quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Polêmica envolvendo Diego Costa é um atestado de carência no ataque da Seleção Brasileira

Muito Prazer, Diego Costa!
Nos últimos dias, o principal assunto da mídia esportiva nacional é a convocação e o pedido de dispensa de Diego Costa para a Seleção Brasileira. O atacante, que atua pelo Atlético de Madrid, vem tendo boas atuações e chamou atenção dos treinadores de Brasil e Espanha. Para surpresa de muitos, o atacante escolheu defender a Fúria, preterindo a sua pátria de nascimento. Polêmicas a parte, o fato denuncia a crise técnica de bons valores para o ataque da equipe pentacampeã do mundo. Chegamos ao ponto de “brigar” publicamente por um jogador que vive uma boa fase no campeonato espanhol. Não estamos falando de Romário, Ronaldo, Adriano, Careca ou outro diferenciado que já vimos vestir a “camisa 9 verde-amarela”.

Faltando menos de um ano para a Copa do Mundo, Felipão vê pouquíssimas opções de qualidade para atuar no comando de ataque. Damião e Pato vivem fases horrorosas. Fred trava uma constante luta contra as lesões. ainda precisa provar que pode ser decisivo e Adriano deve estar em algum baile funk do Rio de Janeiro. Hoje, em atividade no Brasileirão, o gordinho Walter é o melhor atacante da competição. Mas, por não atuar em um grande clube e pela forma física bizarra, sofre um preconceito do tamanho de seu apetite. Existiria a possibilidade de Scolari montar o time apenas com Neymar mais adiantado. Porém, todos sabem que o comandante gosta de ter um centroavante de ofício entre os 11.

Ronaldo e Romário. Outros tempos...
Provavelmente, se ainda estivessem em atividade, muitos atacantes do passado teriam sua oportunidade na atual fase da seleção. Viola, Evair, Luizão, Edmundo, Dodô, Jardel... estariam entre os concorrentes a uma vaga no grupo ou até mesmo no time titular. Mesmo não sendo artilheiros incontestáveis. Os goleadores do ano no nosso futebol são Hernani, do Flamengo, e o veterano Magno Alves, do Ceará. O líder da chuteira de ouro no Brasileirão é o desconhecido Éderson, do Atlético Paranaense, seguido por Willian (Ponte Preta) e Gilberto (Portuguesa). A estatística é assustadora!

Menos mal que Diego, cuja naturalização espanhola deve ser confirmada em breve, é “apenas” Costa e não Maradona. Esse sim poderia desequilibrar a balança em favor dos espanhóis. Diego Costa não é “a última bolachinha do pacote”, mas sim um atestado à falta de qualidade dos centroavantes no futebol brasileiro. Mais um problema para Felipão resolver!

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