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sábado, 22 de julho de 2017

Ida de Szczesny à Juventus abre espaço para titularidade de Alisson na Roma

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O goleiro brasileiro Alisson recebeu uma bela notícia nesta janela de transferências. Szczesny, o titular da equipe da Roma, acertou sua ida para Juventus, abrindo espaço para o ex-arqueiro do Internacional. Alisson, aliás, vivia uma situação curiosa: titular absoluto da Seleção Brasileira, mas reserva de seu clube. Agora, o preferido de Tite terá a oportunidade de disputar a sua primeira temporada no clube italiano como dono absoluto da posição. Há um ano antes da Copa do Mundo, é fundamental que o jogador esteja em plena forma para ter chances de convocação.

Quando Alisson chegou a Roma, no início da temporada 2016-2017, logo percebeu que não era o preferido do então treinador Luciano Spalletti. O polonês que veio do Arsenal, Wojciech Szczesny, foi o escolhido para atuar no Campeonato Italiano, enquanto Alisson era utilizado apenas nas Copas. Bastante contestado na Inglaterra, Szczesny deu conta do recado, sendo um dos destaques da equipe: tanto que a Juventus desembolsou 12 milhões de euros para tê-lo no elenco. Certamente será reserva da lenda Gianluigi Buffon. Aliás, o veterano goleiro deve se aposentar após a Copa do Mundo de 2018.

Já com um ano de experiência e “sob nova direção” (Eusebio Di Francesco assumiu como novo treinador da Roma), Alisson terá a chance de provar o porquê vem sendo a primeira opção para o gol na Seleção Brasileira. Cassio (Corinthians), Diego Alves (que voltou ao Brasil para defender o Flamengo), Weverton (Atlético Paranaense), Ederson (Manchester City) e Victor (Atlético Mineiro) devem ser os maiores concorrentes do jogador romanista para chegar ao mundial. Apenas três deles estarão na Rússia no próximo ano.

Com sete meses de atraso, Inter ganha mais um meia no elenco após chegada de Camilo

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Demorou quase sete meses, mas a nova diretoria do Internacional percebeu que o elenco precisava de outro meia criativo além de Andrés D’alessandro. Com as saídas de Alex, Andrigo, Anderson e Valdívia o grupo perdeu as opção de jogadores com características de armação ou meio-campistas ofensivos. Assim, o time passou a atuar de forma desequilibrada, amontoando volantes e atacantes. Com a chegada de Camilo, Guto Ferreira, enfim, ganha mais uma alternativa na construção de jogadas ofensivas.


Camilo teve um ano de 2016 fantástico pelo Botafogo. Atuando como meia-atacante, mostrou capacidade de armar jogadas para os atacantes, além de marcar belos gols. Dinâmico, destacou-se também pela movimentação intensa no campo ofensivo, chegando a receber uma convocação para a Seleção Brasileira no Amistoso contra a Colômbia (ambas as equipes utilizaram jogadores que atuavam em seu próprio território). Em 2017, seu futebol tem sido modesto e o desentendimento com o treinador Jair Ventura o fez optar pela proposta do Internacional. Já na chegada a Porto Alegre, Camilo fez questão de ressaltar onde gosta de atuar: na linha ofensiva de meio-campo, atrás do homem mais avançado, tanto centralizado, como aberto pela ponta. Vale lembrar que a carreira do jogador é irregular. No Cruzeiro, teve atuação discreta e, pelo Botafogo, apenas na segunda passagem conseguiu ser titular. Outro bom momento do meia foi quando esteve na Chapecoense (2014-2015). Aliás, ele estava presente no massacre de 5x0 contra o Inter, fechando a goleada de pênalti (o goleiro era Rafael Moura, substituto do expulso Dida).

As pobres atuações do Inter na série B passam pela falta de jogadores com qualidade no meio-campo. Empilhar atacantes medianos (já foram quatro atuando juntos) passou longe de ser a solução. Dourado e Edenílson são volantes com limitada técnica de passe e nem Felipe Gutiérrez vem sendo capaz de agregar ao setor. Sobrou novamente para D’alessandro tomar a solitária iniciativa na construção das jogadas. É muito pouco para quem pretendia subir com certa tranqüilidade para a série A. Houve, neste caso, uma inexplicável negligência do vice-presidente de futebol colorado, Roberto Melo, que parece ter “esquecido” de reforçar a área mais criativa do time.

