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domingo, 30 de junho de 2013

Copa das Confederações: Brasil e Espanha Confirmam o "4-2-3-1" como tendência tática no futebol mundial

Neymar e Iniesta são as estrelas do jogo
É comum que de tempos em tempos haja no futebol mundial um esquema tático preferencial entre os times e seleções. Hoje, a formação da "moda" é o 4-2-3-1. Os principais clubes do Brasil e da Europa vêm atuando dessa maneira e, durante a Copa das Confederações 2013, o desenho tático também se mostrou o mesmo.

O 4-2-3-1 apareceu com força um pouco antes da Copa do Mundo da África, em 2010. A seleção alemã foi quem melhor desempenhou a novidade, atuando de forma compacta, ofensiva e com extrema velocidade. Embora não tenha chego à final da competição, A Alemanha mostrou como seria a forma de atuar nos próximos anos.

O esquema possui características bem definidas. Vou exemplificá-lo aqui com alguns jogadores da Seleção Brasileira. A primeira linha com quatro jogadores é bem defensiva e os laterais (Daniel Alves e Marcelo) atacam menos do que o habitual. Por sua vez, os volantes têm mais liberdade para aparecer na frente. Geralmente um deles sobe mais (no Brasil esse jogador é Paulinho). O grande diferencial deste esquema é justamente a linha de três jogadores que atua atrás do atacante mais adiantado. Pelas pontas atuam os jogadores de maior mobilidade (Neymar e Hulk). Eles fazem precisam auxiliar na ataque e também cobrir o corredor pelo seu lado, impedindo a saída dos laterais adversários. O jogador que atua mais centralizado (Oscar) ajuda os dois volantes na criação, mais precisa chegar no ataque para concluir. Na frente, há apenas um jogador, que precisa ser um bom definidor e também prender a bola para que os companheiros se aproximem (Fred).

Embora possuam jogadores com características distintas e existam variações táticas, Brasil e Espanha atuam na mesma formação. Outras Seleções (Holanda, Alemanha, Inglaterra, França, dentre outros), também jogam dessa maneira. Entre os grandes clubes não é diferente. Real Madri, Arsenal, Bayern de Munique, Borussia Dortmund, Chelsea, Manchester United utilizam o esquema 4-2-3-1. No Brasil, o Corinthians é o grande exemplo. Dessa forma o clube paulista foi Campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes. Este ano é o Atlético Mineiro que tenta repetir o feito, exatamente com o mesmo desenho tático.

Claramente o esquema 4-2-3-1 é uma variação do já conhecido 4-3-3. Essa adaptação permitiu que os times acrescentassem mais jogadores ao meio-campo, equilibrando as partes defensiva e ofensiva. A grande dificuldade para montar as equipes está na escolha dos dois jogadores que atuam pelos lados, na linha de três, antes do centroavante. Os treinadores podem optar por atacantes ou meio-campistas de movimentação. Se escolher um atacante, ele precisará "aprender" a desempenhar as tarefas defensivas. Caso opte por um jogador de meio, será necessário que ele se aproxime do ataque, para evitar que o centroavante fique isolado. Nesse contexto, os tradicionais "2ºs atacantes" são os que mais sofrem. Eles são preteridos pelos centroavantes e acabam deslocados para a ponta, perdendo muito do seu poder de conclusão. É uma questão de adaptação. O que não pode acontecer é "violentar" as características dos jogadores. Se isso ocorrer, não há esquema tático que seja eficiente.

Vale lembrar, também, que mesmo utilizando uma formação semelhante, não significa que os times joguem da mesma forma. As diferentes características dos jogadores fazem toda a diferença. Acompanhe abaixo o desenho tático de Brasil x Espanha. Duas formações iguais, mas com estilos de jogo completamente distintos.

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