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Longe das lesões, Jack Wilshere renasce no Arsenal

Praticamente fora dos planos de Arsène Wenger, jogador retoma espaço nos Gunners.

A irregular temporada 2017-2018 do Arsenal trouxe, ao menos, uma grande notícia: o retorno de Jack Wilshere. A interminável série de lesões e os problemas de comportamento praticamente impossibilitaram uma nova chance do jogador com Arsène Wenger. O próprio empréstimo ao Bournemouth , no último ano, havia sido indicativo do seu não aproveitamento. Entretanto, pelas poucas opções no elenco, o técnico francês resolveu oferecer mais uma chance ao meio-campista. Foi quando o panorama começou a mudar. O jogador, que iniciou a temporada atuando no time B, voltou à titularidade com grandes atuações e deverá ter o contrato renovado.

Wilshere surgiu como grande promessa dos Gunners na temporada 2008-2009. Dono de grande qualidade técnica, tornou-se titular da equipe com apenas 19 anos, sendo convocado para a seleção inglesa logo em seguida. De lá pra cá, construiu uma carreira com altos e baixos: sofreu inúmeras lesões e ganhou a fama de bad boy. Na maioria das vezes, a displicência falava mais alto que o talento. Um grande desperdício. A sua posição dentro de campo também afetou o rendimento de Wilshere. Atuando como segundo volante, mostrou qualidade de armação de jogo e dinamismo; ao ser deslocado para mais perto dos atacantes, entretanto, perdeu naturalidade, caindo de produção ao longo do tempo.

Aos 26 anos, Wilshere demonstra comportamento diferente em campo. Mais maduro, a “eterna promessa”, voltou à posição de origem, melhorou na marcação e tem oscilado menos. A inteligência e o passe qualificado continuam os mesmos do início de carreira. A questão física, porém, vem sendo a grande notícia. Até 26/01/2018, o camisa 10 do Arsenal atuou em 26 partidas, geralmente participando durante os 90 minutos. Sem dúvidas, uma gigantesca evolução para quem passava a maior parte do tempo tratando lesões no tornozelo e joelho.

Ainda é cedo para afirmar que temos um novo Wilshere, mas o panorama é positivo. Wenger já acenou, inclusive, com a possibilidade de renovar o vínculo do jogador (o contrato termina neste ano). Certamente as bases salariais serão menores e haverá cláusulas de produtividade e assiduidade. Na Inglaterra, comenta-se também sobre a possibilidade do volante/meia ser convocado para a seleção inglesa. Faltando pouco para a Copa do Mundo, cada jogo será decisivo para persuadir o treinador Gareth Southgate. Estando ou não no mundial, a carreira de Wilshere parece estar sendo retomada. Um passo de cada vez e que seja longe das lesões.

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