quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Relembre cinco erros que causaram a demissão de Diego Aguirre no Internacional

Diego Aguirre não é mais o técnico do Internacional. O comandante foi demitido após a eliminação na Copa Libertadores da América e as fracas atuações no Campeonato Brasileiro. Mesmo com um grupo de jogadores considerado bastante qualificado, o uruguaio já não conseguia fazer o time jogar. A queda do treinador não foi algo que surgiu de uma hora para outra, mas sim resultado de uma série de fatores que se acumulavam desde o começo do ano. Bem, vamos a elas:

1 - A falta de convicção da direção do clube - Diego Aguirre nunca foi o nome preferido pelo presidente colorado Vitório Píffero. O mandatário queria Tite, que optou pelo Corinthians. Mano Menezes era o ficha 2, mas a negociação acabou não evoluindo. Muricy Ramalho também disse não ao clube gaúcho. O próprio Abel Braga, treinador da equipe em 2014 (sob a gestão de Giovanni Luigi), resolveu não negociar com Vitório, pois não houve interesse em sua permanência assim que o novo mandatário assumiu o clube. Desta forma, Luiz Fernando Costa, então vice-presidente de futebol, acabou convencendo Píffero a investir em Aguirre. Luiz Fernando Costa acabaria falecendo alguns dias após o início da pré-temporada.

2 - O preparo físico deficiente - O preparo físico colorado vinha sendo questionado desde o início o ano. A queda de rendimento no segundo tempo dos jogos ficava evidente. Fernando Pignatares, homem de confiança de Aguirre e responsável pela preparação física, convivia com críticas sobre a forma física dos atletas, além de ser questionado sobre as constantes lesões musculares.

3 - O baixo rendimento dos reforços - Dentre os reforços que chegaram ao clube no início da temporada, praticamente nenhum deles teve bom desempenho. Nílton, Léo, Anderson, Vitinho, Réver, Nico amargam o banco de reservas e quando entram pouco acrescentam. Lisandro Lópes foi o único que conseguiu dar uma resposta favorável. Para suprir a inoperância dos reforços, Aguirre que recorrer aos garotos da base. Embora alguns deles tenham qualidade, os meninos sentiram a pressão nos jogos decisivos da Libertadores e nas partidas após a eliminação. Os laterais William e Gefferson estavam apavorados nos dois jogos contra o Tigres-MEX, comprometendo a performance do time.

4 - A fatídica parada para a Copa América - A parada para a Copa América iniciou praticamente após a classificação do Inter para semifinais da Libertadores. Neste momento, o clube gaúcho perdeu jogadores para seleções, outros estavam lesionados e algum poupados de forma injustificada. Neste período de aproximadamente 45 dias, o time ideal nunca esteve junto, desentrosando completamente a equipe titular.

5 - A falta de soluções do Treinador - Quando uma equipe passa por dificuldades técnicas e táticas é esperado que o treinador tenha soluções para corrigir esses erros. Essa virtude foi vista poucas vezes em Diego Aguirre. O esquema com dois centroavantes (Nilmar e Lisandro) nunca funcionou e mesmo assim era mantido. A falta de marcação no meio-campo também não foi corrigida, assim como a proteção aos laterais. Sem falar na mágica e pobre solução ofensiva de colocar Rafael Moura para tentar um gol improvável nos minutos finais.

Diego Aguirre não pode ser o único responsável pelo baixo rendimento do Internacional na temporada 2015, mas também não podemos absolvê-lo dos seus erros. Vimos, um dia antes da demissão do uruguaio, o River Plate se tornar Campeão da Copa Libertadores com uma equipe limitada, porém muito bem armada pelo seu treinador Marcelo Gallardo. É bem provável que o novo treinador colorado consiga tirar mais do atual elenco, pois, pior do que o time está jogando hoje, será difícil acontecer.

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