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sábado, 22 de julho de 2017

Com sete meses de atraso, Inter ganha mais um meia no elenco após chegada de Camilo

Demorou quase sete meses, mas a nova diretoria do Internacional percebeu que o elenco precisava de outro meia criativo além de Andrés D’alessandro. Com as saídas de Alex, Andrigo, Anderson e Valdívia o grupo perdeu as opção de jogadores com características de armação ou meio-campistas ofensivos. Assim, o time passou a atuar de forma desequilibrada, amontoando volantes e atacantes. Com a chegada de Camilo, Guto Ferreira, enfim, ganha mais uma alternativa na construção de jogadas ofensivas.


Camilo teve um ano de 2016 fantástico pelo Botafogo. Atuando como meia-atacante, mostrou capacidade de armar jogadas para os atacantes, além de marcar belos gols. Dinâmico, destacou-se também pela movimentação intensa no campo ofensivo, chegando a receber uma convocação para a Seleção Brasileira no Amistoso contra a Colômbia (ambas as equipes utilizaram jogadores que atuavam em seu próprio território). Em 2017, seu futebol tem sido modesto e o desentendimento com o treinador Jair Ventura o fez optar pela proposta do Internacional. Já na chegada a Porto Alegre, Camilo fez questão de ressaltar onde gosta de atuar: na linha ofensiva de meio-campo, atrás do homem mais avançado, tanto centralizado, como aberto pela ponta. Vale lembrar que a carreira do jogador é irregular. No Cruzeiro, teve atuação discreta e, pelo Botafogo, apenas na segunda passagem conseguiu ser titular. Outro bom momento do meia foi quando esteve na Chapecoense (2014-2015). Aliás, ele estava presente no massacre de 5x0 contra o Inter, fechando a goleada de pênalti (o goleiro era Rafael Moura, substituto do expulso Dida).

As pobres atuações do Inter na série B passam pela falta de jogadores com qualidade no meio-campo. Empilhar atacantes medianos (já foram quatro atuando juntos) passou longe de ser a solução. Dourado e Edenílson são volantes com limitada técnica de passe e nem Felipe Gutiérrez vem sendo capaz de agregar ao setor. Sobrou novamente para D’alessandro tomar a solitária iniciativa na construção das jogadas. É muito pouco para quem pretendia subir com certa tranqüilidade para a série A. Houve, neste caso, uma inexplicável negligência do vice-presidente de futebol colorado, Roberto Melo, que parece ter “esquecido” de reforçar a área mais criativa do time.

Aos 30 anos, Camilo chega valorizado ao Inter (salário em torno de R$ 250 mil, bem acima do que recebia no clube carioca). Dentre as opções disponíveis e viáveis para uma contratação em julho, o jogador acaba sendo uma boa aposta. Em condições normais, o recomendável seria optar por um meia com maior amostragem de boas atuações em grandes clubes do futebol brasileiro, mas é o que temos para o momento. Afinal, “em terra de cego, quem tem um olho é rei”. 

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