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quarta-feira, 3 de abril de 2013

A triste banalização da Seleção Brasileira de futebol

É impressionante como conseguiram banalizar a Seleção Brasileira. Durante muito tempo, sem dúvida, a Seleção Canarinho foi um dos principais “cartões de visitas” do Brasil. Em qualquer lugar do mundo, bastava apresentar a camisa amarelinha que prontamente era identificada: ali estava o uniforme da melhor seleção de futebol do planeta. O time que reunia os mais talentosos jogadores de futebol. Muitas vezes não sabiam qual era a nossa capital ou quem era o presidente do país. Mas, o esquadrão de Pelé, Garrincha, Rivelino, Zico, Falcão, Romário e Cia não passava despercebido. Diversos jornalistas brasileiros, que cobriam as mais variadas guerras ao redor do mundo, afirmavam carregar uma camisa da Seleção Brasileira com o número “10” na mochila. Em caso de aperto, bastava puxar o “manto” da sacola e receber o largo sorriso acompanhado das expressões: “Pelé”, “Ronaldinho”, “Brasil”... Santa roupa!

Hoje em dia, a história é bem diferente. Já não temos protagonistas atuando nos principais campeonatos da Europa. Até mesmo ao enfrentar à Rússia não somos apontados como favoritos. E, olha que não se trata de uma partida de Xadrez! Ninguém mais teme a nossa camisa. Perdeu-se até mesmo o respeito dos adversários para conosco. Isso que jogaremos a próxima Copa do Mundo em casa! Vale lembrar que hoje (03/04/2013) o Brasil ocupa o vexatório 18º lugar no ranking de seleções da FIFA.

Ricardo Teixeira, o retrato da corrupção na CBF
Agora, se pensarmos bem, o que está acontecendo com a nossa Seleção é o mais puro reflexo dos longos anos de administrações corruptas e fraudulentas da CBF e de algumas Federações. Como entregamos o comando do nosso futebol a bandidos da pior espécie possível? Estamos prestes a realizar o maior evento esportivo do planeta e os estádios estão sendo erguidos de forma vergonhosa. Mais uma vez o dinheiro público está sendo gasto com obras sem sentido e superfaturadas. Sem falar no absurdo de termos construído um estádio (Engenhão) em 2007 e em 2013 ele ser interditado por falta de segurança. Desta forma, podemos acrescentar o ingrediente incompetência a essa “comida estragada”.

Para coroar a situação, recebo a convocação da Seleção Brasileira para o jogo contra a Bolívia (um amistoso sem nenhum fundamento, sob o pretexto de amenizar as relações com o país vizinho, após o incidente do sinalizador que vitimou um jovem no jogo do Corinthians). Mais lamentável que o amistoso foi a convocação do técnico Luis Felipe Scolari. Tenho certeza que Felipão será apresentado há alguns jogadores convocados durante os treinos. Pois, eles são completos desconhecidos (ao contrário de seus empresários, que são pessoas bem “influentes” no meio do futebol), se é que você me entende. Essa é mais uma banalização. Não precisa mais se destacar no clube para ser convocado. Basta ter “bons contatos” ou a “simpatia” de quem manda.

Fechamos a fábrica de craques?
Até quando a paixão do brasileiro pelo futebol vai superar esses absurdos? Engraçado é que depois reclamam da pouca presença dos torcedores nos estádios. Me parece que as justificativas estão todas expostas na mesa. Realmente banalizaram o nosso futebol e a Seleção Brasileira. Agora, para descaracterizar mais o nosso time, só falta que o fornecedor de material esportivo nos venha com uma camisa preta. Ops... isso já aconteceu em 2011. Deve ser uma forma de Luto. Afinal, a Seleção Brasileira vem agonizando há tempos. Honestamente, gostaria de conhecer o “gênio” do marketing que teve a ideia de fabricar uma camisa preta para o Brasil. Provavelmente o mesmo que criou o nome “Fuleco” para mascote de 2014. E, para terminar, vou parafrasear a propaganda daquela famosa cerveja: “Imagina na Copa?” Oremos

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