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Alex Ferguson se aposenta como o maior técnico da história do futebol

Ferguson virou uma lenda em Old Trafford

Após
27 anos e 1500 jogos no comando do Manchester United, Sir Alex Ferguson deixou os
diabos vermelhos. O escocês se aposenta para entrar na história como o maior
técnico de futebol de todos os tempos
(observe que não disse “o melhor” de
todos os tempos). Ao longo da carreira, Ferguson não fez nenhuma grande revolução
tática, venceu títulos importantes com times ruins ou montou equipes quase
imbatíveis. Entretanto, nenhum outro treinador na história arrecadou tantos
números impressionantes à frente de um grande clube de futebol. Ele conseguiu
elevar o United a outro patamar no mundo da bola e reuniu recordes que
dificilmente serão alcançados por outra pessoa.
O
Manchester United soube compreender as limitações do clube e manteve Ferguson
durante os primeiros anos de “seca” de títulos. O final dos anos 80 e início
dos 90 foram os mais difíceis. Provavelmente em qualquer outro clube do mundo
ele teria sido demitido. Sem muito dinheiro, o treinador precisou peneirar o
mercado e, aos poucos foi conseguindo formar um time forte. Schmeichel,
Cantona, Keane
foram alguns dos jogadores em que o escocês bancou de forma
correta. Também apostou nos jovem da geração que tinha Giggs, Scholes e
Beckham
. Bingo! A partir de 1992 o treinador iniciou uma coleção de títulos e
mais títulos no clube inglês. No total foram 38. Vale lembrar que antes de
Ferguson, o Manchester tinha “apenas” 23 conquistas. Dentre as mais importantes
estão os títulos da Eufa champions League de 1999 e 2008.
Na
parte tática, Ferguson sempre foi conservador. Geralmente preparava os times com
duas linhas de quatro jogadores. Os laterais sempre primavam pela parte defensiva,
atacando pouco. Já a linha de meio-campo, sempre foi o ponto forte. Os dois
homens das laterais jogavam bem abertos, com bastante liberdade, muitas vezes
atuando como ponteiros. Os dois jogadores do meio tinham habilidade e chegavam com
frequência no ataque. Ferguson também costumava utilizar dois atacantes mais
enfiados, com grande poder de finalização. Sob o seu comando o United sempre foi
bastante ofensivo, marcando muitos gols. A rotatividade entre reservas e
titulares também era uma de suas marcas. Chegou a utilizar um time reserva na
semifinal da Champions League de 2011, batendo o Schalke 04. Ninguém jogava no
nome. Todos tinham oportunidades.
O
grande trunfo de Ferguson ao longo desses 27 anos foi saber reformular um time
vencedor. É normal que saiam jogadores importantes da equipe. É preciso repor
com qualidade. Quando Beckham foi embora, já havia um português fora de série
para substituí-lo. Seu nome era Cristiano Ronaldo. Quando perdeu os principais
atacantes que faziam parte do time campeão em 1999, foi buscar Ruud van
Nistelrooy
no PSV. Muitos não acreditavam no centroavante holandês. Fez 150
gols. Rooney foi outra aposta ousada. O prodígio era muito caro e tinha fama de
indisciplinado. Hoje é um dos maiores jogadores do mundo. Ferguson teve o
mérito de sempre formar equipes competitivas, sólidas e regulares. Poucas vezes
foi brilhante.
Obviamente
que durante esse tempo todo o escocês teimoso também errou muito. Atuando
também como manager, e gastando pouco nas contratações (ele sempre foi
pão-duro), acabou apostando em promessas mais “baratas” que deram pouco
resultado. O que também é compreensível. Seu temperamento forte também trouxe
algumas discussões e desafetos. Entre os principais estão: Mark Hughes, seu ex-jogador
e hoje técnico, e Arsène Wenger, grande rival do Arsenal. O desgaste com David
Beckham, e mais recentemente com Rooney, também foram visíveis. Ferguson chegou
a deixar o “Shrek” no banco na partida que eliminou os Diabos Vermelhos na Champions
League deste ano. Rooney era o grande craque do time. Um absurdo! Fosse outro
treinador, teria sido “crucificado”. Mas, Ferguson é Ferguson.
O
Manchester United precisa ser dividido entre A.F (antes de Ferguson) e D.F
(depois de Ferguson). A sombra do treinador ainda estará presente em Old
Trafford por um longo período. E o escocês ainda deixa de herança o time
montadinho e a taça do Campeonato Inglês no armário. Quem terá a ingrata tarefa
de substituir a lenda será David Moyes, que veio do Everton. Sinceramente, eu
apostava que Mourinho fosse ocupar o cargo. O português tem um nome mais pesado
para assumir a pressão que certamente virá como um furação. Só para constar, se
alguém tem alguma dúvida do que representa Ferguson para o MU, o último
chiclete que ele mascou (ele era é viciado em chiclete), acaba de ser leiloado
por 500 mil euros! Definitivamente, não é para qualquer um! 

Títulos de Ferguson pelo Manchester:

Premier
League
(13): 1992-93, 1993-94, 1995-96, 1996-97, 1998-99, 1999-2000, 2000-01,
2002-03, 2006-07, 2007-08, 2008-09, 2010-11, 2012-13.
Taça
de Inglaterra
(5): 1989-90, 1993-94, 1995-96, 1998-99, 2003-04
Taça
da Liga
(4): 1991-92, 2005-06, 2008-09, 2009-10
Supertaça
inglesa
(10): 1990, 1993, 1994, 1996, 1997, 2003, 2007, 2008, 2010, 2011
Liga
dos Campeões
(2): 1998-99, 2007-08
Taça
das Taças
(1): 1990-91.
Supertaça
Europeia
(1): 1991
Taça
Intercontinental
(1): 1999
Mundial
de clubes
(1): 2008

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No futebol, a verdade de hoje é a mentira de amanhã!

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