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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Messi ‘concedeu’ oito meses para Sampaoli formar uma Argentina competitiva

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Com três gols marcados e uma atuação digna de melhor jogador do mundo, Messi evitou um vexame histórico da Argentina e, praticamente sozinho, classificou a equipe para a Copa do Mundo na Rússia de 2018. O camisa 10, dessa forma, propiciou oito meses (tempo restante até o Mundial) para que o treinador Jorge Sampaoli consiga formar um time competitivo, capaz de brigar em igualdade com as demais seleções favoritas ao torneio. Algo ainda bem distante.


Sampaoli assumiu a seleção Argentina há apenas quatro jogos. Mesmo assim, o ex-comandante de Sevilla, Universidad de Chile e Seleção Chilena vem demonstrando dificuldade na formatação da equipe, além de apresentar algumas decisões questionáveis. Com Sampaoli, os “hermanos” não possuem esquema tático definido, nem base de equipe titular. Além disso, o técnico realizou convocações bem questionáveis, inserindo jogadores pouco acostumados a vestir a camisa albiceleste. A escolha em deixar Dybala e Icardi no banco de reservas nos dois últimos jogos decisivos das eliminatórias também não parece ter explicação plausível. Higuaín, da Juventus, sequer foi convocado. Nos momentos decisivos, contar com os atletas de maior peso é fundamental. Não fosse o talento de Messi, a cabeça do treinador estaria a premio.

Passado o sufoco da classificação, Sampaoli ganha um tempo precioso para avaliar melhor o grupo que tem mão e configurar uma equipe forte até o mundial. Ele já demonstrou grande capacidade em outros momentos e o material humano disponível é, no mínimo, do mesmo nível das outras seleções favoritas. Esses poucos jogos não demonstraram em nada as principais virtudes que o treinador costuma implantar em seus times: marcação alta, saída de bola qualificada com os volantes e jogadas rápidas pelas alas. Durante o período, alguns jogadores lesionados (Aguero) ou em má fase técnica (Di María, Higuaín, Pastore, Gaitán e Lamela) podem elevar a qualidade do time. Será uma verdadeira corrida contra o tempo e com pouquíssimos amistosos. De qualquer forma, uma carta importantíssima do baralho volta ao jogo. Não menosprezemos a Argentina. 

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Ancelotti é a prova definitiva de que vestiário ‘derruba’ treinador

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Vestiário é capaz de “’derrubar” treinador? Certamente essa pergunta está entre os principais dogmas do futebol. Explicitamente, quase ninguém admite, mas os fatos mostram que um grupo de jogadores, quando exercem forte influência no clube, são diretamente responsáveis pela demissão do comandante. O mais recente da lista foi Carlo Ancelotti, então técnico do Bayern de Munique.


Poucas horas depois da saída do Ancelotti, surgiu a forte informação sobre a incompatibilidade do italiano com as principais estrelas do time: Robben, Ribery, Boateng e Hummels. Todos eles, aliás, foram reservas na derrota por 3x0 para o PSG, em jogo válido pela UEFA Champions League. Um dia após o jogo, o treinador foi desligado do clube. Curiosamente (já que esse não é o discurso padrão), o próprio presidente bávaro, Uli Hoeness, revelou os problemas entre o treinador e cinco atletas do grupo principal. Confirmava-se, assim, a verdade sobre a real influência dos jogadores sobre o destino de um técnico.

O “caso Ancelotti” entra de vez para a história do futebol, não apenas por confirmar de forma pública algo que todos nós já sabíamos, mas por se tratar de um Tricampeão de Champions League. Não estamos falando de qualquer comandante sem peso no mundo da bola. Se retroagirmos alguns anos, veremos fenômenos semelhantes vividos por Rafa Benítez e José Mourinho no Real Madrid, quando ambos bateram de frente com Cristiano Ronaldo, Sérgio Ramos e Cia. Luiz Felipe Scolari foi outro que mencionou ter sido vítima de boicote no Chelsea. Em 2007, Drogba e Ballack viraram desafetos de Felipão no clube inglês ao perderem suas posições no time para Anelka e Deco.

