terça-feira, 29 de outubro de 2013

3 anos de fracassos. Esse é o futebol do Inter com Giovanni Luigi

Luigi vem sendo muito questionado
Lembra daquele Inter forte, competitivo e que empilhou títulos na última década? Ele não existe mais. Desde dezembro 2010, quando Giovanni Luigi assumiu a presidência colorada, o clube vem enfraquecendo a cada ano que passa e coleciona inúmeros fracassos na área do futebol. Sem convicções e com a tradicional lentidão para tomar decisões, o atual mandatário do Internacional não parece ter o Know-how para prosseguir a vitoriosa caminhada iniciada por Fernando Carvalho.

Pode-se dizer que Luigi assumiu a presidência do Internacional com uma situação privilegiada. O clube era o atual campeão da América, tinha vaga garantida para a Copa Libertadores do ano seguinte, além de contar com um bom grupo de jogadores, dinheiro em caixa e o maior quadro social do continente. Logo de cara o presidente encontrou dificuldades para reforçar o grupo e conter a rejeição da torcida com o técnico Celso Roth. Mesmo sem convicção, demitiu o treinador e acatou a decisão do diretor Roberto Siegmann. Falcão seria o novo comandante do vestiário. Entretanto, por pouco tempo. O ídolo (que não treinava um clube há anos) foi fritado após declarar que o Inter “não teria grupo para ser campeão Brasileiro” e demitido logo em seguida, juntamente com Siegmann, o vice de futebol. Desta forma, o presidente passou a centralizar as decisões do futebol. Dorival Júnior assumia o clube e, com um trabalho mediano, classificou o time para a pré-Libertadores do ano seguinte.

Fernandão: "Zona de Conforto"!
Em 2012 os problemas permaneceram os mesmos. O grupo envelhecia, perdia mais qualidade e os resultados não apareceram. Dorival era mais um técnico que sucumbia às más atuações. Para substitui-lo, inexplicavelmente, surgia a figura de Fernandão, então diretor remunerado de futebol e sem nenhuma experiência como técnico. Entretanto, as carências permaneciam as mesmas e, obviamente, o desempenho também. Fernandão chegou a declarar que existia uma “zona de conforto” dentro do vestiário. Desencadeava-se uma nova crise e demissão do treinador. Sem comando, os jogadores faziam o que queriam. Bolívar chegou a negar sua escalação em um jogo, pois já havia marcado uma viagem ao litoral gaúcho. Osmar Loss foi o responsável por dirigir o time nas últimas rodadas do Brasileirão. O Inter terminou o nacional na 10ª colocação, 19 pontos atrás do Grêmio (3º colocado). Mesmo assim, Luigi foi reeleito para mais um mandato de 2 anos!

Dunga também não emplacou
Em 2013 a situação é ainda mais grave. Dunga foi contratado para colocar ordem no vestiário em sua 1ª experiência como treinador em um clube de futebol. Mas o capitão do Tetra também não conseguiu grande êxito. Venceu o modesto Campeonato Gaúcho, mas fracassou na Copa do Brasil e Brasileirão. Os equívocos de avaliação e a falta de comando fazem parte mais uma vez da tragédia anunciada. Em janeiro, Stevie Wonder já via que o time não contava com bons e numerosos zagueiros. Além disso, soma-se também o problema de jogar longe do Beira-Rio. Inacreditavelmente o ano colorado acabou em outubro. Porém, o clube tem ainda mais 7 rodadas no nacional para fazer 4 pontos e livra-se do rebaixamento. Ridículo.

Frustração está estampada no rosto do presidente
Mesmo com uma das maiores folhas salariais do país, o Inter passa vergonha nesta temporada. E, para aqueles que estão preocupados, o pior ainda está por vir. Com pouquíssimos destaques individuais no grupo de jogadores e ainda à procura de um treinador (quem sabe mais um aventureiro sem nenhuma experiência), uma reformulação urgente é necessária. Mas quem comandará tal ação? Giovanni Luigi e Luís César Souto de Moura? Acredito que já demonstraram não ter essa capacidade. Luigi é um homem de caráter, excelente empresário, colorado fanático e consagrado administrador (foi responsável pela batalha envolvendo a negociação da reforma do Beira-Rio). Porém, em suas veias não correm o DNA vencedor do futebol. Quem sabe Luigi não possa colaborar novamente com o clube exercendo outra nobre atividade fora do futebol? Infelizmente os colorados estão voltando ao pesadelo vivido nos anos 90. Está na hora do Campeão de Tudo acordar...

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