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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A volta do maestro!? Enfim, Ganso começa a "voar" no São Paulo

Imagine um meia-armador técnicohabilidosodriblador, dono de um passe perfeito e que assume a responsabilidade de criação das jogadas durante os 90 minutos. Esse era P.H Ganso, antes da grave lesão no joelho em 2010. De forma avassaladora, Paulo Henrique se tornou o grande jogador do Santos, no time que também contava com Robinho e Neymar. Após a Copa da África,Mano Menezes (apaixonado pelo futebol de Ganso) já havia elegido o armador do peixe para ser o camisa 10 da Seleção Brasileira e principal referência técnica da renovação. Porém, após a contusão e a longa parada, tudo aconteceu de forma diferente...

Quando Ganso voltou aos gramados, Neymar era a principal estrela do futebol brasileiro. O moicano havia assinado um contrato milionário e assumia a condição de astro da seleção. Paulo Henrique passava a sofrer com a falta de ritmo, as brigas do clube com o empresário, as constantes comparações com Neymar e, principalmente, com a crise de estrelismo. Ganso passou a preocupar-se com tudo, menos em jogar futebol. Foi um coadjuvante na conquista daLibertadores em 2011 e acumulou várias lesões musculares. Perdeu espaço na Seleção (não rendeu o esperado na Copa América de 2011) e entrou em litígio com o Santos. Quando o camisa 10 pisava no gramado parecia um burocrata. Limitava-se a dar passes para o lado e caminhar em campo sem nenhuma vontade. Nem a transferência para o São Paulo conseguir ser um fato de grande motivação para ele. Muitos já desenvolviam a tese de que as atuações monstruosas de 2010 foram apenas um momento passageiro na carreira do jogador.

No final da passagem de Autuori e principalmente com a chegada de Muricy Ramalho, Ganso passou a recuperar o seu futebol. Na zona de rebaixamento e em péssima fase, o São Paulo precisava de alguém que colocasse a bola debaixo do braço e fizesse a equipe jogar. Foi nesse contexto de necessidade que Muricy apostou todas as fichas no canhoto. Bingo! Paulo Henrique é o principal jogador no espetacular 2º turno que o tricolor realiza. Quase todas as boas jogadas da equipe passam pelo camisa 8, que sabe exatamente a hora de acelerar e controlar o jogo. Um verdadeiro maestro!

Sinceramente, eu espero que o crescimento do futebol de Ganso continue e que desta vez seja duradouro. Ele é um jogador raro e ainda jovem (24 anos). Seria lamentável desperdiçar tamanho talento, principalmente na escassez de um meia-armador na Seleção Brasileira. Faltando menos de um ano para a Copa, Paulo Henrique precisa correr atrás do tempo perdido e convencer Felipão que merece uma convocação. Se estiver arrebentando, poderá aparecer na lista. Chegou a hora de Ganso voltar a voar!?   

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