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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Análise tática do passeio do Grêmio sobre o Galo na 1ª partida da final da Copa do Brasil

Por: Eduardo Miranda 25/11/2016

O Grêmio atropelou o Atlético Mineiro na partida de ida da final da Copa do Brasil. O resultado de 1 x 3 na casa do adversário deixa o clube gaúcho muito perto de conquistar a competição pela 5ª vez, acabando com um jejum de 15 anos sem grandes títulos. Apesar da atuação de luxo do tricolor, é impossível não fazer uma análise crítica do desempenho apresentado pelo Galo. O técnico Marcelo Oliveira, de forma irresponsável, escalou o time praticamente no esquema no 4-2-4.

Com apenas dois volantes no meio-campo (Urso e Leandro Donizete) e quatro atacante (Maicosuel, Cazares, Robinho e Prato), os mineiros perderam totalmente o controle do jogo. A superioridade numérica do Grêmio foi evidente durante quase toda a partida. Wallace, Maicon, Ramiro e Douglas trocavam passes livremente, distribuindo contra-ataques perigosos para Luan e Pedro Rocha. Principalmente Maicon, que foi o grande armador do time gaúcho no jogo. Por sua vez, os talentosos atacante do Atlético recebiam apenas ligações direitas dos zagueiros e volantes.

Quando o Grêmio teve um jogar expulso (Pedro Rocha), o Galo conseguiu equilibrar as ações. Mesmo assim, permaneceu desorganizado, sem transição e criação ofensiva, sofrendo o terceiro gol já nos acréscimos. A Escalação desequilibrada, somada as fracas atuações, causaram a demissão de Marcelo Oliveira um dia após a derrota. O treinador não conseguiu escapar impune do passeio que levou. Melhor para o tricolor, que já atuava de forma consciente e organizada com Roger e ganhou ainda mais corpo e competitividade com a chegada de Renato Portaluppi. Só uma catástrofe tira o título dos gaúchos.

Mais uma vez comprovou-se que bons jogadores não vencem sozinho. Sem padrão de jogo, dificilmente se vai lugar algum. Abaixo você vê a formação tática das duas equipes e como o Grêmio, mais compactado e equilibrado no meio-campo, engoliu o Galo no Mineirão.

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