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sábado, 15 de abril de 2017

Especial de Páscoa: Relembre dez clássicos do futebol que terminaram em chocolate

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Em época de Páscoa, nada melhor que relembrar alguns memoráveis jogos de futebol que terminaram em chocolate. Grandes goleadas são incomuns em clássicos e jamais saem da memória dos torcedores. Certamente alguns ficarão fora desta lista e você poderá deixar sua contribuição nos comentários. Sem perder tempo, relembremos alguns massacres em clássicos brasileiros e internacionais disputados nos últimos anos. Vamos a eles:

10 - Grêmio 2 x 5 Internacional - No dia 24/08/1997, pelo Campeonato Brasileiro, o endiabrado Fabiano comandou o chocolate vermelho em pleno estádio Olímpico. Com dois gols e uma assistência, o camisa 7 infernizou a zaga tricolor formada por Arce, Rivarola, Luciano e André Santos, proporcionando uma das poucas alegrias que os colorados tiveram na década de 90. Mesmo sem vencer um título de expressão pelo clube, Fabiano, a partir desse clássico, tornaria-se ídolo da torcida e ganharia o rótulo de "homem Grenal".

9 - Vasco 5 x 1 Flamengo - Na final da Taça Guanabara, dia 20/04/2000, o Vasco passou o carro no rubro-negro. O gigante da colina tinha um timaço (Felipe, Pedrinho, Viola, Romário) e não perdoou o rival. Só o baixinho marcou três vezes. A curiosidade é que o jogo foi disputado no domingo de páscoa e antes da partida foram distribuídos ovos de chocolate aos cruzmaltinos que foram ao Maracanã. Depois do jogo, o folclórico Eurico Miranda, presidente do Vasco, não exitou em provocar o rival. "Teve chocolate dentro e fora de campo", ironizou o cartola.

8 - Cruzeiro 6 x 1 Atlético Mineiro - Era a última rodada do Campeonato Brasileiro de 2011 (04/12/2011) e a raposa corria sérios riscos de rebaixamento. Entretanto, além de não conseguir rebaixar o rival, o galo foi massacrado na Arena do Jacaré em Sete Lagoas. Neste dia, o clube perdeu a chance de afundar o Cruzeiro e teve que cancelar a festa. Boa parte dos jogadores foi duramente cobrado pela torcida atleticana por não ter encarado o jogo como uma decisão. Foi um chocolate bastante amargo.

7 - Atlético Mineiro 4 x 0 Cruzeiro - Em 2007, o Galo conquistou o Campeonato Mineiro aplicando uma goleada sobre o rival na 1ª partida da final (29/04/2007). Apesar de entrar na final como favorito, o Cruzeiro foi envolvido pelos velozes Danilinho, Marcinho e Éder Luis. O jogo ainda ficou marcado pelo gol bizarro que o goleiro Fábio sofreu no fim da partida. O arqueiro simplesmente estava de costas para a bola e nem viu o que aconteceu. Típico lance de final de pelada. A zoeira nunca foi esquecida pela massa atleticana e até hoje o goleiro cruzeirense sobre com as provocações.

6 - No Brasileirão de 2015 - Em 09/08/2015, foi a vez do Grêmio impor uma goleada impiedosa sobre o maior rival. No domingo de dia dos pais, o Inter não viu a cor da bola durante todo o jogo realizado na Arena. Entre outras curiosidades, o clássico foi marcado pela trapalhada do presidente colorado Vitorio Piffero, que demitiu o técnico Diego Aguirre poucos dias antes do jogo, com a intenção de criar um fato novo à equipe. Réver, que marcou o 5º gol contra, até hoje está procurando Luan, Pedro Rocha e Fernandinho.

5 - Corinthians 7 x 1 Santos - Na caminhada do título Brasileiro de 2005, o Corinthians aplicou uma surra histórica no clássico contra o Santos. A partida realizada em 06/11/2005, no Pacaembu, foi uma das melhores atuações de Carlitos Tévez com a camisa do timão, que marcou três vezes naquela tarde. O endiabrado Nilmar foi outro que enlouqueceu a zaga do peixe, anotando dois gols. 


4 - Manchester 8 x 2 Arsenal - Dia 28/08/2011 o Arsenal foi até Old Trafford enfrentar o United e sofreu um dos maiores chocolates da história recente do futebol. O time comandado por Wenger (que não conseguia acreditar naquilo que passava diante dos seus olhos) comeu o pão que Wayne Rooney amassou em uma aula de jogadas pelas laterais e contra-ataques dos diabos vermelhos com Nani e Young. Poderia ter sido mais para o ótimo time Alex Ferguson, futuro vice-campeão da Europa naquela temporada.


3 - Argentina 0 x 5 Colômbia - Sensação das eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994, a Colômbia selou sua classificação de forma brilhante. O Monumental de Nuñez nunca esquecerá aquele 05/09/1993, em que Valencia, Rincón, Valderrama e Asprilla apresentaram de vez a qualidade do futebol colombiano ao mundo. Foi uma roda tão grande que Simeone e companhia não conseguiam nem fazer falta nos rivais. 

