta e média distância.

Muitas vezes "invisível" aos olhos dos torcedores menos atentos, Kanté desempenha o que chamamos, no meio do futebol, de trabalho sujo. Balizador do esquema tático de Conte, sua importância foi reconhecida pelos demais companheiros da Premier League, que o escolheram o melhor jogador da temporada no Campeonato Inglês. Aliás, Kanté pode ser bicampeão do torneio, já que levantou a taça do ano anterior com o Leicester, onde também era peça fundamental.

Pela semelhança física, posição e forma de atuar, é impossível não comparar N'Golo Kanté a Claude Makélélé. Na década de noventa e início dos anos 2000, Makélélé foi o cão de guarda no time galáctico do Real Madrid (aliás, do meio para frente, praticamente só ele marcava) e ,posteriormente, no próprio Chelsea. Entretanto, o ex-jogador era mais limitado com a bola nós pés e apenas se restringia a parte de marcação. Da mesma forma que seu antecessor, Kanté é figura garantida na seleção francesa, vice-campeã na última Eurocopa e uma das favoritas à conquista da Copa do Mundo de 2018.

Aos 26 anos, Kanté certamente está na lista dos inegociáveis dos Blues. Com contrato até 2021, haveria pouquíssimos jogadores no mundo capazes de repor esta perda à altura com as mesmas características Casemiro, do Real Madrid, talvez esteja em um patamar próximo. É inegável que os atacantes têm maior reconhecimento e valorização dentro do mundo da bola. A hegemonia de Messi e Cristiano Ronaldo nos prêmios de melhor do mundo prova isso. Mas, pelo menos de vez em quando, é bom ver um "carregador de piano" à frente dos solistas. Kanté também faz a diferença, embora ela seja mais silenciosa.

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