As situações mencionadas não são exclusividades do futebol europeu. No Brasil, é comum jogadores “derrubarem” técnicos, embora tal fenômeno acabe sendo menos explícito. Vanderlei Luxemburgo, conhecido por ter relações conflituosas com seus comandados, foi “derrubado” no Atlético Mineiro em 2010, segundo Alexandre Kalil, presidente do Galo à época. Dois anos mais tarde, o próprio Vanderlei perderia a queda de braço com Ronaldinho Gaúcho no Flamengo, sendo novamente dispensado. No mesmo anos de 2010, Dorival Júnior tentou barrar Neymar no Santos, após o episódio de indisciplina na ordem de batedores de pênaltis. Mais uma vez sobrava para o treinador da equipe. Fernandão, comandando o Internacional em 2012, teve a demissão concretizada dias após de declarar que havia “uma zona de conforto” dentro do vestiário colorado.

Seja pelo chamado “corpo mole”, seja na influência de dirigentes e companheiros, está devidamente comprovada a capacidade que um boleiro tem de “derrubar” o técnico da equipe. Olhando por este ângulo, talvez esteja explicado o porquê de alguns medalhões, mesmo estando em má fase, nunca saírem da equipe ou aquele garoto que vem da base, ainda sem nenhuma influência do vestiário, demore a ganhar uma chance. Tudo isso sob a complacência de dirigentes omissos ou pouco habilidosos. O futebol ganhou, nos últimos anos, uma dose de profissionalismo, mas só até a página 4.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Enfim um zagueiro seguro no Inter: Víctor Cuesta

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O Internacional sofreu demasiadamente nos últimos dois anos em questões defensivas. Em 2016, ano do rebaixamento, Paulão e Ernando formavam a dupla que não transmitia nenhuma confiança aos torcedores. Alan Costa, o reserva imediato, conseguia ser ainda mais instável. Do elenco atual, Danilo Silva e Ortiz também são contestados e apenas Klaus obteve bom desempenho. Víctor Cuesta, por sua vez, tomou conta da posição e devolveu segurança à zaga colorada.


Víctor Cuesta é argentino, canhoto, tem 1,87 de altura e veio do Independiente. Possui técnica apurada, destacando-se nas antecipações, desarmes e saída de bola. Também mostra eficiência na bola aérea (defensiva e ofensiva). A velocidade não é o seu forte e, como todo zagueiro canhoto, tem problemas para atuar pelo lado direito. Já experiente (28 anos), o zagueiro trouxe tranquilidade ao setor defensivo, tornando-se um dos líderes do grupo.

Para ter Cuesta por um contrato de quatro anos, o Inter teve de vencer a disputa com Santos, Boca Juniors e Grêmio. A passagem pela seleção argentina em 2016 valorizou o jogador e foram necessários R$ 6 milhões de reais para tirá-lo do clube de Avellaneda. Subindo à primeira divisão do Campeonato brasileiro, o Internacional precisará contratar um defensor para o lado direito em nível de titularidade. Pelo lado esquerdo, não restam dúvidas, Cuesta é o dono da posição.

Diego Costa nasceu para jogar no Atlético de Madrid de Simeone

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O Atlético de Madrid está proibido de inscrever jogadores vindos de outros clubes até janeiro de 2018, devido à punição estabelecida pela UEFA. Mesmo assim, este fato não foi impediu a contratação de Diego Costa por 50 milhões de euros junto ao Chelsea. A briga com o técnico Antonio Conte afastou o atacante de Stamford Bridge, abrindo a possibilidade da volta à Espanha. O Milan também era um possível destino, mas a identificação com o Atlético falou mais alto.