2 - Real Madrid 2 x 6 Barcelona - No dia 02/05/2009, o Real Madrid, que jogava em casa, tinha a pretensão de diminuir para apenas um ponto a diferença em relação ao rival. Porém, a história foi bem diferente. O Barcelona era uma máquina de jogar futebol. Henry, Eto'o, Messi, Xavi, Iniesta realizaram uma partida antológica, transformando o grande Real em presa fácil. Foi um verdadeiro massacre. Poderia ter sido oito, quem sabe até dez gols dos catalães. Um chocolate sob a regência de Pep Guardiola. Esse mesmo time ganharia a Champions League dois meses depois.

1 - Brasil 1 x 7 Alemanha - A semifinal da Copa do Mundo de 2014, mais precisamente em 08/07/2014, marcou o maior constrangimento de todos os mundiais. Nem Willy Wonka seria capaz de imaginar um espetáculo de chocolate tão grandioso. Alguns chamaram de apagão, mas, na verdade, pode-se notar uma aula de futebol de uma equipe superior em todos os fundamentos do futebol. Sorte nossa que Kroos, Ozil, Müller e companhia tiraram o pé no segundo tempo, evitando estragos ainda maiores à imagem da Seleção Brasileira. Afinal, chocolate no time dos outros é refresco. 

quinta-feira, 13 de abril de 2017

'Ameaçados de extinção', centroavantes e meias de armação ainda dão as cartas no futebol brasileiro

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Muito se comenta sobre a dificuldade que os centroavantes de área e os meias de criação teriam para se adaptar ao futebol atual. Segundo muitos especialistas no assunto, a velocidade do jogo e a falta de espaços implicaria a decadência dos jogadores que atuam nessas funções. Além disso, a adoção pelos esquemas 4-3-3 e 4-2-3-1, justamente os preferidos atualmente pelos treinadores, dificultariam as ações dos tradicionais camisas 9 e 10. Porém, a movimentação do mercado e o desempenho dentro de campo desmentem por completo essas teses.

Para comprovar que armadores e centroavantes nunca estiveram tão valorizados, vamos a alguns fatos. O Flamengo, ano passado, investiu pesado para repatriar Diego. O jogador fez o time carioca subir de produção e brigar pelo título do Brasileirão. Não satisfeito, o rubro-negro acertou este ano com o argentino Conca, reforçando mais ainda o setor criativo. O outro destaque da equipe é o peruano Guerreiro, jogador de referência no ataque. O Corinthians, sentindo a necessidade de melhorar sua armação de jogo, recontratou Jádson e o centroavante chegou como solução para os gols. O São Paulo também apostou boas cifras em Lucas Pratto para o argentino ser a referência ofensiva do Morumbi. No Santos não é diferente. Lucas Lima e Ricardo Oliveira, ambos nas funções já mencionadas, são os destaques. O Palmeiras, seguindo a mesma linha, foi buscar o goleador e meia do Atlético Nacional (Borja e Guerra respectivamente).

Nos demais grandes clube brasileiros, o fenômeno se repete. O Fluminense tem em Gustavo Scarpa o seu principal expoente. O Internacional comemorou o retorno de D'alessandro,  grande referência técnica da equipe, apesar da idade. Sem ele, o colorado teve um 2016 acéfalo e foi rebaixado. Em 2017, Brenner, um clássico camisa 9, é o goleador dos gaúchos na temporada. No Grêmio, o lamento segue sendo a grave lesão sofrida por Douglas, o maestro pifador. E não é por acaso. O camisa 10 tricolor conduziu o clube ao título da Copa do Brasil do ano anterior. Apostando nas mesmas fichas dos demais clubes, o Imortal também foi buscar a figura típica do centroavante, acertando a vinda de Lucas Barrios. No Atlético, Fred é quem canta de galo. Na Raposa, Ábila e Arrascaeta são os "caras" do Cruzeiro.

Não há dúvidas que o futebol tem se mostrado cada vez mais dinâmico. Mesmo assim, algumas peças continuam essenciais ao time, principalmente quando há jogadores de qualidade ocupando essas funções. Não parece ser algo inteligente retirar da equipe aquele que pensa o jogo ou quem possui a capacidade marcar o gol com apenas um toque. Bom que os clubes brasileiros entenderam isso. 

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Confira alguns dos motivos que determinaram o atropelamento da Juventus sobre o Barcelona

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As quartas de final da UEFA Champions League 2016-2017 começaram com o massacre da Juventus sobre o Barcelona (3x0). O fortíssimo confronto, reedição da final da competição em 2014-2015, mostrou o duelo de times completamente diferentes. Os italianos apresentam harmonia entre os três setores da equipe. Todos marcam e há rígido respeito ao esquema tático proposto. Além disso, os bianconeros possuem extensa variação de jogadas e não existe dependência técnica absoluta de nenhum jogador específico.