Aos 30 anos, Camilo chega valorizado ao Inter (salário em torno de R$ 250 mil, bem acima do que recebia no clube carioca). Dentre as opções disponíveis e viáveis para uma contratação em julho, o jogador acaba sendo uma boa aposta. Em condições normais, o recomendável seria optar por um meia com maior amostragem de boas atuações em grandes clubes do futebol brasileiro, mas é o que temos para o momento. Afinal, “em terra de cego, quem tem um olho é rei”. 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Confira a análise da contratação de Alexandre Lacazette, novo atacante do Arsenal

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A grande novidade do Arsenal para a temporada 2017-2018 é Alexandre Lacazette. O técnico/manager Arsène Wenger retirou aproximadamente 53 milhões de euros do cofre para levar o artilheiro do Lyon para Inglaterra. Aliás, essa negociação passar ser a maior da história do clube londrino. Com a permanência ainda incerta de Alexis Sánches, Wenger não pensou duas vezes em garantir um goleador no Emirates Stadium. Manchester United e Atlético de Madrid sondavam o jogador, mas a oferta dos Gunners foi acima da média, ainda mais se levarmos em conta que era apenas o início da janela de transferências na Europa. Mas o que o torcedor do clube quer saber é: qual o retorno que este investimento dará ao time?


Entre os atacantes de alto nível disponíveis no mercado, Alexandre Lacazette, sem dúvida, estava entre os principais nomes. O francês vem empilhando gols nas últimas quatro temporadas. Foram 113 marcados de 2013 para cá. Em 2016-2017, ele fez 37 gols em 45 partidas realizadas. Números que poucos atacantes no mundo possuem. Lacazette atua perto da área e tem na finalização o seu ponto forte. A especialidade da casa é a conclusão precisa com a perna direita, além da combinação entre força física, drible curto e boa técnica. Também sabe jogar de costas para o gol, preparando jogadas para os companheiros. Embora apresente boa movimentação, Lacazette já mostrou que prefere ser o homem de referência. Neste caso, seria difícil imaginá-lo atuando ao lado de Giroud.

Aos 26 anos, Lacazette chega maduro a Premier League, diferentemente das tradicionais apostas de menor valor que Wenger costuma realizar. Após 20 temporadas comandando o Arsenal, o treinador, que renovou o seu vínculo com o clube por mais dois anos, parece disposto a formar rapidamente uma equipe capaz de brigar por títulos importantes. O fraco desempenho em 2016-2017 deixou os Gunners fora da próxima Champions League e a paciência da torcida chegou ao limite. Hoje, antes de iniciar a temporada, é impossível criticar a negociação feita pelo Arsenal. Lacazette é promessa de muitos gols no Emirates Stadium. Em outros tempos, os Gunners perderiam o jogador para um concorrente e outra aposta seria feita. Às vezes é preciso abrir a mão para ganhar títulos. Afinal, dinheiro pode não trazer felicidade, mas ajuda bastante na montagem de um time vencedor. 

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Veja cinco fatores que explicam os problemas defensivos do Cruzeiro em 2017

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O Cruzeiro montou, inegavelmente, um elenco bastante forte para a temporada 2017. O time finalizou o ano passado em ascensão, trouxe reforços importantes e ainda manteve o técnico Mano Menezes. Mesmo assim, transcorridos seis meses de trabalho, a equipe ainda não se mostrou confiável. Se o ataque, recheado de boas opções, vem funcionando de forma satisfatória, o setor defensivo afunda. Nas partidas contra rivais fortes (Grêmio e Palmeiras), pode-se comprovar o seguinte fato: a raposa tem condições de marcar muitos gols nos rivais, mas fica bastante exposto defensivamente. Analisando o panorama celeste, é possível apontar cinco motivos pelos quais isso acontece. Vamos a eles.

