segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Troca de Roger por Renato foi um avanço ou retrocesso no Grêmio?

Por: Eduardo Miranda 10/10/2016, atualizado em 20/10/2016

A mudança de treinador no Grêmio ainda gera divergência entre os torcedores tricolores. A saída de Roger não era unanimidade. Grande parte da torcida preferia, mesmo com a queda de rendimento da equipe, que o comandante fosse mantido. Apesar de Renato Portaluppi figurar entre os maiores ídolos do clube, existe a desconfiança que a troca foi um retrocesso.

Quando Roger assumiu como técnico do Grêmio no segundo semestre de 2015, a situação era crítica. O time apresentava rendimento sofrível, e não havia perspectivas boas para o Brasileirão. Dizia-se que grupo de jogador era fraco. No entanto, o treinador conseguiu montar uma equipe competitiva, jogando um futebol moderno e envolvente. Tal desempenho proporcionou que o clube disputasse o título da competição, mesmo com um elenco considerado inferior aos demais postulante.

Neste ano, poucos reforços foram contratados e Roger fracassou no Campeonato Gaúcho e na Libertadores da América. Quando surgiu a primeira instabilidade no Brasileirão, o técnico entregou o cargo e a direção pouco fez para mantê-lo. Encerrava-se ali o projeto mais promissor do Grêmio nos últimos anos. A escolha por Renato Portaluppi, além de possuir motivações políticas (a eleição para presidente do clube ocorre no fim do ano), traduz a opção por um treinador à moda antiga. Sai o estrategista, entra o paizão motivador. É verdade que Renato conhece como poucos a linguagem do boleiro, além de ser um excelente pacificador de vestiário. Além disso, costuma tirar ao máximo o rendimento de alguns atletas através da conversa e confiança. No curto prazo, é provável que haja um efeito positivo em sua chegada. A classificação às semi-finais da Copa do Brasil e a possibilidade de conquistar um título importante trouxeram o respaldo que o novo treinador necessitava para fim da temporada e até mesmo uma continuação para 2017.

Roger retira-se do Grêmio sem títulos, mas deixa alguns jovens jogadores afirmados e um estilo de jogo muito bem definido. Talvez agora não se tenha a real dimensão da troca de filosofia de futebol no clube, mas no longo prazo será possível avaliar essa mudança. Um futuro resultado positivo pode até mascarar esse cenário, entretanto, no primeiro momento, parece que o clube gaúcho deu um passo atrás. A continuidade no futebol brasileiro ainda é escrava do resultado.

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