Por outro lado, o Barcelona é o retrato do desequilíbrio. Embora o  trio de ataque (Messi, Suárez e Neymar) seja muito acima da média, fica evidente a falta de unidade da equipe. Não existe jogada com os laterais, o meio-campo e a defesa ficam sobrecarregados pela falta de marcação e a transição lenta torna previsível os movimentos ofensivos. Se a individualidade não resolve, nada acontece. A bola aérea defensiva continua sendo um desespero. Para piorar a situação, o banco de reservas pouco contribui, incluindo o técnico Luiz Enrique, incapaz de encontrar soluções para os problemas do time.

Vale lembrar que, na comparação com a final realizada entre os dois clubes realizado em 2015, foi a Juventus quem mais se modificou. Se os espanhóis praticamente mantiveram todos os seus jogadores ( com a exceção de Daniel Alves que foi para a própria Juventus), a 'Velha Senhora' alterou significativamente a fotografia. Os italianos perderam Pogba, Vidal, Pirlo, Morata e Tévez; ganharam, por outro lado, Khedira, Pjanic, Dybala, Higuaín, Quadrado e o já citado Daniel Alves. As peças mudaram, porém um novo time extremamente competitivo foi montado. Mérito do técnico Massimiliano Allegri . Por sua vez, o Barcelona acabou involuindo. As próprias contratações realizadas mostraram-se inúteis quando a equipe precisa reagir.

A derrota acachapante, sofrida em Turim, foi quase um replay do 4x0 diante do PSG na rodada anterior. O que nos leva a crer que os catalães não aprenderam nada com aquela derrota. Para azar dos espanhóis, a Juventus tem tamanho bem superior aos franceses. A camisa pesada, acostumada às grandes decisões, dificilmente sentirá a pressão do Camp Nou no jogo de volta. O Barcelona vem flertando de perto com a eliminação na UCL e desta vez ela está cada vez mais próxima. 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Palpites e análises para os confrontos das oitavas de final da UCL 2016-17

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Nesta terça-feira (14/02), começam as partidas de oitavas de final da UEFA Champions League 2016-2017 e, como de costume aqui na Casa do Futebol, seguem os palpites e análises dos confrontos. Lembrando que houve um intervalo de dois meses entre o sorteio e os jogos e muita coisa mudou desde dezembro. Confira os favoritos:

Manchester City x Monaco: Os ingleses, comandados por Pep Guardiola, ainda não mostraram regularidade na temporada. Mesmo assim, possuem leve favoritismo contra o Monaco. Os franceses melhoraram bastante em relação ao ano anterior e lideram o campeonato nacional. Destaque para a volta de Falcao Garcia à Manchester, onde foi muito mal no United. Duelo equilibrado.


Real Madrid x Napoli: Atual campeão do torneio, o Real tem tudo para chegar à próxima fase. Líder do campeonato Espanhol, os merengues estarão completos, com a exceção de Bale, que ainda se recupera de lesão. Vale lembrar, porém, que o time italiano vem em ótima fase. O Napoli tem o melhor ataque do Calcio e não perde há muito tempo. Promessa de muitos gols no confronto.

Benfica x Borussia Dortmund: Este confronto deverá ser um dos mais equilibrados das oitavas de final. O Benfica lidera o Campeonato Português e manteve a base da temporada passada. O Dortmund reforçou-se, mas ainda não conseguiu emplacar uma sequência positiva. Pelas individualidades que podem fazer a diferença (Reus, Aubameyang, Dembélé), o clube alemão possui uma leve vantagem.

Bayern de Munique x Arsenal: O sorteio, mais uma vez, colocou frente a frente os dois clubes. Desta vez, a diferença entre eles não é tão grande. O Bayern tem apresentado pouquíssimo futebol, além de alguns jogadores estarem abaixo da média. O Arsenal repete o futebol mediano das últimas temporadas. Destaque para os dois goleadores (Robert Lewandowski e Alexis Sánchez) em ótima fase. Os alemães devem passar, mas com dificuldades.

Porto x Juventus: Soberana no campeonato italiano, a Juventus reforçou o elenco para chegar mais longe na Champions e isso deve acontecer. O Porto possui um time mediano, sem grandes talentos. Apenas a força da camisa poderá equilibrar o confronto contra a Velha Senhora. Em condições normais de temperatura e pressão, a Juventus é bem mais competitiva que os portugueses e deve avançar. Higuaín segue em grande fase.

Bayer Leverkusen x Atlético de Madrid: Atual vice-campeão da UCL, o Atlético de Madrid caiu de produção nesta temporada. Os espanhóis não conseguiram fazer frente aos rivais em La Liga, mostrando uma irregularidade incomum para o time comandado por Diego Simeone. Mesmo assim, é favorito no confronto contra os alemães. O Leverkusen tem desempenho abaixo da crítica na Bundesliga e não deve oferecer grandes dificuldades contra os colchoneros. Vale ressaltar que o clube alemão possui jovens com bastante talento. Deve melhor bastante na próxima temporada.

