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‘Messidependência’ é o ponto fraco do Barcelona

Em
plenas quartas de final da UEFA Champions League o Barcelona viveu o seu pior
pesadelo: perdeu Lionel Messi por um problema de lesão. Com os atacantes Villa,
Sánchez e Pedro em má fase, os espanhóis entraram em desespero. Faltando apenas
uma semana para o jogo de volta contra o PSG, o argentino fez fisioterapia em
tempo integral e, mesmo com dores, ficou no banco de reservas no caso de uma “eventual”
necessidade. E ela apareceu. Perdendo de 1×0, Tito Vilanova tirou o argentino
no banco para fazer a jogada que classificou o clube para a semifinal da
competição.
Parece
que a situação respondeu uma velha pergunta que rondava o meio do futebol: Se a
Seleção espanhola é a melhor do mundo e também a base do Barcelona, teria Messi
tanta importância no Barça? Sim, toda a importância. Não é de hoje que o Barcelona
tem a chamada Messidependência. O time tem a posse de bola e domina o jogo. Mas,
sem o argentino, perde a jogada individual. O poder de decidir a partida em um
lance. Sem falar no respeito (ou medo) que os adversários têm do craque. E se
ele está em campo, chama atenção de dois ou três marcadores, abrindo espaço
para os demais companheiros.
A grande
verdade (pasmem) é que mesmo o maior clube do mundo tem problemas de avaliação
técnica e tática de seu elenco. O Barcelona não tem “plano B”, caso Messi não
atue. Não há outra opção de mudança de jogo, ou mesmo outro atacante que “desmonte”
a defesa com um drible (talvez esteja aí o desespero dos catalães em contratar
Neymar). Levantar a bola na área, nem pensar. Os finalizadores do time são
todos baixos. Nem mesmo aquele centroavante forte, capaz de fazer “a parede”
para Iniesta, Xavi e Fábregas o elenco possui (só para comparar, o próximo adversário
do Barcelona tem três centroavantes no grupo com mais de 1,85m de altura:
Pizarro, Gómez e Mandžukić). Em anos anteriores Ibrahimovic e Henry eram ótimas
boas opções para mudança de jogo. Jogar tudo nas costas de Messi (que é
responsável por 60% das jogadas de gol time) é bastante arriscado. E quando ele
joga mal? Sim, porque até os gênios têm o seu dia ruim. No ano passado o argentino
foi mal na semifinal contra o Chelsea. Até pênalti perdeu. Nem preciso dizer
que o clube foi desclassificado.
Agora,
o Barcelona terá que passar um adversário ainda mais difícil para chegar à
final: o Bayern de Munique. O clube alemão vem “passando o rodo” na turma e a
defesa dos espanhóis é um convite ao contra-ataque do oponente. Mais do que
nunca um detalhe pode decidir o confronto. Sendo assim, é bom que o Papa Francisco
esteja rezando muito para a recuperação de seu compatriota. Sem Messi, ou com
ele “meia- boca”, as chances de título diminuem muito para a equipe azul-grená.
No fim da temporada os catalães precisarão abrir o bolso e buscar um ou dois
atacantes de 1ª linha para ajudar “La Pulga” nas tarefas ofensivas. Às vezes,
nem Messi salva.
Confira abaixo a impaciência de Messi no banco de reservas contra o PSG e a atuação no “sacrifício”.


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