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Copa das Confederações: Brasil e Espanha Confirmam o “4-2-3-1” como tendência tática no futebol mundial

Neymar e Iniesta são as estrelas do jogo
É comum que de tempos em
tempos haja no futebol mundial um esquema tático preferencial entre os times e
seleções. Hoje, a formação da “moda” é o 4-2-3-1. Os principais
clubes do Brasil e da Europa vêm atuando dessa maneira e, durante a Copa das
Confederações 2013
, o desenho tático também se mostrou o mesmo.
O 4-2-3-1 apareceu com força
um pouco antes da Copa do Mundo da África, em 2010. A seleção alemã foi quem
melhor desempenhou a novidade, atuando de forma compacta, ofensiva e com
extrema velocidade
. Embora não tenha chego à final da competição, A Alemanha
mostrou como seria a forma de atuar nos próximos anos.
O esquema possui
características bem definidas. Vou exemplificá-lo aqui com alguns jogadores da
Seleção Brasileira. A primeira linha com quatro jogadores é bem defensiva e os
laterais (Daniel Alves e Marcelo) atacam menos do que o habitual. Por sua vez,
os volantes têm mais liberdade para aparecer na frente. Geralmente um deles
sobe mais (no Brasil esse jogador é Paulinho). O grande diferencial deste
esquema é justamente a linha de três jogadores que atua atrás do atacante mais
adiantado
. Pelas pontas atuam os jogadores de maior mobilidade (Neymar e Hulk).
Eles fazem precisam auxiliar na ataque e também cobrir o corredor pelo seu
lado, impedindo a saída dos laterais adversários. O jogador que atua mais
centralizado (Oscar) ajuda os dois volantes na criação, mais precisa chegar no
ataque para concluir. Na frente, há apenas um jogador, que precisa ser um bom
definidor e também prender a bola para que os companheiros se aproximem (Fred).
Embora possuam jogadores com
características distintas e existam variações táticas, Brasil e Espanha atuam
na mesma formação. Outras Seleções (Holanda, Alemanha, Inglaterra, França,
dentre outros), também jogam dessa maneira. Entre os grandes clubes não é
diferente. Real Madri, Arsenal, Bayern de Munique, Borussia Dortmund, Chelsea,
Manchester United
utilizam o esquema 4-2-3-1. No Brasil, o Corinthians é o
grande exemplo. Dessa forma o clube paulista foi Campeão da Libertadores e do
Mundial de Clubes. Este ano é o Atlético Mineiro que tenta repetir o feito,
exatamente com o mesmo desenho tático.
Claramente o esquema 4-2-3-1
é uma variação do já conhecido 4-3-3. Essa adaptação permitiu que os times
acrescentassem mais jogadores ao meio-campo, equilibrando as partes defensiva e
ofensiva. A grande dificuldade para montar as equipes está na escolha dos dois
jogadores que atuam pelos lados, na linha de três, antes do centroavante. Os
treinadores podem optar por atacantes ou meio-campistas de movimentação. Se
escolher um atacante, ele precisará “aprender” a desempenhar as tarefas
defensivas. Caso opte por um jogador de meio, será necessário que ele se
aproxime do ataque, para evitar que o centroavante fique isolado. Nesse
contexto, os tradicionais “2ºs atacantes” são os que mais sofrem.
Eles são preteridos pelos centroavantes e acabam deslocados para a ponta,
perdendo muito do seu poder de conclusão. É uma questão de adaptação. O que não
pode acontecer é “violentar” as características dos jogadores. Se isso ocorrer,
não há esquema tático que seja eficiente.

Vale lembrar, também, que
mesmo utilizando uma formação semelhante, não significa que os times joguem da
mesma forma
. As diferentes características dos jogadores fazem toda a diferença.
Acompanhe abaixo o desenho tático de Brasil x Espanha. Duas formações iguais,
mas com estilos de jogo completamente distintos.

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