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Riquelme, D’Alessandro e Ronaldinho mostram a importância do camisa 10

Na
semana em que Luis Felipe Scolari ignorou Ronaldinho Gaúcho na convocação da
Seleção Brasileira para a Copa das Confederações, o futebol mostrou em diversos
momentos a importância do Camisa 10 para uma equipe. No confronto entre Corinthians
e Boca, o clube argentino era muito inferior. Mas, tinha Riquelme. O maestro do
Boca sabe controlar o jogo como poucos e administra a partida conforme lhe
convém. O jogador, de 34 anos e que vinha de lesão, ainda fez um golaço, eliminando
o atual campeão mundial. Esse filme já se repetiu diversas vezes pela Copa
Libertadores. Grêmio, Palmeiras, Cruzeiro.. já foram vítimas do craque bipolar.
O
Internacional foi outro que sofreu para o Santa Cruz pela Copa do Brasil.
Jogando pouco e com 1 jogador a menos, o time gaúcho foi salvo pela genialidade
de D’alessadro. O jogador “botou a bola debaixo do braço”, assumiu a responsabilidade
e comandou a vitória colorada por 2×0. Não fosse o argentino, a história
poderia ter sido bem diferente. Pouquíssimos jogadores possuem a capacidade de
leitura de jogo como D’ale. Prendeu a bola quando foi necessário, cavou faltas,
fez o time jogar… qualidades exclusivas de um camisa 10 top.
Como
eu já havia dito em outras oportunidades, o Grêmio tem em Zé Roberto um jogador
espetacular. Entretanto, ele não é um meia-armador clássico. Suas
características são diferentes dos “Camisas 10” já citados aqui.
Quando o tricolor precisou segurar a bola e evitar a pressão contra o Santa Fé,
na Colômbia, não tinha ninguém que pudesse fazer isso. Faltou o jogador
cerebral. Justamente o que time gaúcho não conseguiu contratar em 2013.
Acho
que os exemplos aqui mencionados já bastam para notarmos a falta que R10 fará a
Seleção Brasileira, ainda mais agora que ele está voando. Oscar não tem
propriamente as características de um meia-armador clássico, embora seja um
grande jogador. Poderia tranquilamente formar um meio-campo com Ronaldinho. A
ausência de Ganso, que pelo menos até o presente momento não se transformou no
grande camisa 10 que todos esperavam, é a grande frustração do futebol
brasileiro. A maioria contava que ele pudesse ser “a solução dos
problemas” de armação do time. Uma pena!

para citar, a Itália tem Pirlo. Espanha virá com Silva, Xavi e Inista. A
Alemanha possui Özil e Schweinsteiger. Sneijder é o “10” da Holanda.
No Brasil, o convocado com as características mais semelhantes a um armador é
Jádson. Isso explica porque não somos um dos favoritos a vencer a Copa do
Mundo. Muito se fala em preparo físico e esquema tático, mas ainda não conheço
nada tão importante em time como o cérebro. Algo que o “camisa 10” tem
de sobra. Definitivamente, não há nada pior que um time acéfalo!

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Forte, vingador e favorito: Atlético Mineiro é o melhor time das Américas em 2013

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