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Alex, o craque injustiçado da Seleção Brasileira

Sem dúvida, Alex é jogador
mais injustiçado na Seleção Brasileira das últimas duas décadas. Ele surgiu
como craque no fim dos anos 90, destacou-se no Coritiba e logo depois foi contratado pelo Palmeiras. Mesmo jovem, foi o cérebro do time campeão da
Libertadores em 1999. Era da mesma geração que Ronaldinho Gaúcho. Aliás, faziam
dupla na armação das jogadas na Seleção durante o comando de Vanderlei
Luxemburgo
. Hoje, com 35 anos e de volta ao clube que o revelou, ainda faz a
diferença.

Alex é craque. Um legítimo
camisa 10. Dono de passes perfeitos, jogadas geniais, inteligente e autor de muitos gols
para um meia-armador, foi “esquecido” por diversos técnicos que passaram pela
Seleção. O seu estilo clássico também chegou a ser rotulado por muitos
jornalistas. Criou-se quase que um preconceito: “Alex dorme em campo, some da
partida”. Pasmem, era chamado de “Alexotan”, uma referência ao remédio Lexotan, utilizado
para dormir. Que grande bobagem! As passagens frustradas por Flamengo e Parma
também atrapalharam a carreira do jogador do jogador, que perdeu espaço nas
convocações.
Alex não atravessava o seu
melhor momento em 2002, mas, de forma inexplicável, foi ignorado por Felipão na
convocação para a Copa de 2002. Ironicamente, Scolari era o treinador do
Palmeiras em 1999-2000, onde o “cabeção” fazia a diferença. Foi um duro golpe
para o meia. O comandante preferiu Ricardinho, que era bom jogador, mas muito
burocrático. Não tinha o talento de Alex. Começavam aí as injustiças.

Em 2003 Alex comeu a bola no
Cruzeiro, que era comandado por Luxemburgo. Ganhou o Campeonato Mineiro, a Copa
do Brasil e o Campeonato Brasileiro. Aliás, naquele Brasileirão ele foi
decisivo para o título da Raposa. Foi uma das poucas vezes que vi um jogador
ser tão fundamental para um título nacional. Talvez a mesma que Edmundo no
Vasco em 1997
. Se Alex fosse do Santos, seria o Peixe quem levaria o caneco. Na
época, quem comandava a Seleção era Carlos Alberto Parreira. Tava na cara que o
treinador não era fã do futebol de Alex. Foi apenas convocado por pressão da
imprensa. Mesmo assim, chegou a ser campeão da Copa América em 2004 como
titular. Depois da transferência para o Fenerbahçe, da Turquia, foi aos poucos
sendo esquecido da lista.

A escolha de jogar no
futebol turco foi polêmica. Alex tinha futebol para jogar no Milan, Barcelona, Real
Madri
(achava, na época, que Luxa contrataria o jogador quando foi treinar o
Real em 2004). A Turquia não tem a mesma visibilidade de outros países. Mesmo
tendo jogado muito por lá e se tornado um dos grandes ídolos da história do clube,
a repercussão no Brasil não era muito grande. Alex diz não ter se arrependido
da transferência. Eu vejo por outro lado. Ele podia bem mais! 
Mesmo barbarizando na
Turquia, Alex nunca foi chamado por Dunga, que assumiu a Seleção em 2006. O Brasil
carecia de um meia-armador. Alex poderia ter sido esse jogador. Kaká estava
lesionado. Ronaldinho em má fase. Não teve a oportunidade. Júlio Batista foi o
escolhido. Nada contra o jogador, mas, o “cabeção” era de outro nível.
Diferenciado.

Quando Alex anunciou que
voltaria para o Brasil, diversos clubes tentaram contratar o craque. E, quando
todos pensavam que a disputa estava entre Cruzeiro, Grêmio e Palmeiras, Alex
optou por “voltar para a casa”. Retornou para o clube que o revelou. Mas,
diferentemente de alguns ídolos que vem para o país de origem para se acomodar
e tirar dinheiro dos clubes, Alex vem sendo figura de destaque no Coxa. Foi o
melhor jogador do Campeonato Paranaense, onde o Coritiba se saiu vencedor.
Agora, no Brasileirão, está mostrando que ainda tem “lenha para queimar”. Só
não fez chover na 4ª rodada, contra o Fluminense. Marcou gol (seu 400º na
carreira), deu passe, comandou o time… Não sei quanto tempo ainda Alex ainda
vai desfilar o seu futebol, por isso, recomendo que assistam as partidas do
Coxa neste Brasileirão. Como já falei algumas vezes, jogador com essas
características estão em extinção. Fica aqui minha lembrança e homenagem a um
dos maiores talentos que vi jogar: Alex, o craque que a Seleção não levou para um
mundial. Azar da Copa do Mundo…

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