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Os campeonatos estaduais se transformaram em Vera Fischer

Para
os grandes clubes do futebol brasileiro, os campeonatos estaduais se
transformaram em uma espécie de Vera Fischer (Versão 2013). Da mesma forma que
os Regionais, Vera Fischer já teve seus melhores dias. Durante muito tempo foi o sonho de 9 entre 10 homens. Extremamente cobiçada. A “última
bolachinha do pacote”. Hoje em dia, ambos acabaram sendo preteridos por
opções bem mais “interessantes”.
Levantar
a taça do campeonato estadual já não é tão importante para os clubes e seus
torcedores. Apesar da rivalidade e tradição que os torneios possuem, o nível
técnico se tornou muito baixo. A disparidade financeira e de desempenho entre
os pequenos e grandes clubes é enorme. Nem mesmo os Campeonatos Paulista e
Carioca, que apresentam quatro clubes “grandes”, têm atraído público
e patrocinadores. Além disso, os resultados obtidos não servem como parâmetro
para as demais competições Nacionais e Internacionais.
Os
clubes brasileiros que disputam a Libertadores estão atuando com times mistos
ou até mesmo reservas. Da mesma forma acontecerá quando a Copa do Brasil
iniciar em abril. Sem falar nos jogadores que são poupados com frequência para
evitar lesões ou para priorizar jogos mais relevantes. E nem se pode reclamar.
Quem paga R$ 500 mil por mês para jogador, não vai querer que ele se machuque
em um jogo sem importância no interior. Dessa forma, os estaduais acabam sendo
quatro intermináveis meses de disputas pouco interessantes.
Muito
já se discutiu sobre modificar com os estaduais e alongar o Campeonato Brasileiro.
O Brasil é o único pais, onde se joga um futebol de alto nível, que existem
essas competições menores. Mas, o grande problema está nos interesses das
Federações. Todos os clubes filiados têm direito a escolher o presidente da
Confederação Regional. Desta forma, os cartolas realizam campeonatos longos,
para que os clubes menores possam lucrar quando jogam contra Flamengo,
Corinthians, Atlético, Inter… e os demais grandes. O próprio
“inchaço” da Copa do Brasil segue essa linha.
Nessa
época, já poderíamos estar disputando o Campeonato Brasileiro, com jogos de mais
qualidade. Além do mais, o calendário poderia ser reajustado para evitar a
perda de jogadores importantes para as suas seleções em momentos decisivos. Sem
falar no aumento de faturamento que os grandes clubes teriam. Não estou aqui
para defender o fim dos estaduais. Afinal, existem centenas de clubes menores
no Brasil que dependem desses campeonatos. Entretanto,  a fórmula existente já não é mais compatível
com o atual panorama do nosso futebol.
Como
dizia o “Mestre” Cláudio Quintana Cabral, “pior que ganhar o
estadual é perder o estadual”. Acho que essa genial frase resume a atual
importância desses campeonatos. Ah, e a Vera Fischer? Bom, aos 61 anos, já não
é mais a mesma. Mas, se pensarmos bem, está mais valorizada que  muitos
campeonatos regionais. Não achas?

One Comment

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  1. Na verdadeo caminho e justamente oposto…

    6 ligas regionais preenchendo a maior parte do calendário, valendo vaga numa fase fina, e curta nacional e o caminho mais racional e que preserva as tradições e protege os times médios, emergentes e pequenos, se deixar de dar lucro e atrair o publico dos grandes…

    Um campeonato com flamengo Vasco botafogo fluminense corinthians palmeiras santos são Paulo duque de Caxias volta redonda portuguesa ponte preta guarani e oeste esta longe de ser fraco e desmotivante… Assim como a copa nordeste tb e um excelente coampeonato, cruzeiro, atlético, América, ipatinga, Goiás, os 2 vila nova, crac, atlético GO brasiliense, cene, Brasília, gama e desp ferroviário tb seria uma boa competição…

    Não seria desgastaste turno e returno, ponta corridos e, derrepente, uma final, em um torneio com 12 a 16 times, e a fase nacional com 10 times nos msm moldes, ou 16 em playoffs ou mata-mata

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