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Bayern de Munique e Borussia utilizam a tática ‘padaria’ para amassar Real Madrid e Barcelona

Foi
impressionante a forma como Bayer de Munique e Borussia Dortmund golearam respectivamente
Barcelona e Real Madri na primeira partida das semifinais da UEFA Champions
League. De maneira avassaladora, os alemães colocaram em prática a famosa “Tática
Padaria”
(defende em bolo e ataca em massa). É claro que estou utilizando uma
figura de linguagem. Nenhum técnico se refere desta forma para definir o seu
esquema de jogo. Mas, vale a pena fazermos uma análise sobre isso.
A
folclórica definição “Tática Padaria” é um termo popular para definir a equipe
que consegue se defender e atacar com um grande número de jogadores de forma
eficiente. Não é uma tarefa fácil. Entretanto, quando um time consegue tal
desempenho, é difícil de ser batido. Bayern e Borussia possuem praticamente o
mesmo elenco há dois anos. Ambos fizeram apenas algumas contratações pontuais
para essa temporada (mas, de muita qualidade), mantendo a estrutura de jogo. Outra
característica dos alemães foi a velocidade, tanto para sair em transição
quanto para recompor. Parecia que os espanhóis estavam jogando em ritmo mais
lento durante os 90 minutos. O que vimos foi uma aula de futebol na terça, com
replay na quarta.
A “Tática
Padaria” também privilegia o conjunto. Embora tenham grandes jogadores, foi à
força do time que fez a diferença para os germânicos. Barcelona e Real Madri
são muito dependentes dos seus grandes jogadores. Sem o brilho de Messi,
Iniesta, Xavi, Cristiano Ronaldo, Özil… ambos perdem quase todo o seu poder.
Outro ponto chave para a vitória dos alemães foi a entrega dos jogadores. Não
tinha vaidade, estrelismo e nem bola perdida. Algo bem diferente do ano
anterior, onde Robben parecia uma boneca de porcelana e não entrava em nenhuma
dividida. Não basta ser craque, tem que acompanhar o lateral adversário até a
linha de fundo (quem reparou em Ribéri, sabe o que estou falando)
E o espetáculo
das torcidas? Ficou bem exemplificada a diferença entre ir para o estádio com o
intuito de apoiar e não de assistir o espetáculo. Barça e real conheceram o
inferno na Allianz Arena e no Signal Iduna Park. Dificilmente veremos um
ambiente tão hostil para os adversários nos jogos de volta na Espanha. Aliás,
na América do Sul também temos exemplos desse comportamento. As torcidas
argentinas e uruguaias, por exemplo, são muito mais comprometidas com seus
times do que os fãs brasileiros. Lá, não se vaia os jogadores durante o jogo, em
nenhuma hipótese.
Não
dá pra fazer “terra arrasada” nos dois gigantes da Espanha. Mas, já passou da
hora do Barcelona reestruturar alguns setores do time com contratações mais do
que necessárias. Sem falar na defesa ridícula e na falta de opções para o
ataque. E, para os que se perguntam qual é a importância do treinador para um
time de futebol, é só ver a falácia que virou o comando do Barça quando da
saída de Guardiola. Com relação ao Real Madri, basta dizer que o vestiário
merengue é tão tranquilo quanto a Faixa de Gaza, na Palestina. Mourinho é um
excelente treinador, mas já não tem clima para seguir no clube. Acabou o prazo
de validade.
Definitivamente,
o futebol alemão está em alta. A seleção sensação na Copa da África, também
virá ao Brasil como uma das grandes favoritas. Só para constar, Bayern e
Borussia formam a base do time nacional. Se a dupla alemã jogou na “Tática Padaria”,
Barcelona e Real comeram o “pão que o Diabo amassou” na terra do Chopp e estão
praticamente eliminados. Para o Real Madri, ainda vejo alguma chance. Para o
Barça, “já se foi o disco voador”, como diria o Chaves. Desta vez, nem Messi
salva!

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