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A volta do maestro!? Enfim, Ganso começa a “voar” no São Paulo

Imagine um meia-armador técnicohabilidosodriblador,
dono de um passe perfeito e que assume a
responsabilidade
 de criação das jogadas durante os 90 minutos. Esse
era P.H Ganso
, antes da grave lesão no joelho em 2010. De forma
avassaladora, Paulo Henrique se tornou o grande jogador do Santos,
no time que também contava com Robinho e Neymar. Após a Copa da
África,Mano Menezes (apaixonado pelo futebol de Ganso) já havia
elegido o armador do peixe para ser o camisa 10 da Seleção Brasileira e
principal referência técnica da renovação. Porém, após a contusão e a longa
parada, tudo aconteceu de forma diferente…
Quando Ganso voltou aos gramados, Neymar era a
principal estrela do futebol brasileiro. O moicano havia assinado um contrato
milionário e assumia a condição de astro da seleção. Paulo Henrique passava a
sofrer com a falta de ritmo, as brigas do clube
com o empresário, as constantes comparações com Neymar e,
principalmente, com a crise de estrelismo. Ganso passou a
preocupar-se com tudo, menos em jogar futebol. Foi um coadjuvante na conquista
daLibertadores em 2011 e acumulou várias lesões musculares. Perdeu
espaço na Seleção (não rendeu o esperado na Copa América de 2011) e
entrou em litígio com o Santos. Quando o camisa 10 pisava no gramado parecia um burocrata.
Limitava-se a dar passes para o lado e caminhar em campo sem nenhuma vontade.
Nem a transferência para o São Paulo conseguir ser um fato de
grande motivação para ele. Muitos já desenvolviam a tese de que as atuações
monstruosas de 2010 foram apenas um momento passageiro na carreira do jogador.
No final da passagem de Autuori e
principalmente com a chegada de Muricy Ramalho, Ganso passou a
recuperar o seu futebol. Na zona de rebaixamento e em péssima fase, o São Paulo
precisava de alguém que colocasse a bola debaixo do braço e fizesse a equipe
jogar. Foi nesse contexto de necessidade que Muricy apostou todas as fichas no
canhoto. Bingo! Paulo Henrique é o principal jogador no
espetacular 2º turno que o tricolor realiza. Quase todas as boas jogadas da
equipe passam pelo camisa 8, que sabe exatamente a hora de acelerar e
controlar o jogo
. Um verdadeiro maestro!
Sinceramente, eu espero que o crescimento do
futebol de Ganso continue e que desta vez seja duradouro.
Ele é um jogador raro e ainda jovem (24 anos). Seria
lamentável desperdiçar tamanho talento, principalmente na escassez de
um meia-armador na Seleção Brasileira
. Faltando menos de um ano para a
Copa, Paulo Henrique precisa correr atrás do tempo perdido e convencer Felipão que
merece uma convocação. Se estiver arrebentando, poderá aparecer na lista. Chegou
a hora de Ganso voltar a voar!?
   

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