segunda-feira, 20 de maio de 2013

Beckham foi o "rei do marketing", mas também jogava muito!

Aos 38 anos de idade, David Beckham se aposenta do futebol profissional. “Fininho” e ainda jogando em alto nível, despediu-se com o título do Campeonato Francês pelo PSG. Ele entra para a história como o 1º grande fenômeno de Marketing dentro do futebol. Bonito, carismático e vaidoso, tornou-se o jogador que melhor conseguiu “vender” a sua imagem fora dos campos. Em contrapartida, acabou sendo rotulado por muitos como uma “criação de marketing”. Não é verdade. Beckham jogava muito.

Beckham foi um dos principais jogadores nos anos 90 e 2000. Não tinha a habilidade de Ronaldinho, o drible de Figo ou classe de Zidane. Mas, dentro das suas características, era extremamente eficiente. Nunca foi um armador, nem atuava próximo ao gol. Justamente por esses motivos era ofuscado por outros jogadores mais ofensivos. Beckham sempre foi o homem da assistência. Dessa maneira ele “consagrou” Cole, Yorke, Nistrerooy, Sheringham, Raul, Ronaldo, dentre outros. Desprovido de egoísmos e vaidades, o inglês servia os companheiros com cruzamentos certeiros vindos do lado direito. Inclusive essa era a principal jogada do timaço do Manchester United de 1999-200, campeão da Champions League e do Mundial de Clubes. Os escanteios também eram certeiros. Aliás, através de dois corners cobrados por Beckham, depois dos 45 minutos, que os diabos vermelhos viraram pra cima do Bayern de Munique, na emocionante final da Champions em 1999.

A cobrança de falta também se tornou outra marca registrada do astro. As faltas batidas em curva atormentavam os goleiros. Foram muitos gols feitos dessa forma. Inclusive àquele contra a Grécia, já nos descontos, que classificou a Inglaterra para a Copa de 2002. A virada de jogo para o lado contrário do campo era outra jogada com a assinatura de Beckham. Primeiramente para Giggs, no Manchester. Depois, para Figo, no Real Madri. O lance desmontava o adversário. Do meio para o fim da carreira, acabou jogando mais por dentro, como segundo volante. Aí, foram os lançamentos de 40, 50 metros que passaram a ser seu ponto forte. Não vi NENHUM outro jogador fazer esse tipo de lançamento com tamanha precisão. Se podemos mencionar algum fato negativo na carreira de Beckham, foi a expulsão contra a Argentina na Copa de 1998. Na época, foi muito criticado pela imprensa e rotulado como violento e indisciplinado. Quatro anos mais tarde, deu a volta por cima.

Beckham atuou com sucesso em todos os clubes em que atuou. Manchester United (o seu grande auge), Real Madri (quando formou os “galácticos”, ao lado de Zidane, Figo, Ronaldo, Raul e Roberto Carlos), Milan, Los Angeles Galaxy e PSG. Na seleção da Inglaterra, fez parte de uma grande geração, que também tinha Gerrard, Lampard e Owen. Porém, não conseguiu dar um título para o “English Team”. O astro também foi exemplar fora de campo. Participou de Ongs, doava parte de seu salário para entidades carentes, nunca se apresentou acima do peso e conservava o seu relacionamento com a ex- Spice Girls, Victoria, sem muito alarde. Um exemplo para muitos atletas que não sabem lidar com a fama. Além disso, soube parar ainda atuando em alto nível. Beckham não foi um jogador genial. Mas, também passou muito longe de ser apenas uma “obra de Marketing”, tal muitos “conhecedores” pintaram. De qualquer forma, entra para história como o jogador que revolucionou o marketing no futebol contemporâneo. 

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