quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Confira uma lista com 10 grandes 'vigários' que já atuaram no futebol brasileiro

A palavra "vigário" deriva da expressão "vigarista", que por sua vez é originária do “Conto do Vigário”. Para quem não conhece a história original, a lenda diz que um vigário propôs a outro que amarrassem a imagem de uma santa num burro que estava solto na rua. Pelo plano, o animal seria solto entre as duas igrejas. A paróquia que o burro tomasse a direção ficaria com a imagem. Entretanto, o animal pertencia ao Vigário que organizou a disputa. Resultado: o religioso acabou ludibriando o concorrente e assim surgia o “Conto do Vigário”.

No futebol isso é bem comum. Por diversas oportunidades vimos alguns jogadores “enganar”, às vezes por muito tempo, boa parte da torcida e dos dirigentes. Mas você deve estar se perguntando, como eles fazem isso? Bom, geralmente esses boleiros possuem uma qualidade técnica acima da média, realizam jogadas de efeito com naturalidade e costumam ser ótimos “marqueteiros”. Via de regra atuam no meio-campo, armando as jogadas e são exímios batedores de faltas e escanteios. Na maioria das situações vestem a camisa 10. Entretanto, os “vigários” são displicentes por natureza. Marcam pouco, não tem compromisso tático nenhum, além de serem frequentadores assíduos do departamento médico. Em seus dicionários também não consta o termo “dividir” a bola. Acho que agora você já está associando alguns jogadores a essas características bem peculiares.

Características e conceitos definidos, vamos a aguardada lista:

10º lugar – Deco: Ele já foi um dos protagonistas no futebol mundial. Fazia chover no meio-campo do Barcelona ao lado de Ronaldinho Gaúcho. Porém, desde que veio para o Brasil, o “mago” vem enganando mais do que qualquer outra coisa no Fluminense. Vive machucado. Sem dúvida, tem uma habilidade fora do comum. Mas entre uma jogada de efeito e diversas contusões, já pode figurar no time dos “vigários”.

9º lugar - Ganso: Em 2010 parecia que o Brasil havia ganhado um camisa 10 acima da média. Alto, técnico e dono de um passe perfeito, Paulo Henrique conquistava os torcedores em todo o país. Porém, após uma grave lesão, nunca mais foi o mesmo. Com uma vontade de uma velha de 90 anos, Ganso virou um preguiçoso burocrata. Foi vergonhoso nas olimpíadas. Infelizmente, parece que o “novo Zidane” está mais para o time dos "vigários" do que para outra coisa. Uma pena. Quando surgiu, todos achavam que ele seria um dos melhores do mundo. 


8º lugar – Souza: Alguns talvez não se recordem, mas Souza surgiu como um grande craque no Corinthians em 1994. Era da mesma geração que Marcelinho. Canhoto habilidoso, o baixinho jogava quando queria. Foi contratado por uma fortuna pelo São Paulo, mas não emplacou. Atuou ainda no Atlético Mineiro e no Atlético Paranaense, sempre enganando muito bem.

7º lugar – Felipe: Explodiu no Vasco no fim dos anos 90. Lateral com uma qualidade técnica fantástica e um drible fora do comum, acabou parando no meio-campo. Infelizmente, não aproveitou todo o potencial que tinha. No Flamengo, inclusive, foi deslocado para a ponta direita, onde ficou improdutivo, displicente e reclamão. Por essas e outras, entra no time dos “vigários”.

6º lugar – Ronaldinho Gaúcho: Sem dúvidas, foi um monstro no Barcelona. Também jogou muito no Grêmio e PSG. Porém, passou alguns anos da carreira dando “tapas” na bola, canetas e chapéus encostado na lateral, perto da ponta esquerda. Foi um grande “vigário” no Milan e até mesmo em seu último ano no Barça. No Flamengo era o capitão do time do Samba e da cerveja. Mesmo sendo um dos maiores craques da história, o gaúcho “conquistou” um lugar no top 10 dos “vigários”

5º lugar – Djalminha: Poucos tiveram o talento dele. Tinha uma canhota mágica. Arrebentou no timaço do Palmeiras em 1996. Mas quando foi para o Deportivo La Coruña, virou um grande “vigário”. Vivendo de alguns lances geniais, o jogador ficou anos na Espanha, perdendo espaço na Seleção Brasileira para outros que jogavam menos que ele, mas eram profissionais. Hoje, é o grande craque do Showbol (uma espécie de modalidade de futebol indoor para jogadores aposentados).

4º lugar – Douglas: Tem o talento proporcional a sua displicência. Não marca, não cerca, não divide. Por isso, já conseguiu levar as torcidas de Grêmio e Corinthians à loucura. Às vezes é amado, outras tantas, odiado. Chegou a ganhar uma oportunidade na Seleção Brasileira de Mano Menezes. Se fosse mais efetivo, estaria em um patamar acima. 

3º lugar – Carlos Alberto: É um andarilho do futebol. Por ser bastante preguiçoso, acaba tendo a sua imagem desgastada rápido demais. Não se discute que sabe jogar. Com 19 anos, já era Campeão da Champions League pelo Porto. Mesmo com um potencial enorme, aos 28 anos, tem inúmeras restrições em diversos clubes. Precisa ser administrado periodicamente. Mas, será que vale todo esse esforço? Encabeça o pódio do Ranking.

2º lugar – Roger Flores: Recém-aposentado, o agora comentarista Roger foi um dos maiores vigários do futebol brasileiro nos últimos anos. Sempre teve grande talento, tanto com a bola nos pés quanto para promover a sua imagem junto à torcida. Passou boa parte da carreira no departamento médico. Dedicava-se mais a namorar atrizes e apresentadoras de TV do que em jogar futebol. Ganhou o apelido “Roger Chinelinho”

1º lugar – Valdívia: Ah, esse sem dúvida é o presidente do clube dos “vigários”. Está sempre machucado, ameaça sair do clube, faz lance de efeito para a torcida, provoca os adversários rivais... ganha cerca de R$ 500 mil e produz muito pouco. Tem um custo-benefício horrível. Obviamente, ele sabe jogar. Tem talento. Mas, não possui nenhum compromisso com o clube. Vive de lances e partidas esporádicas. É muito pouco para quem possui o status de craque do time.

Você deve ter notado que a lista é composta por grandes jogadores do futebol brasileiro. Aliás, quem não é grande admirador dos nomes citados acima e também não gostaria de vê-los no seu time? Sim, não há “vigários” ruins. Se um jogador é ruim tecnicamente, ele precisa “comer a grama” e se “atirar com a cara na bola” para ter sucesso. Os mais talentosos, por vezes, se aproveitam dessa situação e se tornam relaxados demais. O jogador pode também ter apenas uma “fase de vigário” e depois voltar a desempenhar todo o seu futebol. Mas que eles fazem parte do futebol, disso não se tem dúvida. Fique de olho, certamente você identificará outros "vigários" pelos gramados do Brasil.

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