sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Lentidão, erros de Abel e grupo fraco. Goleada de 5x0 contra a Chapecoense expôs as limitações do Inter

Acreditar que o Internacional perdeu o título do Brasileirão na derrota por 2x1 contra o Cruzeiro é ser ingênuo demais. Na verdade, o clube gaúcho disse adeus às grandes conquistas em 2014 ainda no 1º semestre, quando não soube corrigir os erros que a equipe apresentava. Na humilhante derrota por 5x0 contra a Chapecoense, todos esses erros foram expostos de maneira nua e crua. Alguns colorados que viam o clube perto do topo da tabela imaginaram ser possível colocar mão na taça da competição. Entenda todos os motivos pelos quais esse sonho nunca se realizaria.

Apesar de figurar entre os primeiros colocados do Brasileirão, o Internacional nunca chegou a empolgar. Se o meio de campo técnico com Alex, D’Alessandro e Aránguiz se mostrava o ponto alto da equipe, a lentidão em todos os setores do time era visível. O técnico Abel Braga em nenhum momento foi capaz de corrigir os problemas decorrentes da falta de velocidade. Pelo contrário, a escolha por esse modelo permaneceu, assim como o pouco aproveitamento da categoria de base e a insistência em jogadores de baixíssima produtividade (Rafael Moura, Jorge Henrique, Gilberto, Igor).

A direção colorada, da mesma forma que em anos anteriores, é a principal responsável pelas carências da equipe. A falta de um atacante diferenciado e com velocidade dentro do elenco foi praticamente ignorada. Apenas em outubro, Nilmar foi contratado para dar uma opção mais qualificada. A parte defensiva também foi negligenciada. Dida, Gilberto, Paulão e Wellington Silva foram apostas que não deram uma resposta positiva. Pelo alto valor da folha salarial, é evidente que faltou competência para montar em grupo de jogadores capaz de apresentar melhores resultados. O discurso da direção é sempre o mesmo: conformista e quase sem cobranças ao treinador. A dispensa da concentração em diversos jogos foi outro fato inadmissível.

O Internacional ainda tem 11 rodadas para tentar permanecer no grupo de clubes classificados para a Libertadores da América do ano que vem. Sair dessa zona, após ter sonhado com título, seria um desastre. Entretanto, o futebol não costuma ser tolerante com quem comete tantos erros. Certamente já deve estar pronto o discurso do “o objetivo escapou por um detalhe!”. Sim, um detalhe do tamanho do Gigante da Beira-Rio! 

0 comentários:

Postar um comentário