in

Beckham foi o “rei do marketing”, mas também jogava muito!

Aos
38 anos de idade, David Beckham se aposenta do futebol profissional. “Fininho”
e ainda jogando em alto nível, despediu-se com o título do Campeonato Francês
pelo PSG. Ele entra para a história como o 1º grande fenômeno de Marketing
dentro do futebol. Bonito, carismático e vaidoso, tornou-se o jogador que
melhor conseguiu “vender” a sua imagem fora dos campos. Em contrapartida,
acabou sendo rotulado por muitos como uma “criação de marketing”. Não é
verdade. Beckham jogava muito.
Beckham
foi um dos principais jogadores nos anos 90 e 2000. Não tinha a habilidade de
Ronaldinho, o drible de Figo ou classe de Zidane. Mas, dentro das suas
características, era extremamente eficiente. Nunca foi um armador, nem atuava
próximo ao gol. Justamente por esses motivos era ofuscado por outros jogadores
mais ofensivos. Beckham sempre foi o homem da assistência. Dessa maneira ele “consagrou”
Cole, Yorke, Nistrerooy, Sheringham, Raul, Ronaldo, dentre outros. Desprovido
de egoísmos e vaidades, o inglês servia os companheiros com cruzamentos certeiros
vindos do lado direito. Inclusive essa era a principal jogada do timaço do
Manchester United de 1999-200, campeão da Champions League e do Mundial de
Clubes. Os escanteios também eram certeiros. Aliás, através de dois corners
cobrados por Beckham, depois dos 45 minutos, que os diabos vermelhos viraram
pra cima do Bayern de Munique, na emocionante final da Champions em 1999.
A
cobrança de falta também se tornou outra marca registrada do astro. As faltas
batidas em curva atormentavam os goleiros. Foram muitos gols feitos dessa
forma. Inclusive àquele contra a Grécia, já nos descontos, que classificou a
Inglaterra para a Copa de 2002. A virada de jogo para o lado contrário do campo
era outra jogada com a assinatura de Beckham. Primeiramente para Giggs, no Manchester.
Depois, para Figo, no Real Madri. O lance desmontava o adversário. Do meio para
o fim da carreira, acabou jogando mais por dentro, como segundo volante. Aí,
foram os lançamentos de 40, 50 metros que passaram a ser seu ponto forte. Não
vi NENHUM outro jogador fazer esse tipo de lançamento com tamanha precisão. Se
podemos mencionar algum fato negativo na carreira de Beckham, foi a expulsão contra
a Argentina na Copa de 1998. Na época, foi muito criticado pela imprensa e
rotulado como violento e indisciplinado. Quatro anos mais tarde, deu a volta
por cima.
Beckham
atuou com sucesso em todos os clubes em que atuou. Manchester United (o seu
grande auge), Real Madri (quando formou os “galácticos”, ao lado de Zidane,
Figo, Ronaldo, Raul e Roberto Carlos), Milan, Los Angeles Galaxy e PSG. Na
seleção da Inglaterra, fez parte de uma grande geração, que também tinha
Gerrard, Lampard e Owen. Porém, não conseguiu dar um título para o “English
Team”. O astro também foi exemplar fora de campo. Participou de Ongs, doava
parte de seu salário para entidades carentes, nunca se apresentou acima do peso
e conservava o seu relacionamento com a ex- Spice Girls, Victoria, sem
muito alarde. Um exemplo para muitos atletas que não sabem lidar com a fama.
Além disso, soube parar ainda atuando em alto nível. Beckham não foi um jogador
genial. Mas, também passou muito longe de ser apenas uma “obra de Marketing”,
tal muitos “conhecedores” pintaram. De qualquer forma, entra para história como
o jogador que revolucionou o marketing no futebol contemporâneo. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

O que você achou?

0 points
Upvote Downvote

Total votes: 0

Upvotes: 0

Upvotes percentage: 0.000000%

Downvotes: 0

Downvotes percentage: 0.000000%

Riquelme, D’Alessandro e Ronaldinho mostram a importância do camisa 10

No futebol, a verdade de hoje é a mentira de amanhã!