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Inter desiste de Adriano: Não será no colorado que o Imperador voltará a reinar

Agora vai, Adriano?
Quando Ronaldo Fenômeno se
aproximava do final de sua carreira na Seleção Brasileira, um nome era apontado
como o seu natural sucessor: Adriano Leite. Ele ainda não era o Imperador, mas
já mostrava qualidades impressionantes. Forte, alto, habilidoso, oportunista e
dono de um chute de canhota descomunal, o jogador não demorou a ser convocado
para a Seleção e cobiçado pelos clubes europeus. Seu destino, aos 18 anos, foi
a Inter de Milão. Após breve e espetacular passagem pelo Parma, por empréstimo,
despontou como craque da Internazionale. Eram tempos difíceis. O rival Milan
era o grande time do país. Mesmo assim, Adriano foi um monstro. O mundo
conheceu as virtudes de um centroavante completo e a Itália consagrou o jogador
como “Imperador”.

Na Seleção, Adriano
conquistou o seu espaço de forma meteórica. Foi o melhor jogador e artilheiro
da Copa América de 2004 e da Copa das Confederações de 2005. Estraçalhou a
Argentina. Ali estava o novo titular do time de Parreira, atual treinador do
Brasil na época. A partir de 2006, ano da Copa do Mundo, a carreira e a vida de
Adriano começava a mudar. Apresentou-se fora de forma para a Copa da Alemanha.
Aliás, ele e Ronaldo formaram o vergonhoso ataque acima do peso em 2006 e
desperdiçamos a geração mais talentosa do futebol brasileiro nas últimas duas
décadas. Os problemas fora de campo começaram a pipocar. Então vieram o envolvimento
com bebida, mulheres, traficantes, e as famosas crises de depressão. A briga
com o técnico da Inter, Roberto Mancini, foi a gota d’água. Ele estava disposto
a recomeçar a sua carreira no Brasil.
As suas duas primeiras
temporadas no Brasil foram de alto nível. Goleador e decisivo no São Paulo e
depois no Flamengo, onde seria o artilheiro e Campeão do Brasileirão de 2009.
Mas, os problemas anteriores retornaram com tudo em 2010. Novas crises, brigas
e polêmicas marcaram a sua saída do Flamengo para a Roma, da Itália, onde ele
encontrou um novo fracasso. Com uma lesão no ombro, voltou ao Brasil para jogar
pelo Corinthians, onde apresentou os mesmos problemas e foi dispensado. Sua ida
para o Flamengo não adiantou de nada. Nem chegou a jogar. Adriano está há mais
de 1 ano e meio sem atuar, se recupera de uma grave lesão no tendão de Aquiles e
busca a melhor forma física em uma academia. Está sem clube. É disparado o
maior desperdício de talento que já existiu em nosso futebol.
Com o Brasileirão na sua 5ª
rodada, Adriano estava quase acertando a sua transferência para o Inter. Mas, o departamento médico do clube vetou a contratação do centroavante. O diagnóstico apontou que Adriano demoraria muito tempo para entrar em forma, inviabilizando o acerto. Desta forma, está adiado o retorno de Adriano ao futebol e não há uma previsão de quando o “Imperador” voltará a jogar em alto nível. Se conseguir desempenhar 60% do seu potencial, será um grande reforço para qualquer clube. Enquanto isso, ele é mais uma vez motivo de chacota no futebol brasileiro. É melhor mesmo que o “Imperador” se recupere, pois ele já está mais para Rei Momo ou Bobo da Corte. Que desperdício de talento!

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