PSG x Barcelona: Este é outro duelo que se repete mais uma vez na competição. Em todas elas, vantagem para o Barcelona. Mesmo não estando em grande fase, o Barça segue favorito para chegar às quartas e virá com o time completo, inclusive com Iniesta. O PSG conta com os gols de Cavani, atual líder da chuteira de ouro na Europa, além do recém-contratado Julian Draxler. Outro confronto com possibilidade de muitos gols.

Sevilla x Leicester: O time espanhol, agora treinado por Jorge Sampaoli, faz uma temporada fantástica e entra no confronto em vantagem. Além disso, o atual campeão inglês vive momento terrível e luta contra o rebaixamento na Premier League. Para sonhar com a próxima fase, os ingleses precisarão que os talentosos Mahrez, Vardy e Slimani atuem em alto nível. De qualquer forma, são dois times com características bem diferentes.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Retrospectiva da bola: veja quem foi o melhor e o pior jogador do seu time em 2016

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Acabado o ano de 2016, chega o derradeiro momento de fazer a retrospectiva da bola, analisando o desempenho dos boleiros em atividade no Brasil. Afinal, quem foi o melhor e o pior jogador do seu time na temporada que passou? Abaixo você confere a lista, contemplando representantes das 20 equipes que disputaram o Campeonato Brasileiro da série A, na ordem de classificação final (do Palmeiras até o América Mineiro). O critério é simples: o melhor jogador é aquele que trouxe maior contribuição positiva à sua equipe durante o ano; a chuteira de lata vai para o boleiro com a pior performance (em relação à expectativa criada sobre a sua atuação). Vamos aos nomes:

Palmeiras: O grande jogador palmeirense no ano foi Gabriel Jesus. O garoto, com futebol de gente grande, firmou-se como titular na Seleção Brasileira principal, além de conquistar a medalha de ouro nas Olimpíadas. No clube, foi decisivo nos momentos críticos, marcando gols e servindo aos companheiros. A decepção ficou por conta de Lucas Barrios. O paraguaio demonstrou-se desinteressado e pouco contribuiu. Presença constante no banco de reservas, praticamente nunca foi a primeira opção entre os suplentes. Se receber alguma proposta, pode ser negociado, ainda mais pelo alto salário que ganha.

Santos: Jonathan Copete chegou ao Santos no meio do ano, porém as 31 partidas que disputou foram mais do que suficientes para torná-lo o destaque do time em 2016. O colombiano foi regular e conseguiu aliviar a perda de Gabigol, marcando 12 gols e distribuindo passes generosos. A decepção ficou por conta de Elano. O veterano teve rendimento abaixo da média em seu ano de despedida do futebol. Foi fraquíssimo no pouco tempo em que atuou.


Flamengo: Outro que chegou em meio ao campeonato para virar referência da equipe foi Diego. O meia, capaz de organizar a dinâmica do time, mudou o Flamengo de patamar na competição, adaptando-se rapidamente à forma de jogo no Brasil. Começando a temporada desde o início, pode contribuir ainda mais em 2017. Quem desapontou foi Emerson sheik. O atacante reclamou muito e demonstrou futebol insuficiente quando entrou em campo. Aparentemente fora de forma, o veterano vem caindo de rendimento e tem futuro incerto em 2017.

Atlético Mineiro: Fred e Lucas Prato foram peças importantes no elenco, porém Robinho assumiu o posto de craque do galo nesse ano. Apesar de já não demonstrar a mesma velocidade de tempos passados, o pedalada ainda se movimenta bastante, cria jogadas para os companheiros e ainda marca gols. Está atuando um pouco mais recuado, atrás dos volantes adversários. Quem ficou devendo no time mineiro foi Dátolo. O argentino teve problemas de lesão e relacionamento com a diretoria do clube. Só atuou em 19 partidas, quase todas vindo do banco. Tivesse jogado em alto nível, o Atlético poderia ter almejado algo mais importante na temporada.

Botafogo: Quem desequilibrou no alvinegro foi Camilo. O jogador veio como aposta, vestiu a camisa 10 e alavancou o clube para a Libertadores da América. O meia era o responsável pela criação das principais jogadas da equipe, além de aparecer no ataque para finalizar. Sem dúvida, está no melhor momento da carreira. Quem decepcionou na Estrela Solitária foi Gegê. Esperava-se que a promessa da base enfim confirmasse em 2016 o status de bom jogador, algo que não se realizou. Perdeu a condição de titular e nada fez quando esteve em campo. Deve ser emprestado na próxima temporada.

Atlético Paranaense: Quem ventou forte no furação foi Hernani. Volante moderno, ele mandou no meio-campo da equipe, marcando forte, distribuindo o jogo e ainda finalizando de média distância. Suas grandes atuações renderam-lhe uma transferência para o Zenit ao final do Brasileirão. A baixa ficou por conta no meia ofensivo Marcos Guilherme. O jogador caiu bruscamente de produção em relação aos dois anos anteriores. Parou na reserva e ganhou vaias da torcida. Pode render bem mais.

