in

Conheça cinco fatores que levaram o Grêmio ao Penta da Copa do Brasil

Após 15 anos sem grandes títulos,
o Grêmio quebrou o incômodo jejum contra o Atlético Mineiro, conquistando a
Copa do Brasil pela 5ª vez em sua história. De quebra, o tricolor passou a ser
o maior campeão da competição nacional, ultrapassando o Cruzeiro. A campanha
vitoriosa foi a coroação do belo trabalho feito pela diretoria do clube gaúcho
desde o ano passado. Alguns integrantes da diretoria e comissão técnica, incluindo
alguns profissionais que já não estão mais no clube (Rui Costa e Roger Machado,
por exemplo), também tiveram valiosa contribuição na conquista. Vamos relembrar
cinco fatores fundamentais nesse processo.


Fator: A estruturação financeira
Recém eleito para um novo
mandato de três anos, o presidente Romildo Bolzan, juntamente com o Conselho de
administração do clube, conseguiu colocar o Grêmio nos trilhos através de uma
administração responsável financeiramente. Se no primeiro momento o tricolor perdeu
jogadores do nível de Marcelo Moreno e Barcos, mais adiante foi possível
segurar jovens talentos fundamentais para a equipe como Luan e Wallace, além da
contratação de Maicon. Rui Costa, ex-diretor do clube, que não resistiu à pressão
pela eliminação da Libertadores 2016, também teve papel importante na montagem
do elenco, usando a criatividade e apostas em jovens jogadores.


Fator: Roger Machado
Após a saída de Felipão, no
início do Brasileirão 2015, o clube apostou no até então emergente Roger
Machado. Em pouco tempo, o treinador conseguiu dar padrão tático surpreendente
à equipe. Com um plantel mediano, o técnico fez o time jogar compactado e em
alta velocidade. O bom futebol proporcionou que o Grêmio brigasse pelo campeonato
nacional até as últimas. Mesmo após a saída de Roger, no dia 14 de setembro de
2016, foi evidente que o time Campeão da Copa do Brasil tem muito do ex-comandante.


Fator: O aprendizado com a derrota
A frustrante eliminação do
clube na Libertadores da América 2016, para o Rosario Central da Argentina, deixou uma lição:
o time, apesar de bastante técnico, carecia de jogadores com espírito mais aguerrido.
Dessa forma, foram trazidos Edílson e Kannemann. Ambos agregaram luta e raça à
equipe, capazes de “contaminar” o restante do grupo. O argentino,
inclusive, complementou as características do parceiro de zaga Geromel, formando uma dupla de zaga quase intransponível.


Fator: A paciência
 As derrotas e eliminações recentes tiraram
muito da paciência da torcida tricolor. Alguns jogadores (que hoje são protagonistas
do título) eram vaiados e chamados de pipoqueiro. Porém, o clube soube analisar
de forma consciente o potencial dos atletas e teve paciência em esperar o
resultado. Luan, Ramiro, Douglas, Pedro Rocha e Marcelo Grohe foram alguns dos
titulares perseguidos que viraram heróis da recente conquista.


Fator: Renato Portaluppi
É impossível deixar de
depositar muito do título gremista na conta de Renato Portaluppi. O treinador
possui uma identificação ímpar com o clube e foi capaz de devolver a confiança ao
grupo de jogadores e mobilizar a torcida para conquistar a Copa do Brasil. Com
um estilo folclórico e boleirão, ganhou o grupo, acertando inclusive o sistema
defensivo. Contando com a parceria de Valdir Espinosa na retaguarda, Renato definitivamente
consolidou o status de maior ídolo da história do clube. Vencedor dentro e fora
de campo.

É verdade que as principais
estrelas do espetáculo são os jogadores, mas é sempre bom ressaltar os acertos
fora de campo. Afinal, como diz o título do livro de Ferran Soriano, consagrado
CEO no mundo do futebol, “A bola não entra por acaso”. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

O que você achou?

0 points
Upvote Downvote

Total votes: 0

Upvotes: 0

Upvotes percentage: 0.000000%

Downvotes: 0

Downvotes percentage: 0.000000%

Após saída de Daniel Alves, Barcelona sofre com a lateral direita e precisa improvisar

Dossiê rebaixamento: Como o Internacional chegou à série B do Brasileirão