quinta-feira, 10 de novembro de 2016

O estranho no ninho! Relembre grandes times que tinham o seu jogador meia-boca

Por: Eduardo Miranda 10/11/2016

Certamente você tem a recordação de algum grande time de futebol. Além de títulos, eles ganharam para sempre um espaço na cabeça dos torcedores. Porém, dificilmente uma equipe campeã é formada por 11 craques. Do goleiro ao centroavante, sempre há algum jogador que destoa dos demais. Por algum milagre divino, aquele boleiro meia-boca estava naquele time fantástico. Clássicos exemplos de pessoas que não pareciam fazer parte da paisagem em que estavam inseridas. Verdadeiros "estranhos no ninho". Na foto acima você vê o time do Corinthians, campeão do Mundial de Clubes em 2000. Em destaque o lateral direito Índio, que claramente não acompanhava a qualidade dos demais companheiros. Veja alguns exemplos clássicos desse fenômeno:

O Inter "Campeão de Tudo" nos anos 2000 tinha jogadores excelentes, medianos e também Edinho. O volante era o "guerreiro" do time. Voluntarioso, foi titular absoluto. Mas tinha sérios problemas com a bola. Deve muito do seu sucesso ao técnico Abel Braga, que ainda o levou para o Fluminense, também para ser campeão. No fim das contas, o jogador tem títulos que nem Falcão conseguiu conquistar pelo colorado. Coisas da bola.

Barcelona, de Messi, Xavi, Iniesta...  massacrou impiedosamente quase todos os seus adversários entre (2008-2012). Como principal característica, ficava quase 70% do jogo com a bola no pé. Provavelmente porque quando o adversário tinha a bola, Valdés era um perigo. O goleiro conseguia a proeza de ser titular absoluto do time que ficará na história como uma lenda, mesmo sendo muito abaixo da média. Inseguro, Valdés falhava constantemente. Um legítimo mão de alface. Tá aí a exceção que confirma a regra de que todo grande time começa com um grande goleiro.

O Vasco campeão Brasileiro em 97 e da Libertadores em 98, era um timaço. Juninho, Pedrinho, Felipe, Ramon, Donizete, Mauro Galvão, Edmundo... Entretanto, também contava com Nasa. Volante "cão de guarda" do técnico Antônio Lopes, Nasa tinha muita dificuldade com a bola no pé e só conseguiu êxito no timaço do Vasco, de 97 a 2000. Mal passava do meio-campo. Tecnicamente era muito limitado. Estava no lugar certo e na hora certa.

Os "Meninos da Vila", que tiraram o Santos de uma fila de títulos importantes, além do infernal Robinho, possuía um meio-campo poderoso. Diego, Elano e Renato eram excelentes. Só assim para compensar o pouco futebol de Paulo Almeida. O camisa 5 do Santos jogava pouco e batia muito. Aproveitou o embalo do time e foi vendido para o Benfica por alguns milhões de dólares (uma espécie de vingança do Brasil contra os portugueses, após séculos de exploração). Obviamente, tempo depois, foi comprovado que o volante não era tudo aquilo. Resultado: foi dispensado ano após ano por deficiência técnica. Entretanto, a foto no pôster vestindo a braçadeira de capitão do time será eterna. Viva o futebol e seus sortudos.

0 comentários:

Postar um comentário