Corinthians: Em um ano bastante complicado, Fagner foi um dos poucos que se destacou no timão. O lateral conseguiu ser peça ofensiva fundamental da equipe pelo lado direito, servindo aos atacantes. Por méritos, parou na Seleção Brasileira de Tite. O ponto negativo do time ficou por conta do goleiro Cássio. O Herói das recentes conquistas do Corinthians falhou demais e foi substituído por Walter. Sua permanência no próximo ano ainda não foi definida. O alto salário atrapalha uma possível negociação.

Ponte Preta: O grande nome da Macaca em 2016 foi William Pottker. O atacante terminou o Brasileirão com 14 gols, finalizando a competição entre os artilheiros. O canhoto começa o ano valorizado e tem propostas de grandes clubes do Brasil (Corinthians e Botafogo seriam os interessados). Em compensação, o experiente atacante Wellington Paulista decepcionou, principalmente no segundo semestre. Sempre esteve entre os suplentes e pouco contribuiu para a equipe.

Grêmio: Pouco badalado no início de 2016, Douglas acabou o ano sendo o melhor jogador do tricolor gaúcho. O maestro assumiu o protagonismo do time, participando ativamente de 57 partidas do clube. O Camisa 10, apesar dos 34 anos, fez uma das melhores temporadas da carreira, demonstrando que ainda pode jogar em alto nível. A chuteira de lata do tricolor tem nome e sobrenome: Wallace Oliveira. O lateral, que veio por empréstimo junto ao Chelsea, colecionou atuações fraquíssimas, obrigando o clube a procurar novas alternativas no setor. O Grêmio tenta devolvê-lo aos ingleses.

São Paulo: Quem deu a volta por cima no tricolor foi Rodrigo Caio. O zagueiro fez uma temporada impecável, conquistando a medalha olímpica e tornando-se uma das opção para a zaga da Seleção Brasileira principal. Valorizou-se e deve receber propostas do exterior. O destaque negativo fica por conta de Michel Bastos. Displicente, o meia virou alvo de protestos da torcida, ganhando mais destaque nas rodas de Poker do que dentro de campo.

Chapecoense: Diante da tragédia acontecida com o time catarinense, é impossível avaliar a parte técnica dos jogadores de forma não passional, ainda mais tecer alguma crítica sobre eles. Em respeito, não há análises sobre a Chapecoense. Ficaremos em nossa memória com a conquista do titulo da Copa Sul-americana, em homenagem aos índios guerreiros de Chapecó.

Cruzeiro: O clube mineiro foi outro que teve uma temporada com desempenhos individuais fraquíssimos. Destaque positivo para o goleiro Rafael, que substituiu à altura o titular Fábio, quando este sofreu uma grave lesão. Pelo menos no gol, a raposa está bem servida. Já o volante Denílson teve passagem patética pelo clube estrelado. Foram cinco jogos disputados e nenhuma saudade deixada.

Fluminense: Como já foi dito aqui neste espaço, Gustavo Scarpa demonstrou ser o dono do time tricolor em 2016. Assumiu o lugar de Fred como grande estrela do elenco e ídolo da torcida. Praticamente tudo passava por seus pés. Por outro lado, Henrique Dourado, o "ceifador",  ficou abaixo da crítica. Foram míseros dois gols marcados e vários lances bisonhos que levaram à loucura os tricolores.

Sport: Dizer que Diego Souza foi o craque dos pernambucanos em 2016 é chover no molhado. Goleador do Brasileirão, ele foi o avalista do Sport na permanência na Série A. Podendo escolher onde quer jogar, o meia assinou com o clube até 2018. Um caso de amor com o leão. Por outro lado, Vinícius Araújo decepcionou. Destaque das categorias de base do Cruzeiro, o atacante nunca se firmou como titular, além de ter acumulado um caminhão de gols perdidos.

Coritiba: Raphael Veiga termina o ano como a revelação do futebol brasileiro e grande nome do Coritiba. Apesar da pouca amostragem, o meia revelou ser de outra turma. Canhoto muito habilidoso, acertou com o Palmeiras para 2017. Vale ficar de olho no jogador. Já o meia Bernardo mais uma vez fracassou. Foram dez partidas realizadas com a camisa do Coxa e pouquíssimo futebol apresentado. Não fica no time paranaense neste ano.

Vitória: Ninguém jogou mais bola no time baiano em 2016 do que o atacante Marinho. Endiabrado, o jogador assumiu a bronca de tirar o clube do rebaixamento, estraçalhando na parte final da competição. Valorizou-se, virando sonho de consumo de diversos clubes para a próxima temporada. Por outro lado, o veterano Dagoberto teve péssima passagem. Ao todo ele disputou 20 partidas e não marcou nenhum gol. Deixou a equipe no meio do Brasileirão.

Internacional: No colorado o único que se salvou foi o goleiro Danilo Fernandes. Por incrível que pareça, os colorados não sentiram falta de Alisson, titular da Seleção Brasileira. Não fosse pelas milagrosas defesas do arqueiro, o clube gaúcho teria sido rebaixado da competição bem antes do seu término. Para pior jogador a briga é boa. Muitos são os candidatos para a vaga. Paulão e Alex só não levam o prêmio porque Anderson estava no elenco. O meia, principal salário do grupo de jogadores, mais uma vez pouco colaborou. Na maior parte do tempo mostrou-se acima do peso e amargou o banco. Desta forma, fica com o troféu bola murcha.

