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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Retrospectiva da bola: veja quem foi o melhor e o pior jogador do seu time em 2016

Por: Eduardo Miranda

Acabado o ano de 2016, chega o derradeiro momento de fazer a retrospectiva da bola, analisando o desempenho dos boleiros em atividade no Brasil. Afinal, quem foi o melhor e o pior jogador do seu time na temporada que passou? Abaixo você confere a lista, contemplando representantes das 20 equipes que disputaram o Campeonato Brasileiro da série A, na ordem de classificação final (do Palmeiras até o América Mineiro). O critério é simples: o melhor jogador é aquele que trouxe maior contribuição positiva à sua equipe durante o ano; a chuteira de lata vai para o boleiro com a pior performance (em relação à expectativa criada sobre a sua atuação). Vamos aos nomes:

Palmeiras: O grande jogador palmeirense no ano foi Gabriel Jesus. O garoto, com futebol de gente grande, firmou-se como titular na Seleção Brasileira principal, além de conquistar a medalha de ouro nas Olimpíadas. No clube, foi decisivo nos momentos críticos, marcando gols e servindo aos companheiros. A decepção ficou por conta de Lucas Barrios. O paraguaio demonstrou-se desinteressado e pouco contribuiu. Presença constante no banco de reservas, praticamente nunca foi a primeira opção entre os suplentes. Se receber alguma proposta, pode ser negociado, ainda mais pelo alto salário que ganha.

Santos: Jonathan Copete chegou ao Santos no meio do ano, porém as 31 partidas que disputou foram mais do que suficientes para torná-lo o destaque do time em 2016. O colombiano foi regular e conseguiu aliviar a perda de Gabigol, marcando 12 gols e distribuindo passes generosos. A decepção ficou por conta de Elano. O veterano teve rendimento abaixo da média em seu ano de despedida do futebol. Foi fraquíssimo no pouco tempo em que atuou.


Flamengo: Outro que chegou em meio ao campeonato para virar referência da equipe foi Diego. O meia, capaz de organizar a dinâmica do time, mudou o Flamengo de patamar na competição, adaptando-se rapidamente à forma de jogo no Brasil. Começando a temporada desde o início, pode contribuir ainda mais em 2017. Quem desapontou foi Emerson sheik. O atacante reclamou muito e demonstrou futebol insuficiente quando entrou em campo. Aparentemente fora de forma, o veterano vem caindo de rendimento e tem futuro incerto em 2017.

Atlético Mineiro: Fred e Lucas Prato foram peças importantes no elenco, porém Robinho assumiu o posto de craque do galo nesse ano. Apesar de já não demonstrar a mesma velocidade de tempos passados, o pedalada ainda se movimenta bastante, cria jogadas para os companheiros e ainda marca gols. Está atuando um pouco mais recuado, atrás dos volantes adversários. Quem ficou devendo no time mineiro foi Dátolo. O argentino teve problemas de lesão e relacionamento com a diretoria do clube. Só atuou em 19 partidas, quase todas vindo do banco. Tivesse jogado em alto nível, o Atlético poderia ter almejado algo mais importante na temporada.

Botafogo: Quem desequilibrou no alvinegro foi Camilo. O jogador veio como aposta, vestiu a camisa 10 e alavancou o clube para a Libertadores da América. O meia era o responsável pela criação das principais jogadas da equipe, além de aparecer no ataque para finalizar. Sem dúvida, está no melhor momento da carreira. Quem decepcionou na Estrela Solitária foi Gegê. Esperava-se que a promessa da base enfim confirmasse em 2016 o status de bom jogador, algo que não se realizou. Perdeu a condição de titular e nada fez quando esteve em campo. Deve ser emprestado na próxima temporada.

Atlético Paranaense: Quem ventou forte no furação foi Hernani. Volante moderno, ele mandou no meio-campo da equipe, marcando forte, distribuindo o jogo e ainda finalizando de média distância. Suas grandes atuações renderam-lhe uma transferência para o Zenit ao final do Brasileirão. A baixa ficou por conta no meia ofensivo Marcos Guilherme. O jogador caiu bruscamente de produção em relação aos dois anos anteriores. Parou na reserva e ganhou vaias da torcida. Pode render bem mais.

Corinthians: Em um ano bastante complicado, Fagner foi um dos poucos que se destacou no timão. O lateral conseguiu ser peça ofensiva fundamental da equipe pelo lado direito, servindo aos atacantes. Por méritos, parou na Seleção Brasileira de Tite. O ponto negativo do time ficou por conta do goleiro Cássio. O Herói das recentes conquistas do Corinthians falhou demais e foi substituído por Walter. Sua permanência no próximo ano ainda não foi definida. O alto salário atrapalha uma possível negociação.

Ponte Preta: O grande nome da Macaca em 2016 foi William Pottker. O atacante terminou o Brasileirão com 14 gols, finalizando a competição entre os artilheiros. O canhoto começa o ano valorizado e tem propostas de grandes clubes do Brasil (Corinthians e Botafogo seriam os interessados). Em compensação, o experiente atacante Wellington Paulista decepcionou, principalmente no segundo semestre. Sempre esteve entre os suplentes e pouco contribuiu para a equipe.