A volta de Diego Costa ao Atlético de Madrid faz todo sentido. As características do atacante casam perfeitamente com o formato de jogo da equipe de Diego Simeone. Se o estilo briguento e provocador de Diego não era bem visto no Chelsea,  nos colchoneros estas peculiaridades são quase virtudes. Goleador nato, o brasileiro/espanhol é um acréscimo de peso e pode fazer a diferença. Aliás, o comandante argentino não conseguiu repor à altura a saída de Diego em 2014. Mandzukic, Jackson Martínez, Vietto, e o próprio Fernando Torres passaram pela posição com pouco êxito.

Faltando menos de um ano para a Copa do Mundo da Rússia, Diego Costa terá meia temporada para fazer gols e garantir um lugar entre os selecionáveis da Espanha. E, se depender da qualidade de Carrasco e Griezmann, seus novos companheiros de clube, essa tarefa pode ser facilitada. Ironicamente, entre os concorrentes à vaga para o mundial encontra-se Morata, justamente o seu atual substituto no Chelsea. Agora é esperar até janeiro, quando o sergipano voltará a vestir a camisa do Atlético de Madrid de forma oficial, um casamento que possui tudo para terminar em gols, polêmicas e títulos.

sábado, 22 de julho de 2017

Ida de Szczesny à Juventus abre espaço para titularidade de Alisson na Roma

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O goleiro brasileiro Alisson recebeu uma bela notícia nesta janela de transferências. Szczesny, o titular da equipe da Roma, acertou sua ida para Juventus, abrindo espaço para o ex-arqueiro do Internacional. Alisson, aliás, vivia uma situação curiosa: titular absoluto da Seleção Brasileira, mas reserva de seu clube. Agora, o preferido de Tite terá a oportunidade de disputar a sua primeira temporada no clube italiano como dono absoluto da posição. Há um ano antes da Copa do Mundo, é fundamental que o jogador esteja em plena forma para ter chances de convocação.

Quando Alisson chegou a Roma, no início da temporada 2016-2017, logo percebeu que não era o preferido do então treinador Luciano Spalletti. O polonês que veio do Arsenal, Wojciech Szczesny, foi o escolhido para atuar no Campeonato Italiano, enquanto Alisson era utilizado apenas nas Copas. Bastante contestado na Inglaterra, Szczesny deu conta do recado, sendo um dos destaques da equipe: tanto que a Juventus desembolsou 12 milhões de euros para tê-lo no elenco. Certamente será reserva da lenda Gianluigi Buffon. Aliás, o veterano goleiro deve se aposentar após a Copa do Mundo de 2018.

Já com um ano de experiência e “sob nova direção” (Eusebio Di Francesco assumiu como novo treinador da Roma), Alisson terá a chance de provar o porquê vem sendo a primeira opção para o gol na Seleção Brasileira. Cassio (Corinthians), Diego Alves (que voltou ao Brasil para defender o Flamengo), Weverton (Atlético Paranaense), Ederson (Manchester City) e Victor (Atlético Mineiro) devem ser os maiores concorrentes do jogador romanista para chegar ao mundial. Apenas três deles estarão na Rússia no próximo ano.

Com sete meses de atraso, Inter ganha mais um meia no elenco após chegada de Camilo

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Demorou quase sete meses, mas a nova diretoria do Internacional percebeu que o elenco precisava de outro meia criativo além de Andrés D’alessandro. Com as saídas de Alex, Andrigo, Anderson e Valdívia o grupo perdeu as opção de jogadores com características de armação ou meio-campistas ofensivos. Assim, o time passou a atuar de forma desequilibrada, amontoando volantes e atacantes. Com a chegada de Camilo, Guto Ferreira, enfim, ganha mais uma alternativa na construção de jogadas ofensivas.