1 - Dedé e Manoel

Obviamente o Cruzeiro esperava formar a sua zaga titular em 2017 com Manoel e Dedé. Ambos enfrentam problemas de lesão e vêm desfalcando o time nos últimos meses. Dedé, aliás, luta há dois anos para se recuperar dos problemas no joelho. Os dois, tecnicamente, são muito acima das outras opções de Mano Menezes e quando voltarem serão peças-chave do sistema defensivo.

2 - Mano Menezes

O treinador cruzeirense ainda não conseguiu dar equilíbrio ao time. Quando escala uma formação mais defensiva, a equipe tem dificuldades de atacar. Porém, se a escalação apresenta o quarteto ofensivo, a zaga fica vulnerável. Reconhecido por montar times que tomam poucos gols, Mano parece ainda não ter encontrado uma solução para acomodar os talentos ofensivos sem desguarnecer os demais setores.

3 - Léo e Caicedo

A dupla de zaga não é a única responsável pelos gols sofridos. O sistema de defesa começa a partir da marcação dos próprios atacantes da equipe, diminuindo os espaços para o adversário. Porém, é impossível fechar os olhos para as falhas individuais apresentadas por Léo e Caicedo (atual dupla de zaga). Nenhum deles demonstra ser confiável e têm sido batidos facilmente nas jogas mano a mano. O próprio goleiro Fábio não sente segurança na dupla e sai em quase todas as jogadas aéreas.

4 - A Bola Aérea

Os cruzamentos na área celeste têm sido um verdadeiro pesadelo. Como já foi dito, a ausência de Dedé e Manoel, somada à deficiência da atual dupla de zaga contribuem para esse panorama. Mas não é apenas isso. Entre os titulares, apenas os zagueiros e Ariel Cabral possuem alta estatura e bom cabeceio. Ábila, quando está em campo, também auxilia a defesa.

5 - A Característica dos Jogadores

Embora Robinho, Sóbis, Thiago Neves, Alissom e Arrascaeta estejam entre os melhores do Brasil na parte ofensiva, nenhum deles possui característica de marcação. Na melhor das hipóteses, são jogadores que cercam o adversário. O próprio Ariel Cabral se destaca mais pelo bom passe do que na marcação. Os laterais, sobretudo Diego Barbosa pela esquerda, também apresentam vocação para o apoio, deixando espaços no corredor.

Se corrigir a questão do sistema defensivo, o Cruzeiro ganha mais competitividade e chega forte na reta final da Copa do Brasil e no restante de Campeonato Brasileiro. O grupo da raposa é melhor do que a maioria dos rivais, superior inclusive ao do líder Corinthians. Sem equilíbrio, entretanto, não se chega a lugar algum. 

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Contratação de Marco Verratti, do PSG, ainda é a obsessão do Barcelona

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O Barcelona elegeu a sua grande prioridade para a temporada 2017-2018: Marco Verratti. O clube quer o volante italiano para suprir definitivamente a lacuna deixada por Xavi. Desde a saída do antigo capitão do Barça, os espanhóis perderam qualidade no passe e a capacidade de controlar o meio-campo, negligenciando a alimentação de jogadas ao trio de ataque (Messi, Suárez e Neymar). Além disso, a queda física de Iniesta enfraqueceu ainda mais o setor central do time Catalão e as reposições (Rakitic, André Gomes e Denis Suárez) foram insuficientes. No outro lado da corda está o PSG, que faz jogo duro na negociação e pede um caminhão de dinheiro pelo jogador. As cifras de uma possível transferência giram entre 70 e 80 milhões de euros.


O interesse do Barcelona por Verratti não é nenhuma novidade. Ao longo das duas últimas temporadas, o PSG rejeitou três ofertas do clube espanhol pelo camisa 6. Aos 24 anos, o baixinho italiano sabe como poucos ditar o ritmo do jogo e realizar a transição defesa/ataque. Curiosamente, essas são as principais qualidades de Xavi Hernández, o maestro da equipe nos anos 2000. Verratti entraria no time para fazer a segunda função do meio-campo e até mesmo substituir Iniesta em determinadas situações. Na Espanha, fala-se em um plano B para uma eventual frustração no negócio: o segundo da lista seria Saúl Ñíguez, do Atlético de Madrid. Enquanto o negocia não sai, segue aí uma lista de prós e contras a contratação do italiano.

