sábado, 10 de dezembro de 2016

Conheça cinco fatores que levaram o Grêmio ao Penta da Copa do Brasil

Por: Eduardo Miranda

Após 15 anos sem grandes títulos, o Grêmio quebrou o incômodo jejum contra o Atlético Mineiro, conquistando a Copa do Brasil pela 5ª vez em sua história. De quebra, o tricolor passou a ser o maior campeão da competição nacional, ultrapassando o Cruzeiro. A campanha vitoriosa foi a coroação do belo trabalho feito pela diretoria do clube gaúcho desde o ano passado. Alguns integrantes da diretoria e comissão técnica, incluindo alguns profissionais que já não estão mais no clube (Rui Costa e Roger Machado, por exemplo), também tiveram valiosa contribuição na conquista. Vamos relembrar cinco fatores fundamentais nesse processo.

1° Fator: A estruturação financeira
Recém eleito para um novo mandato de três anos, o presidente Romildo Bolzan, juntamente com o Conselho de administração do clube, conseguiu colocar o Grêmio nos trilhos através de uma administração responsável financeiramente. Se no primeiro momento o tricolor perdeu jogadores do nível de Marcelo Moreno e Barcos, mais adiante foi possível segurar jovens talentos fundamentais para a equipe como Luan e Wallace, além da contratação de Maicon. Rui Costa, ex-diretor do clube, que não resistiu à pressão pela eliminação da Libertadores 2016, também teve papel importante na montagem do elenco, usando a criatividade e apostas em jovens jogadores.

2° Fator: Roger Machado
Após a saída de Felipão, no início do Brasileirão 2015, o clube apostou no até então emergente Roger Machado. Em pouco tempo, o treinador conseguiu dar padrão tático surpreendente à equipe. Com um plantel mediano, o técnico fez o time jogar compactado e em alta velocidade. O bom futebol proporcionou que o Grêmio brigasse pelo campeonato nacional até as últimas. Mesmo após a saída de Roger, no dia 14 de setembro de 2016, foi evidente que o time Campeão da Copa do Brasil tem muito do ex-comandante.

3° Fator: O aprendizado com a derrota
A frustrante eliminação do clube na Libertadores da América 2016, para o Rosario Central da Argentina, deixou uma lição: o time, apesar de bastante técnico, carecia de jogadores com espírito mais aguerrido. Dessa forma, foram trazidos Edílson e Kannemann. Ambos agregaram luta e raça à equipe, capazes de "contaminar" o restante do grupo. O argentino, inclusive, complementou as características do parceiro de zaga Geromel, formando uma dupla de zaga quase intransponível.

4° Fator: A paciência
 As derrotas e eliminações recentes tiraram muito da paciência da torcida tricolor. Alguns jogadores (que hoje são protagonistas do título) eram vaiados e chamados de pipoqueiro. Porém, o clube soube analisar de forma consciente o potencial dos atletas e teve paciência em esperar o resultado. Luan, Ramiro, Douglas, Pedro Rocha e Marcelo Grohe foram alguns dos titulares perseguidos que viraram heróis da recente conquista.

5° Fator: Renato Portaluppi
É impossível deixar de depositar muito do título gremista na conta de Renato Portaluppi. O treinador possui uma identificação ímpar com o clube e foi capaz de devolver a confiança ao grupo de jogadores e mobilizar a torcida para conquistar a Copa do Brasil. Com um estilo folclórico e boleirão, ganhou o grupo, acertando inclusive o sistema defensivo. Contando com a parceria de Valdir Espinosa na retaguarda, Renato definitivamente consolidou o status de maior ídolo da história do clube. Vencedor dentro e fora de campo.

É verdade que as principais estrelas do espetáculo são os jogadores, mas é sempre bom ressaltar os acertos fora de campo. Afinal, como diz o título do livro de Ferran Soriano, consagrado CEO no mundo do futebol, "A bola não entra por acaso". 

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