Grêmio: Pouco badalado no início de 2016, Douglas acabou o ano sendo o melhor jogador do tricolor gaúcho. O maestro assumiu o protagonismo do time, participando ativamente de 57 partidas do clube. O Camisa 10, apesar dos 34 anos, fez uma das melhores temporadas da carreira, demonstrando que ainda pode jogar em alto nível. A chuteira de lata do tricolor tem nome e sobrenome: Wallace Oliveira. O lateral, que veio por empréstimo junto ao Chelsea, colecionou atuações fraquíssimas, obrigando o clube a procurar novas alternativas no setor. O Grêmio tenta devolvê-lo aos ingleses.

São Paulo: Quem deu a volta por cima no tricolor foi Rodrigo Caio. O zagueiro fez uma temporada impecável, conquistando a medalha olímpica e tornando-se uma das opção para a zaga da Seleção Brasileira principal. Valorizou-se e deve receber propostas do exterior. O destaque negativo fica por conta de Michel Bastos. Displicente, o meia virou alvo de protestos da torcida, ganhando mais destaque nas rodas de Poker do que dentro de campo.

Chapecoense: Diante da tragédia acontecida com o time catarinense, é impossível avaliar a parte técnica dos jogadores de forma não passional, ainda mais tecer alguma crítica sobre eles. Em respeito, não há análises sobre a Chapecoense. Ficaremos em nossa memória com a conquista do titulo da Copa Sul-americana, em homenagem aos índios guerreiros de Chapecó.

Cruzeiro: O clube mineiro foi outro que teve uma temporada com desempenhos individuais fraquíssimos. Destaque positivo para o goleiro Rafael, que substituiu à altura o titular Fábio, quando este sofreu uma grave lesão. Pelo menos no gol, a raposa está bem servida. Já o volante Denílson teve passagem patética pelo clube estrelado. Foram cinco jogos disputados e nenhuma saudade deixada.

Fluminense: Como já foi dito aqui neste espaço, Gustavo Scarpa demonstrou ser o dono do time tricolor em 2016. Assumiu o lugar de Fred como grande estrela do elenco e ídolo da torcida. Praticamente tudo passava por seus pés. Por outro lado, Henrique Dourado, o "ceifador",  ficou abaixo da crítica. Foram míseros dois gols marcados e vários lances bisonhos que levaram à loucura os tricolores.

Sport: Dizer que Diego Souza foi o craque dos pernambucanos em 2016 é chover no molhado. Goleador do Brasileirão, ele foi o avalista do Sport na permanência na Série A. Podendo escolher onde quer jogar, o meia assinou com o clube até 2018. Um caso de amor com o leão. Por outro lado, Vinícius Araújo decepcionou. Destaque das categorias de base do Cruzeiro, o atacante nunca se firmou como titular, além de ter acumulado um caminhão de gols perdidos.

Coritiba: Raphael Veiga termina o ano como a revelação do futebol brasileiro e grande nome do Coritiba. Apesar da pouca amostragem, o meia revelou ser de outra turma. Canhoto muito habilidoso, acertou com o Palmeiras para 2017. Vale ficar de olho no jogador. Já o meia Bernardo mais uma vez fracassou. Foram dez partidas realizadas com a camisa do Coxa e pouquíssimo futebol apresentado. Não fica no time paranaense neste ano.

Vitória: Ninguém jogou mais bola no time baiano em 2016 do que o atacante Marinho. Endiabrado, o jogador assumiu a bronca de tirar o clube do rebaixamento, estraçalhando na parte final da competição. Valorizou-se, virando sonho de consumo de diversos clubes para a próxima temporada. Por outro lado, o veterano Dagoberto teve péssima passagem. Ao todo ele disputou 20 partidas e não marcou nenhum gol. Deixou a equipe no meio do Brasileirão.

Internacional: No colorado o único que se salvou foi o goleiro Danilo Fernandes. Por incrível que pareça, os colorados não sentiram falta de Alisson, titular da Seleção Brasileira. Não fosse pelas milagrosas defesas do arqueiro, o clube gaúcho teria sido rebaixado da competição bem antes do seu término. Para pior jogador a briga é boa. Muitos são os candidatos para a vaga. Paulão e Alex só não levam o prêmio porque Anderson estava no elenco. O meia, principal salário do grupo de jogadores, mais uma vez pouco colaborou. Na maior parte do tempo mostrou-se acima do peso e amargou o banco. Desta forma, fica com o troféu bola murcha.

Figueirense: Os catarinenses também apresentaram pouquíssimos destaques positivos em 2016. O goleiro Gatito Fernández salvou-se com algumas atuações destacadas, evitando fiascos maiores do time no Brasileirão. Entre os piores ficou Werley, mostrando-se outra vez um zagueiro lento e pouco confiável.

Santa Cruz: Apesar da fraca campanha, o Santinha apresentou bons desempenhos individuais, como o atacante Keno. Veloz e oportunista, o jogador valorizou-se no segundo semestre e de quebra conseguiu uma transferência para o Palmeiras para 2017. Wallyson, de quem se espera mais, decepcionou. Em 32 partidas, marcou míseros dois gols. Bastante insuficiente.


América Mineiro: A parceria não ajudou muito, mas o atacante Osman conseguiu destacar-se pelo coelho na temporada passada. Demonstrou qualidade atuando pelo lado direito e provavelmente ganhará uma boa oportunidade na temporada 2017. Tiago Luís, a eterna promessa santista, esteve entre os piores. Com somente um gol em 26 partidas, foi emprestado ao Paysandu e não deixou saudades.

Certamente você poderá colaborar com outros nomes para a lista. Deixe sua contribuição!

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