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Sim, temos um técnico! Entenda como Tite mudou a cara da Seleção Brasileira

Segunda-feira, dia 20 de
junho de 2016, a CBF confirmou Adenor Leonardo Bacchi, o Tite, como novo
técnico da Seleção Brasileira de futebol. Finalmente, atendendo o clamor
popular, tínhamos o melhor e mais vitorioso treinador dos últimos anos no país
comandando a Seleção pentacampeã mundial. Em sexto lugar nas eliminatórias e
vexatoriamente eliminado da Copa América, esperava-se que o novo professor
pudesse dar padrão de jogo ao time, até então treinado por Dunga, melhorando o
desempenho do futebol apresentado. E foi exatamente o que aconteceu. Foram
cinco vitórias em cinco partidas realizadas. 15 gols marcados e apenas um
sofrido, além da radical evolução na performance apresentada dentro de campo.
Mas então, qual foi a mágica feita pelo treinador?
Se considerarmos os nomes
escolhidos e o esquema tático utilizado por Tite, não veremos radicais
modificações em relação às opções de Dunga. Marcelo e Paulinho voltaram a fazer
parte do time titular, assim como Philippe Coutinho passou a ser mais utilizado.
A principal novidade ficou por conta da aposta em Gabriel Jesus para o comando
de ataque. O jogador agregou qualidade e movimentação ao setor. No resto, os
atletas permaneceram praticamente os mesmos.

Como nova formação, o comandante adotou o 4-1-4-1
(Dunga utilizava o 4-2-3-1). Assim, Tite liberou um dos volantes para colaborar
na criação de jogadas, tornando a equipe mais ofensiva. Este esquema muito se
assemelha àquele utilizado por ele mesmo na conquista do Campeonato Brasileiro
pelo Corinthians em 2015. Sendo mais específico, temos uma linha com quatro
jogadores, em que os laterais primeiro defendem para depois ir ao ataque
(Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Marcelo). Um volante que faz a proteção da
zaga e coberturas (Casemiro ou Fernandinho). Dois homens por dentro que marcam,
mas também têm a função de armar e entrar na área adversária (Paulinho , Renato
Augusto ou Giuliano). Outros dois jogadores que marcam os laterais adversários
e agridem em velocidade quando a equipe tem a bola (Neymar e William ou
Coutinho). E um homem de referência de ampla movimentação (Gabriel Jesus ou
Firmino). 
Entretanto, as principais
modificações feitas por Tite foram na mecânica de jogo da equipe. Como é
característica do comandante, as linha do time jogam muito próximas uma da
outra, dificultando as ações ofensivas do adversário. Outra obsessão reside em
obter vantagem numérica de jogadores no setor em que a bola se encontra. Além
disso, as ações ofensivas acontecem com no mínimo cinco ou seis jogadores
juntos. Quando o time rouba a bola, o contra-ataque é feito em alta velocidade
e em bloco. O grande exemplo desse conceito foi o terceiro gol do Brasil na
goleada de 3×0 contra a Argentina. Quando Marcelo cruzou a bola, havia quatro
jogadores brasileiros dentro da área, sendo que dois deles eram Paulinho e
Renato Augusto (foto acima).

Tite ainda não ganhou nada
com a Seleção, nem o bom começo do treinador é garantia de futuros sucessos do
time verde-amarelo. Mas é fato que há muito tempo não tínhamos um “Jóquei” tão qualificado
no comando da equipe brasileira. Existe uma luz no fim do túnel
“7×1”. Enfim, temos um treinador!

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