Prós:
Bom passador
Capacidade de armação de jogo
Jogador extremamente dinâmico
Capacidade de criar para os companheiros
Forma de atuar semelhante ao jogo do Barcelona
Excelentes recursos técnicos
Jogador ainda bastante jovem
Versatilidade para atuar em diversas posições

Contras:
Jogador lesiona-se com freqüência
Marca pouquíssimos gols
Não contribui na bola aérea
Negociação com altos valores
Capacidade de marcação apenas mediana

E aí, colocando na balança, vale a pena investir em Verratti? Eu abriria o cofre para trazer o italiano ao Camp Nou.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Pipoqueiro? Luan cala os críticos e vira o melhor jogador em atividade no Brasil

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Há pouco mais de um ano, Luan era recepcionado sob constrangedora "chuva de pipocas" no centro de treinamento do Grêmio. Recaía sobre o principal jogador do time a cobrança pela campanha irregular na Copa Libertadores 2016 e a falta de títulos importantes.  Apesar do evidente talento, o camisa 7 tricolor nunca foi unanimidade na Arena. Bastava algum gol perdido ou passe errado para que a vaia começasse. Parte da torcida reclamava falta de garra do atleta. Muitos afirmavam que o atacante não tinha o "perfil do clube". Luan não é um atleta vibrante e demonstra pouquíssima garra dentro de campo, mas nem por isso deixa de ser o melhor jogador em atividade no futebol Brasileiro.


Se o 1° semestre de 2016 foi conturbado para Luan, a outra metade mostrou-se arrasadora. Titular da Seleção Olímpica, tornou-se avalista na conquista inédita da medalha de ouro para Brasil no futebol. Com o Grêmio, foi decisivo nos momentos cruciais da Copa do Brasil, tirando o clube da incômoda fila de 15 anos sem grandes conquistas. De quebra, Luan, intencionalmente ou não, deu o troco em Eduardo Sasha com a polêmica declaração após o título: "O Grêmio é Campeão e o Sasha é um c...", devolvendo a provocação feita pelo jogador colorado na final do Campeonato Gaúcho. Para quem não lembra, o jogador colorado comemorou o gol dançando valsa com a bandeirinha de escanteio.

Em 2017, estamos vendo a melhor versão do camisa 7. Maduro e sem o peso dos títulos, ele assumiu total protagonismo da equipe, sobretudo após a grave lesão sofrida por Douglas. Luan virou o dono do time. Arma jogadas no meio-campo, dribla, serve os companheiros, marca gols e até bate faltas. Atua em nível de Seleção Brasileira. Aliás, o próprio Tite revelou que o jogador será chamado em breve. Tudo seria mágico aos gremistas, não fosse a temida janela de transferências para o futebol europeu. Certamente o jogador receberá propostas tentadoras e o clube deverá precisará fazer uma difícil escolha: receber dezenas de milhões de euros ou segurar o seu grande destaque para os momentos finais da Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil. O Liverpool, da Inglaterra, seria o principal interessado.

A maturidade tardia de Luan tem explicação plausível. Ele iniciou sua carreira nas categorias de base acima da idade padrão. Sua formação antes da categoria profissional deu-se apenas aos 20 anos, quando frequentou o projeto Lapidar (Programa de treinamento voltado ao aperfeiçoamento de fundamentos). Lá, o jovem contou com a preparação do competente treinador Tiago Rebelo, profissional que o Grêmio foi buscar no rival Internacional. Naquela época, o clube já depositava grande expectativa sobre o futebol do menino vindo do interior paulista.

