terça-feira, 20 de junho de 2017

Pipoqueiro? Luan cala os críticos e vira o melhor jogador em atividade no Brasil

Por: Eduardo Miranda em 20/06/2017

Há pouco mais de um ano, Luan era recepcionado sob constrangedora "chuva de pipocas" no centro de treinamento do Grêmio. Recaía sobre o principal jogador do time a cobrança pela campanha irregular na Copa Libertadores 2016 e a falta de títulos importantes.  Apesar do evidente talento, o camisa 7 tricolor nunca foi unanimidade na Arena. Bastava algum gol perdido ou passe errado para que a vaia começasse. Parte da torcida reclamava falta de garra do atleta. Muitos afirmavam que o atacante não tinha o "perfil do clube". Luan não é um atleta vibrante e demonstra pouquíssima garra dentro de campo, mas nem por isso deixa de ser o melhor jogador em atividade no futebol Brasileiro.


Se o 1° semestre de 2016 foi conturbado para Luan, a outra metade mostrou-se arrasadora. Titular da Seleção Olímpica, tornou-se avalista na conquista inédita da medalha de ouro para Brasil no futebol. Com o Grêmio, foi decisivo nos momentos cruciais da Copa do Brasil, tirando o clube da incômoda fila de 15 anos sem grandes conquistas. De quebra, Luan, intencionalmente ou não, deu o troco em Eduardo Sasha com a polêmica declaração após o título: "O Grêmio é Campeão e o Sasha é um c...", devolvendo a provocação feita pelo jogador colorado na final do Campeonato Gaúcho. Para quem não lembra, o jogador colorado comemorou o gol dançando valsa com a bandeirinha de escanteio.

Em 2017, estamos vendo a melhor versão do camisa 7. Maduro e sem o peso dos títulos, ele assumiu total protagonismo da equipe, sobretudo após a grave lesão sofrida por Douglas. Luan virou o dono do time. Arma jogadas no meio-campo, dribla, serve os companheiros, marca gols e até bate faltas. Atua em nível de Seleção Brasileira. Aliás, o próprio Tite revelou que o jogador será chamado em breve. Tudo seria mágico aos gremistas, não fosse a temida janela de transferências para o futebol europeu. Certamente o jogador receberá propostas tentadoras e o clube deverá precisará fazer uma difícil escolha: receber dezenas de milhões de euros ou segurar o seu grande destaque para os momentos finais da Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil. O Liverpool, da Inglaterra, seria o principal interessado.

A maturidade tardia de Luan tem explicação plausível. Ele iniciou sua carreira nas categorias de base acima da idade padrão. Sua formação antes da categoria profissional deu-se apenas aos 20 anos, quando frequentou o projeto Lapidar (Programa de treinamento voltado ao aperfeiçoamento de fundamentos). Lá, o jovem contou com a preparação do competente treinador Tiago Rebelo, profissional que o Grêmio foi buscar no rival Internacional. Naquela época, o clube já depositava grande expectativa sobre o futebol do menino vindo do interior paulista.

O caso Luan remete aos tradicionais clichês: "o mundo da voltas" e "nada como um dia após o outro". Afinal, aqueles torcedores do episódio da pipoca devem estar um pouco constrangidos. Tivessem esses guardado o alimento, hoje poderiam utilizá-lo como degustação no estádio ou em frente à televisão para apreciar o show que o camisa 7 vem nos apresentando nos gramados. Na linguagem do futebol, "pipoqueiro" é o jogador que amarela nos grandes jogos e momentos decisivos. Assim, respeitosamente, Luan está autorizado ao merecido desabafo aos seus críticos: "Pipoqueiro é o caral...."

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