Camilo teve um ano de 2016 fantástico pelo Botafogo. Atuando como meia-atacante, mostrou capacidade de armar jogadas para os atacantes, além de marcar belos gols. Dinâmico, destacou-se também pela movimentação intensa no campo ofensivo, chegando a receber uma convocação para a Seleção Brasileira no Amistoso contra a Colômbia (ambas as equipes utilizaram jogadores que atuavam em seu próprio território). Em 2017, seu futebol tem sido modesto e o desentendimento com o treinador Jair Ventura o fez optar pela proposta do Internacional. Já na chegada a Porto Alegre, Camilo fez questão de ressaltar onde gosta de atuar: na linha ofensiva de meio-campo, atrás do homem mais avançado, tanto centralizado, como aberto pela ponta. Vale lembrar que a carreira do jogador é irregular. No Cruzeiro, teve atuação discreta e, pelo Botafogo, apenas na segunda passagem conseguiu ser titular. Outro bom momento do meia foi quando esteve na Chapecoense (2014-2015). Aliás, ele estava presente no massacre de 5x0 contra o Inter, fechando a goleada de pênalti (o goleiro era Rafael Moura, substituto do expulso Dida).

As pobres atuações do Inter na série B passam pela falta de jogadores com qualidade no meio-campo. Empilhar atacantes medianos (já foram quatro atuando juntos) passou longe de ser a solução. Dourado e Edenílson são volantes com limitada técnica de passe e nem Felipe Gutiérrez vem sendo capaz de agregar ao setor. Sobrou novamente para D’alessandro tomar a solitária iniciativa na construção das jogadas. É muito pouco para quem pretendia subir com certa tranqüilidade para a série A. Houve, neste caso, uma inexplicável negligência do vice-presidente de futebol colorado, Roberto Melo, que parece ter “esquecido” de reforçar a área mais criativa do time.

Aos 30 anos, Camilo chega valorizado ao Inter (salário em torno de R$ 250 mil, bem acima do que recebia no clube carioca). Dentre as opções disponíveis e viáveis para uma contratação em julho, o jogador acaba sendo uma boa aposta. Em condições normais, o recomendável seria optar por um meia com maior amostragem de boas atuações em grandes clubes do futebol brasileiro, mas é o que temos para o momento. Afinal, “em terra de cego, quem tem um olho é rei”. 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Confira a análise da contratação de Alexandre Lacazette, novo atacante do Arsenal

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A grande novidade do Arsenal para a temporada 2017-2018 é Alexandre Lacazette. O técnico/manager Arsène Wenger retirou aproximadamente 53 milhões de euros do cofre para levar o artilheiro do Lyon para Inglaterra. Aliás, essa negociação passar ser a maior da história do clube londrino. Com a permanência ainda incerta de Alexis Sánches, Wenger não pensou duas vezes em garantir um goleador no Emirates Stadium. Manchester United e Atlético de Madrid sondavam o jogador, mas a oferta dos Gunners foi acima da média, ainda mais se levarmos em conta que era apenas o início da janela de transferências na Europa. Mas o que o torcedor do clube quer saber é: qual o retorno que este investimento dará ao time?


Entre os atacantes de alto nível disponíveis no mercado, Alexandre Lacazette, sem dúvida, estava entre os principais nomes. O francês vem empilhando gols nas últimas quatro temporadas. Foram 113 marcados de 2013 para cá. Em 2016-2017, ele fez 37 gols em 45 partidas realizadas. Números que poucos atacantes no mundo possuem. Lacazette atua perto da área e tem na finalização o seu ponto forte. A especialidade da casa é a conclusão precisa com a perna direita, além da combinação entre força física, drible curto e boa técnica. Também sabe jogar de costas para o gol, preparando jogadas para os companheiros. Embora apresente boa movimentação, Lacazette já mostrou que prefere ser o homem de referência. Neste caso, seria difícil imaginá-lo atuando ao lado de Giroud.

Aos 26 anos, Lacazette chega maduro a Premier League, diferentemente das tradicionais apostas de menor valor que Wenger costuma realizar. Após 20 temporadas comandando o Arsenal, o treinador, que renovou o seu vínculo com o clube por mais dois anos, parece disposto a formar rapidamente uma equipe capaz de brigar por títulos importantes. O fraco desempenho em 2016-2017 deixou os Gunners fora da próxima Champions League e a paciência da torcida chegou ao limite. Hoje, antes de iniciar a temporada, é impossível criticar a negociação feita pelo Arsenal. Lacazette é promessa de muitos gols no Emirates Stadium. Em outros tempos, os Gunners perderiam o jogador para um concorrente e outra aposta seria feita. Às vezes é preciso abrir a mão para ganhar títulos. Afinal, dinheiro pode não trazer felicidade, mas ajuda bastante na montagem de um time vencedor. 

