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terça-feira, 24 de setembro de 2013

E a convicção? Quase em outubro, Inter não tem esquema nem time titular definido

A fraca campanha do Internacional neste Campeonato Brasileiro passa pelas indefinições de Dunga em escalar o time titular e um esquema tático padrão. A equipe já teve as mais variadas formações táticas. 4-5-1, 4-4-2, 4-2-3-1, 4-3-3, 4-3-1-2, mas nenhuma delas conseguiu bons resultados por muito tempo. Hoje, o comandante colorado parece não ter ideia de qual é o melhor esquema para atuar.

A troca de jogadores também é constante, começando pelo goleiro. Os irmãos Alisson e Muriel já tiveram boas oportunidades e ambos se mostraram inconfiáveis. Na lateral esquerda permanece a indefinição: Fabrício ou Kleber. Um tem muita técnica, porém o físico deixa a desejar. O outro tem apenas força física. Na zaga, por falta de opções, Juan e Índio formam a dupla titular. A mesma regra se aplica a Gabriel na lateral direita. Entre os volantes o problema é ainda pior. Igor, Josimar, Airton e Willians se revezam jogo a jogo e nenhum deles se mantém titular absoluto.

Na armação de jogadas está o único jogador incontestável da equipe: D’Alessandro. Muito acima dos demais, o argentino vem carregando os companheiros nas costas. Não fosse pelas atuações do “cabeção”, o Inter estaria brigando mais abaixo da tabela. Alex foi outro que chegou para auxiliar na armação de jogadas, mas ainda não emplacou. Jorge Henrique também já foi improvisado por ali. Sem grande sucesso. Aliás, esse é o que mais sofre no elenco. Até na lateral direita o coitado teve que atuar. Ele rende mais quando é escalado aberto pela faixa direita de ataque. Alan Patrick foi o que menos colaborou para o setor. Vale lembrar que o Inter sente muito a falta de Fred, vendido na janela de transferências.

E os problemas continuam no ataque. Forlán é quem tem o desempenho mais aceitável, devido a sua finalização de ótima qualidade. Porém, se movimenta pouco. Damião é um fiasco em 2013. Fez apenas três gols no campeonato e de quebra enterrou as suas chances de voltar a Seleção Brasileira. Para piorar, Dunga não tira o centroavante do time, o que força Scocco a ser deslocado para o lado do ataque, perdendo as suas principais qualidades: o drible curto e a finalização. Hoje, acredito que a melhor dupla de ataque para time seria formada por Scocco e ForlánOtavinho tem qualidade, mas está sofrendo com a desorganização da equipe. Rafael Moura é uma decepção até agora e Caio não é mais que um atacante mediano.

Não dá para eximir a direção do clube pelas carências existentes em diversas posições. Porém, com o grupo atual, é inadmissível que Dunga ainda não tenha dado um padrão de jogo à equipe em pleno mês de outubro. Falta convicção para Dunga e quem sabe também um pouco de experiência. Afinal, esse é o 1º clube que treinador dirige e a amostragem não é nada favorável.

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