Figueirense: Os catarinenses também apresentaram pouquíssimos destaques positivos em 2016. O goleiro Gatito Fernández salvou-se com algumas atuações destacadas, evitando fiascos maiores do time no Brasileirão. Entre os piores ficou Werley, mostrando-se outra vez um zagueiro lento e pouco confiável.

Santa Cruz: Apesar da fraca campanha, o Santinha apresentou bons desempenhos individuais, como o atacante Keno. Veloz e oportunista, o jogador valorizou-se no segundo semestre e de quebra conseguiu uma transferência para o Palmeiras para 2017. Wallyson, de quem se espera mais, decepcionou. Em 32 partidas, marcou míseros dois gols. Bastante insuficiente.


América Mineiro: A parceria não ajudou muito, mas o atacante Osman conseguiu destacar-se pelo coelho na temporada passada. Demonstrou qualidade atuando pelo lado direito e provavelmente ganhará uma boa oportunidade na temporada 2017. Tiago Luís, a eterna promessa santista, esteve entre os piores. Com somente um gol em 26 partidas, foi emprestado ao Paysandu e não deixou saudades.

Certamente você poderá colaborar com outros nomes para a lista. Deixe sua contribuição!

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Dossiê rebaixamento: Como o Internacional chegou à série B do Brasileirão

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"Missão cumprida"! bem que essa poderia ter sido a declaração final de Vitorio Piffero, presidente responsável por conduzir o Internacional, pela primeira vez em sua história, para à série B do Campeonato Brasileiro. Visto que o dirigente colorado foi displicente e irresponsável na gestão do clube nos dois últimos anos.

 Em dezembro de 2014, Vitorio Piffero assumia novamente o comando do clube gaúcho, desta vez sem a companhia de Fernando Carvalho, o homem forte na montagem dos times vencedores do Internacional nos anos 2000. Mesmo assim, o mandatário conseguiu larga vantagem na eleição presidencial, sendo aclamado por seus pares com o arrogante grito de "o campeão Voltou...". Um deboche a Giovanni Luigi, seu opositor, que não havia conseguido grande desempenho dentro de campo entre 2011 e 2015. Apesar disso, Piffero recebia o clube na Libertadores da América, com um estádio novo pronto, expressivo quadro social e um time competitivo (Juan, Nilmar, D'alessandro, Aránguiz, Alisson...). Entretanto, começava ali a pior administração da história da instituição vermelha.

Logo de cara, Vitorio arrumou um problema na montagem da equipe para 2015. Não conseguiu acertar a contração de Tite e acabou "queimando" uma lista de outros treinadores (Mano Menezes,  Abel, Luxemburgo, e outros técnicos estrangeiros). Sem opções, Luiz Fernando Costa, o então vice-presidente de futebol, acabou acertando com Diego Aguirre. As contratação de jogadores para a Libertadores da América, no primeiro momento, até foram acertadas. Vitinho, Réver, Nílton, Lisandro López... eram nomes interessantes. O fato inexplicável foi o acerto com Anderson. Sem jogar em alto nível há pelo menos três anos, o ex-Manchester United chegou ao Beira-Rio sem contrato de produtividade, ganhando aproximadamente R$ 500 mil mensais. No dia 25 de janeiro de 2015, Luiz Fernando Costa veio a falecer. Píffero passou (pasmem) a acumular também  o cargo de vice-presidente de futebol, até escolher Carlos Pellegrini (o bola), no dia 30 de julho, para realizar a função. Aliás, Pellegrini viria a ser peça-chave na queda livre colorada. Falaremos disso mais adiante.

O Internacional fez uma Libertadores irregular. O time tinha problemas defensivos, físicos e contava com alguns jogadores de pouquíssima experiência (William, Dourado, Vadívia e Gefferson). Aguirre obrigou-se a escalá-los devido a baixa produtividade dos titulares. Por outro lado, as individualidades eram boas e a equipe foi avançando. Caiu na semifinal para o Tigres, do México. Poderia ter sido campeão não fosse a falta de pulso firme da direção, que deixou o grupo desmobilizar-se após a longa parada para Copa América, negligenciando o Brasileirão vigente. A questão da preparação física e as constantes lesões também não tiveram solução, embora o diagnóstico (sabia-se da necessidade de trocar o preparador físico) estivesse pronto. Faltou comando e experiência.

Mesmo fora da Libertadores e com problemas na comissão técnica, o Inter insistiu em Aguirre, para apenas demiti-lo  às vésperas do fática Grenal do 5x0. A "célebre" mudança objetivando o fato novo. Ali  de-se o primeiro grande vexame. O clube, já sabendo que não conseguiria a contratação, tentou o ótimo técnico Jorge Luis Sampaoli, que treinava o Chile. Como já era esperado, o negócio não vingou e o clube, sem nenhuma convicção, apostava em Argel, cuja filosofia é oposta à praticada pelo argentino. O novo comandante do vestiário implantou uma mentalidade mais competitiva, sem "bola perdida". A motivação funcionou no primeiro, embora o treinador nunca tivesse dado alguma contribuição tática ou organização ao time. Graças as finalizações de Vitinho, o clube evitou passar dificuldade no Brasileirão, terminando na 5ª colocação.

