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Robben espanta a fama de “amarelão” e decide a Champions League para o Bayern

Para
ser lembrado na galeria dos grandes jogadores, não basta apenas atuar bem ou
marcar gols. É preciso ser decisivo. Após fazer grandes campanhas no Bayer de
Munique e pela Seleção da Holanda, Arjen Robben estava devendo. Driblador
infernal e dono de uma canhota perigosíssima, o camisa 10 já havia ganho a fama
de amarelão. Na final da Copa do Mundo de 2010, perdeu cara a cara com Casillas
a chance de fazer o gol do título para os holandeses. No fim, Iniesta castigou o
erro de Robben. Aliás, no mesmo ano, na Final da Champions, contra a
Internazionale, havia ficado muito abaixo do seu grande futebol. Resultado:
Inter de Milão 2 x 0 Bayer de Munique e uma atuação muito fraca do craque
holandês. Criava-se assim a sua fama de “amarelão”.
A
temporada passada também não trás boas lembranças ao craque. Robben perdeu o pênalti
decisivo
contra o Borrussia Dortmund, no jogo que praticamente deu o título
alemão para o grande rival. Contra o Chelsea, na final da Champions League
2011-2012, errou o Pênalti que garantiria o título durante a prorrogação. No
fim, o Chelsea, de Drogba, ficou com o caneco nas cobranças de Pênalti. O
jogador quase foi transferido. Durante bastante tempo foi alvo das críticas da
imprensa e das vaias dos torcedores.
Por
mais irônico que pareça, essa temporada não foi tão boa para Robben. Amargou a
reserva em diversos jogos, brigou com boa parte dos colegas (principalmente o
francês Ribéry), e, não fosse a lesão de Tony Kross, provavelmente teria
assistido as partidas finais do banco. Mas, como a ironia e o futebol andam
lado a lado, um ano depois o holandês teve novamente a chance de se consagrar.
Após perder duas boas chances ainda no 1º tempo, parecia que o filme se
repetiria. Entretanto, no segundo tempo, o craque fez a jogada para o gol de Mandzukic.
E, aos 43 minutos, marcou o gol que deu o título da Champions League 2012-2013 para o
Bayer. Foi a consagração do craque.
Bayer
de Munique 2 x 1 Borussia Dortmund foi um jogaço. A final alemã mostrou o
futebol rápido e objetivo que tirou Barça e Real da final. Também tivemos uma
amostra do que a Seleção Alemã poderá fazer na Copa do Brasil, no ano que vêm. Acabou
vencendo o melhor time. Embora não estivesse torcendo por nenhum dos times, confesso
que foi impossível não abrir um sorriso após o gol do holandês. Mais uma vez
vimos o vilão virar herói dentro de pouco tempo. Coisas que só o futebol pode
proporcionar. Quanto a Robben, já podemos inseri-lo no álbum dos grandes
jogadores dos últimos tempos. Rápido, talentoso e DECISIVO. Já estava na hora.

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