sábado, 28 de fevereiro de 2015

Sem especialistas na bola parada, gols de falta se tornaram raros no futebol brasileiro

Os números não mentem: os gols de falta estão cada vez mais raros no futebol brasileiro. Se somarmos os jogadores brasileiros especialistas na bola parada que se aposentaram, estão em fim de carreira e os que atuam fora do país, teremos uma importante baixa no número de jogadores capazes de decidir a partida em uma cobrança de falta atuando no país. A própria Seleção Brasileira não possui este jogador.

No Brasileirão de 2014 foram marcados apenas 23 gols de faltas, contra 43 da edição anterior. O número de tentativas de cobrança direta também diminuiu: de 779 para 618, o que comprova a escassez dos especialistas nesse quesito. Alex acaba de se aposentar, o mesmo aconteceu com Juninho Pernambucano no ano passado. Marcos Assunção, Paulo Baier, Renato Abreu e Rogério Ceni estão em final de carreira e já não possuem o mesmo rendimento. Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves e Anderson Talisca estão atuando fora do Brasil. Não é à toa que os treinadores vêm optando por tentar o cruzamento ao invés do chute direto para o gol nas bolas paradas.

Embora tenhamos perdido grandes cobradores de faltas, chama atenção a falta de renovação. Não parece que teremos tão cedo uma nova safra de especialistas na bola parada. Esse fenômeno poderia ser resultante da falta de treinamento dos jogadores? Vale lembrar que grandes cobradores de falta (Zico, Marcelinho Carioca, Neto, Nelinho, Juninho...) ficavam horas depois do treino para aperfeiçoar a batida na bola. De qualquer forma, hoje, não existe aquela grande expectativa no estádio quando há uma falta perto da área. Os especialistas estão em extinção!              

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