O caso Luan remete aos tradicionais clichês: "o mundo da voltas" e "nada como um dia após o outro". Afinal, aqueles torcedores do episódio da pipoca devem estar um pouco constrangidos. Tivessem esses guardado o alimento, hoje poderiam utilizá-lo como degustação no estádio ou em frente à televisão para apreciar o show que o camisa 7 vem nos apresentando nos gramados. Na linguagem do futebol, "pipoqueiro" é o jogador que amarela nos grandes jogos e momentos decisivos. Assim, respeitosamente, Luan está autorizado ao merecido desabafo aos seus críticos: "Pipoqueiro é o caral...."

terça-feira, 30 de maio de 2017

Reformulação de Guardiola no Manchester City começa pelo ótimo Bernardo Silva

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Quando Pep Guardiola assumiu o Manchester City, especulou-se que o treinador mudaria drasticamente a fotografia do grupo de jogadores. Bem, isso não aconteceu na temporada inicial do comandante na Inglaterra. Apenas Nolito, Gabriel Jesus e Claudio Bravo juntaram-se ao elenco por indicação do espanhol. Terminada a temporada 2016-17, a aguardada reformulação começa a ser feita. A lista de saídas deve ter nomes como Sagna, Clichy, Zabaleta, Yaya Touré e Jesus Navas. Nem mesmo David Silva, Kompany e Aguero têm permanências asseguradas. Por sua vez, dentre os novos reforços dos Citizens, está o português Bernardo Silva.


Cria das categorias de base do Benfica, Bernardo Silva ganhou destaque com o Monaco, semifinalista da última UEFA Champions League. Meia canhoto de muita técnica, foi o centro criativo da equipe francesa, distribuindo 12 assistências e marcando 10 gols na última temporada. Com apenas 22 anos, o jogador lembra o próprio David Silva em seus melhores tempos. Compensa o porte físico franzino e baixa estatura com intensa movimentação e dinamismo às jogadas. Para contar com o meia, Guardiola usou cerca de € 50 milhões dos cofres do City, tornando o português o 4° jogador mais caro da história do clube. Vale lembrar que o Bayern de Munique também estava na disputa pelo jovem. 

A chegada de Bernardo Silva certamente não será a única carta na manga do Manchester City, mas já é um aviso do que virá pela frente. O treinador espanhol tem carta branca para montar um novo elenco capaz de fazer frente aos grandes da Europa, e isso deverá acontecer já em 2017-18. Mbappé roubou a cena no belíssimo time do Monaco, mas não se enganem: Bernardo Silva joga demais e será um dos grandes nomes da equipe inglesa. Um novo City, que valoriza a posse da bola e de forte trabalho no meio-campo, vem aí. Um time com o padrão Guardiola de jogar futebol. Abaixo você pode conferir uma amostragem de Bernardo Silva, na última temporada pelo Monaco.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Isco merece ser titular do Real Madrid, mesmo quando Bale voltar de lesão

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Quando Gareth Bale machucou-se, havia a dúvida sobre como o Real Madrid superaria a perda. O galês, segundo jogador mais caro da história do futebol, era importante peça ofensiva pelo lado direito, criando jogadas para os companheiros e marcando gols importantes. O próprio Zidane realizou alguns testes antes de escolher o substituto. Marco Asensio e Lucas Vázques, pelas características de velocidade, seriam os primeiros da lista. Mesmo assim, o comandante optou pelo futebol de Isco e acertou em cheio. O meia fez a equipe encaixar na parte final da temporada, sendo decisivo na Liga e na UCL.


A entrada de Isco modificou a forma do time merengue atuar. Alterou-se o esquema do 4-3-3 para o 4-4-2. Atuando à frente da linha de três volantes (Casemiro, Kroos e Modric), Isco encorpou o meio-campo da equipe, liberando Cristiano Ronaldo para atuar perto do gol. Modric e Kroos também passaram a aparecer com mais frequência no campo ofensivo. O próprio sistema de marcação ganhou maior compactação. 

Frequentador assíduo do banco de reservas e cotado para deixar o clube, Isco assumiu com méritos a titularidade. Extremamente habilidoso na condução de bola, o camisa 22 possui drible fácil e alta capacidade em distribuir o jogo e pifar os atacantes. Nesta temporada, também passou a marcar gols. Ironicamente, ele quase foi transferido para a Juventus na temporada anterior. Hoje, o jogador de pernas tortas deve ser um protagonistas contra os italianos na final da UEFA Champions League. Salvo "carteiraço", Gareth Bale, quando voltar da lesão, sentará no banco e vai suar para recuperar a posição. Isco virou peça fundamental. Abaixo você pode conferir um vídeo do jogador em ação nesta temporada.