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Veja cinco fatores que explicam os problemas defensivos do Cruzeiro em 2017

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O Cruzeiro montou, inegavelmente, um elenco bastante forte para a temporada 2017. O time finalizou o ano passado em ascensão, trouxe reforços importantes e ainda manteve o técnico Mano Menezes. Mesmo assim, transcorridos seis meses de trabalho, a equipe ainda não se mostrou confiável. Se o ataque, recheado de boas opções, vem funcionando de forma satisfatória, o setor defensivo afunda. Nas partidas contra rivais fortes (Grêmio e Palmeiras), pode-se comprovar o seguinte fato: a raposa tem condições de marcar muitos gols nos rivais, mas fica bastante exposto defensivamente. Analisando o panorama celeste, é possível apontar cinco motivos pelos quais isso acontece. Vamos a eles.

1 - Dedé e Manoel

Obviamente o Cruzeiro esperava formar a sua zaga titular em 2017 com Manoel e Dedé. Ambos enfrentam problemas de lesão e vêm desfalcando o time nos últimos meses. Dedé, aliás, luta há dois anos para se recuperar dos problemas no joelho. Os dois, tecnicamente, são muito acima das outras opções de Mano Menezes e quando voltarem serão peças-chave do sistema defensivo.

2 - Mano Menezes

O treinador cruzeirense ainda não conseguiu dar equilíbrio ao time. Quando escala uma formação mais defensiva, a equipe tem dificuldades de atacar. Porém, se a escalação apresenta o quarteto ofensivo, a zaga fica vulnerável. Reconhecido por montar times que tomam poucos gols, Mano parece ainda não ter encontrado uma solução para acomodar os talentos ofensivos sem desguarnecer os demais setores.

3 - Léo e Caicedo

A dupla de zaga não é a única responsável pelos gols sofridos. O sistema de defesa começa a partir da marcação dos próprios atacantes da equipe, diminuindo os espaços para o adversário. Porém, é impossível fechar os olhos para as falhas individuais apresentadas por Léo e Caicedo (atual dupla de zaga). Nenhum deles demonstra ser confiável e têm sido batidos facilmente nas jogas mano a mano. O próprio goleiro Fábio não sente segurança na dupla e sai em quase todas as jogadas aéreas.

4 - A Bola Aérea

Os cruzamentos na área celeste têm sido um verdadeiro pesadelo. Como já foi dito, a ausência de Dedé e Manoel, somada à deficiência da atual dupla de zaga contribuem para esse panorama. Mas não é apenas isso. Entre os titulares, apenas os zagueiros e Ariel Cabral possuem alta estatura e bom cabeceio. Ábila, quando está em campo, também auxilia a defesa.

5 - A Característica dos Jogadores

Embora Robinho, Sóbis, Thiago Neves, Alissom e Arrascaeta estejam entre os melhores do Brasil na parte ofensiva, nenhum deles possui característica de marcação. Na melhor das hipóteses, são jogadores que cercam o adversário. O próprio Ariel Cabral se destaca mais pelo bom passe do que na marcação. Os laterais, sobretudo Diego Barbosa pela esquerda, também apresentam vocação para o apoio, deixando espaços no corredor.

Se corrigir a questão do sistema defensivo, o Cruzeiro ganha mais competitividade e chega forte na reta final da Copa do Brasil e no restante de Campeonato Brasileiro. O grupo da raposa é melhor do que a maioria dos rivais, superior inclusive ao do líder Corinthians. Sem equilíbrio, entretanto, não se chega a lugar algum. 

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