Os erros mais absurdos e decisivos seriam cometidos em 2016. Argel ganhou força e foi inexplicavelmente mantido, começando o desmanche que enfraqueceria ainda mais a equipe, além de retirar suas grandes lideranças. D'alessandro, capitão e principal referência técnica, foi emprestado ao River Plate Lisandro López e Juan não tiveram seus contratos renovados. Rafael Moura, Léo, Réver, Jackson e Nílton também não permaneceram. Alguns deles não tiveram reposição. Em outros acasos a substituição foi insuficiente. Em contrapartida, chegaram ao clube jogadores de qualidade duvidosa (deixaremos nesse termo). PC Magalhães, Bob, Fabinho e, mais adiante, Leandro Almeida, Ariel, Eduardo Henrique foram agregados ao time e pouco contribuíram. Nico López e Luis Seijas, em teoria os reforços de maior qualidade, só chegaram ao clube no meio do campeonato. Assim a responsabilidade cairia nos pés de jovens da base, na maior parte garotos de qualidade mediana para baixo. Bruno Baio, Andrigo, Allison Faria, Arthur, Gefferson, Aylon e Alan Costa. Até mesmos os meninos afirmados (William, Valdívia, Sasha e Dourado) fracassaram diante de tamanho despreparo.

Nesse contexto caótico, o Inter conquistou o campeonato gaúcho aos trancos e barrancos,  mascarando a realidade que viria no futuro breve. Sem nenhum padrão de jogo e sem grandes individualidades, Argel começou inexplicavelmente bem no Brasileirão. Chegou a liderar a competição. Obviamente, sem desempenho os resultados negativos não demorariam a chegar e a demissão do treinador (mentor do elenco rebaixado) aconteceu após cinco derrotas consecutivas. A partir daí, o desespero instalou-se e a ficha caiu: o elenco era fraco, mal montado e sem qualquer organização ou ideia de futebol. Falcão foi contrato e engolido pela crise, durando apenas cinco partidas. Com ele saía Carlos Pellegrini, o outro avalista na montagem do time que seria rebaixado.

Vitorio Piffero – apavorado, acovardado e perdido – recorreu a Fernando Carvalho para assumir o futebol do clube.  Surgia ali o pensamento mágico que supostamente tiraria o clube da série B. Doce ilusão. Carvalho, o maior presidente da história do Internacional, pegou a "bronca" por sua paixão a instituição e para salvar a pele do amigo, mas desta vez pouco contribuiu. Praticamente sem poder realizar contratações de jogadores, o novo vice de futebol apostou que Celso Roth seria o nome certo para dirigir o time. Outro erro. Roth demonstrou estar desatualizado e enferrujado. Há tempos não realizava um trabalho satisfatório, além de demonstrar as mesmas teimosias e perseguições a jogadores (Nico López e Seijas foram os nomes escolhidos desta vez). Carvalho e a "Swat Colorada" falharam. Demoraram a perceber que Juarez não conseguiria atingir o objetivo. O fim estava próximo. Se não bastasse o sofrimento pela incompetência da sua direções, os colorados ainda sofreram com declarações, no mínimo infelizes, de Piffero e Carvalho sobre tapetão, rebaixamento, tragédia da Chapecoense, entre outros. Era a pá de cal que faltava.

Você, caro leitor, deve ter percebido, ao longo do relatar dos fatos, que não havia outro destino para o Internacional em 2016. O rebaixamento não é o fim da vida, mas mancha a história de um grande clube, além de trazer prejuízos de diversas ordens. A arrogância e a incompetência caminham de mãos dadas com o fracasso. Com o descenso confirmado, Vitorio Piffero assumiu a culpa pelos fatos. Ora, cara pálida, isso é o mínimo esperado. Afinal, de quem mais seria a responsabilidade? É bom, também, lembrar os outros nomes que fizeram parte dessa gestão catastrófica. Costumamos ter memória curta. Agora, resta aos torcedores colorados "lamber as feridas" e reerguer o clube. Que Marcelo Medeiros, o novo presidente do Internacional, seja mais hábil e responsável que seu antecessor. A bola não costuma deixar impune os incompetentes.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Conheça cinco fatores que levaram o Grêmio ao Penta da Copa do Brasil

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Após 15 anos sem grandes títulos, o Grêmio quebrou o incômodo jejum contra o Atlético Mineiro, conquistando a Copa do Brasil pela 5ª vez em sua história. De quebra, o tricolor passou a ser o maior campeão da competição nacional, ultrapassando o Cruzeiro. A campanha vitoriosa foi a coroação do belo trabalho feito pela diretoria do clube gaúcho desde o ano passado. Alguns integrantes da diretoria e comissão técnica, incluindo alguns profissionais que já não estão mais no clube (Rui Costa e Roger Machado, por exemplo), também tiveram valiosa contribuição na conquista. Vamos relembrar cinco fatores fundamentais nesse processo.

