quinta-feira, 29 de junho de 2017

Veja cinco fatores que explicam os problemas defensivos do Cruzeiro em 2017

O Cruzeiro montou, inegavelmente, um elenco bastante forte para a temporada 2017. O time finalizou o ano passado em ascensão, trouxe reforços importantes e ainda manteve o técnico Mano Menezes. Mesmo assim, transcorridos seis meses de trabalho, a equipe ainda não se mostrou confiável. Se o ataque, recheado de boas opções, vem funcionando de forma satisfatória, o setor defensivo afunda. Nas partidas contra rivais fortes (Grêmio e Palmeiras), pode-se comprovar o seguinte fato: a raposa tem condições de marcar muitos gols nos rivais, mas fica bastante exposto defensivamente. Analisando o panorama celeste, é possível apontar cinco motivos pelos quais isso acontece. Vamos a eles.

1 - Dedé e Manoel

Obviamente o Cruzeiro esperava formar a sua zaga titular em 2017 com Manoel e Dedé. Ambos enfrentam problemas de lesão e vêm desfalcando o time nos últimos meses. Dedé, aliás, luta há dois anos para se recuperar dos problemas no joelho. Os dois, tecnicamente, são muito acima das outras opções de Mano Menezes e quando voltarem serão peças-chave do sistema defensivo.

2 - Mano Menezes

O treinador cruzeirense ainda não conseguiu dar equilíbrio ao time. Quando escala uma formação mais defensiva, a equipe tem dificuldades de atacar. Porém, se a escalação apresenta o quarteto ofensivo, a zaga fica vulnerável. Reconhecido por montar times que tomam poucos gols, Mano parece ainda não ter encontrado uma solução para acomodar os talentos ofensivos sem desguarnecer os demais setores.

3 - Léo e Caicedo

A dupla de zaga não é a única responsável pelos gols sofridos. O sistema de defesa começa a partir da marcação dos próprios atacantes da equipe, diminuindo os espaços para o adversário. Porém, é impossível fechar os olhos para as falhas individuais apresentadas por Léo e Caicedo (atual dupla de zaga). Nenhum deles demonstra ser confiável e têm sido batidos facilmente nas jogas mano a mano. O próprio goleiro Fábio não sente segurança na dupla e sai em quase todas as jogadas aéreas.

4 - A Bola Aérea

Os cruzamentos na área celeste têm sido um verdadeiro pesadelo. Como já foi dito, a ausência de Dedé e Manoel, somada à deficiência da atual dupla de zaga contribuem para esse panorama. Mas não é apenas isso. Entre os titulares, apenas os zagueiros e Ariel Cabral possuem alta estatura e bom cabeceio. Ábila, quando está em campo, também auxilia a defesa.

5 - A Característica dos Jogadores

Embora Robinho, Sóbis, Thiago Neves, Alissom e Arrascaeta estejam entre os melhores do Brasil na parte ofensiva, nenhum deles possui característica de marcação. Na melhor das hipóteses, são jogadores que cercam o adversário. O próprio Ariel Cabral se destaca mais pelo bom passe do que na marcação. Os laterais, sobretudo Diego Barbosa pela esquerda, também apresentam vocação para o apoio, deixando espaços no corredor.

Se corrigir a questão do sistema defensivo, o Cruzeiro ganha mais competitividade e chega forte na reta final da Copa do Brasil e no restante de Campeonato Brasileiro. O grupo da raposa é melhor do que a maioria dos rivais, superior inclusive ao do líder Corinthians. Sem equilíbrio, entretanto, não se chega a lugar algum. 

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