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No futebol, a verdade de hoje é a mentira de amanhã!

Pode
parecer contraditório. Mas, no futebol, a verdade de hoje é a mentira de
amanhã. Por mais absoluta que ela seja. A passionalidade dos torcedores e a
necessidade de gerar notícias (sejam elas positivas ou negativas) por parte da imprensa,
modificam os fatos em 180 graus de uma hora para outra. Toda generalização é
horrível. Entretanto, nestes casos, a maior parte dos envolvidos acaba sendo
influenciada pelo meio ou interesses particulares. É claro que existe no meio
disso tudo uma variável que pesa muito na balança: O RESULTADO DE CAMPO. O
Resultado mascara tudo. A derrota e a vitória.
Ao
fim do ano passado Luxemburgo levava o Grêmio à Libertadores da América (ou
pré-Libertadores, como queiram). Aplaudido de pé por milhares de torcedores
gremistas, a arquibancada gritava em couro: “Fica Luxemburgo, Fica Luxemburgo”.
O técnico não era o preferido do novo presidente do clube, Fábio Koff. Porém, a
pressão não deixou escolhas ao mandatário. Alguns meses depois e uma eliminação
precoce na Libertadores, a torcida “pede a cabeça” do treinador. Luxemburgo é o
mesmo do ano passado. Não mudou nada. O que mudou foram os resultados. Sem
falar na expectativa e consequente frustração de uma torcida que não comemora
nada importante há mais de uma década.
No
Inter, Dunga deu um padrão de jogo mais competitivo à equipe. Gabriel e
Willians foram os acréscimos. Mas, o futebol não é muito diferente do
apresentado no Brasileirão do ano passado. As deficiências para fazer gol continuam,
assim como a má fase (ou seria a verdadeira fase) de Leandro Damião permanece a
mesma. Forlán continua alternando jogos bons e medíocres. A ausência de mais um
jogador do meio que chegue ao ataque e faça gols também parece que não será
solucionada tão cedo. Então, o que mudou? Resposta fácil: os resultados.
Enfrentando equipes mais frágeis, o Inter vem conseguindo vencer. Algo que será
mais complicado com o confronto contra adversários mais difíceis. Aí, Dunga
será a “bola da vez” das críticas.
Neymar
é outro exemplo. Ontem era um craque comparado a Messi, um monstro. Com a queda
de rendimento, no time ruim do Santos, o jogador já está sendo chamado de cai-cai
e pipoqueiro. Ronaldinho no Flamengo era ex-jogador. Agora, é apontado como o
grande talento do futebol brasileiro. Até mesmo o Barcelona que parecia ser
unanimidade está sendo contestado. Já ouvi falar que o time espanhol era uma
enganação e que só trocam passes sem objetividade. Olha que estamos falando de
um dos melhores times de todos os tempos.
Não
adianta! O resultado parece ter o poder semelhante ao do famoso anel da série “O
Senhor dos Anéis”: influencia tudo e muda a opinião de todos em segundos. Não
acredite fielmente em tudo que você lê ou ouve. A probabilidade dessa “verdade
absoluta” virar uma mentira em pouco tempo é grande. Assim é o futebol, passional
e apaixonante. 

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