1° Fator: A estruturação financeira
Recém eleito para um novo mandato de três anos, o presidente Romildo Bolzan, juntamente com o Conselho de administração do clube, conseguiu colocar o Grêmio nos trilhos através de uma administração responsável financeiramente. Se no primeiro momento o tricolor perdeu jogadores do nível de Marcelo Moreno e Barcos, mais adiante foi possível segurar jovens talentos fundamentais para a equipe como Luan e Wallace, além da contratação de Maicon. Rui Costa, ex-diretor do clube, que não resistiu à pressão pela eliminação da Libertadores 2016, também teve papel importante na montagem do elenco, usando a criatividade e apostas em jovens jogadores.

2° Fator: Roger Machado
Após a saída de Felipão, no início do Brasileirão 2015, o clube apostou no até então emergente Roger Machado. Em pouco tempo, o treinador conseguiu dar padrão tático surpreendente à equipe. Com um plantel mediano, o técnico fez o time jogar compactado e em alta velocidade. O bom futebol proporcionou que o Grêmio brigasse pelo campeonato nacional até as últimas. Mesmo após a saída de Roger, no dia 14 de setembro de 2016, foi evidente que o time Campeão da Copa do Brasil tem muito do ex-comandante.

3° Fator: O aprendizado com a derrota
A frustrante eliminação do clube na Libertadores da América 2016, para o Rosario Central da Argentina, deixou uma lição: o time, apesar de bastante técnico, carecia de jogadores com espírito mais aguerrido. Dessa forma, foram trazidos Edílson e Kannemann. Ambos agregaram luta e raça à equipe, capazes de "contaminar" o restante do grupo. O argentino, inclusive, complementou as características do parceiro de zaga Geromel, formando uma dupla de zaga quase intransponível.

4° Fator: A paciência
 As derrotas e eliminações recentes tiraram muito da paciência da torcida tricolor. Alguns jogadores (que hoje são protagonistas do título) eram vaiados e chamados de pipoqueiro. Porém, o clube soube analisar de forma consciente o potencial dos atletas e teve paciência em esperar o resultado. Luan, Ramiro, Douglas, Pedro Rocha e Marcelo Grohe foram alguns dos titulares perseguidos que viraram heróis da recente conquista.

5° Fator: Renato Portaluppi
É impossível deixar de depositar muito do título gremista na conta de Renato Portaluppi. O treinador possui uma identificação ímpar com o clube e foi capaz de devolver a confiança ao grupo de jogadores e mobilizar a torcida para conquistar a Copa do Brasil. Com um estilo folclórico e boleirão, ganhou o grupo, acertando inclusive o sistema defensivo. Contando com a parceria de Valdir Espinosa na retaguarda, Renato definitivamente consolidou o status de maior ídolo da história do clube. Vencedor dentro e fora de campo.

É verdade que as principais estrelas do espetáculo são os jogadores, mas é sempre bom ressaltar os acertos fora de campo. Afinal, como diz o título do livro de Ferran Soriano, consagrado CEO no mundo do futebol, "A bola não entra por acaso". 

Após saída de Daniel Alves, Barcelona sofre com a lateral direita e precisa improvisar

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Após oito anos de muitas conquistas no Barcelona, Daniel Alves preferiu não cumprir seu último ano de contrato no clube. Não era de hoje que o lateral demonstrava insatisfação com a falta de reconhecimento nas renovações de contrato. Vale lembrar que o clube contratou Aleix Vidal na temporada passada, já pensando em substituir o brasileiro. Nem precisa dizer que o baiano ficou irritado com a situação. Mesmo terminando a temporada como titular absoluto, ele preferiu buscar novos ares, em uma transferência para a Juventus. O clube espanhol, por sua vez, ficava livre para apostar em Aleix Vidal. Alias, essa era uma das grandes dúvidas que pairavam sobre o clube catalão na temporada 2016-2017: como o time reagiria sem Dani Alves? Após poucos meses, descobriu-se que a posição virou um problema para o Barça.

Apesar de não mais demonstrar todo o vigor físico de anos anteriores, Daniel Alves sem dúvida tinha sua importância para o time. Além de ser uma opção ofensiva de qualidade pelo lado direito,o brasileiro entendia-se por música com Messi, contribuindo com muitas assistências. Para pior a situação grená, Aleix Vidal, substituto natural de Daniel Alves, mostrou-se insuficiente para ocupar a vaga. O lateral espanhol também convive com alguns problemas de lesão. A solução encontrada para o problema foi deslocar Sergi Roberto, meio-campista de origem, para realizar a função. Com bom desempenho, o garoto acabou virando o novo titular da equipe, dando um alento a torcida. Mesmo assim, o camisa número 20 não consegue ser regular em todas as partidas, pecando no cruzamento e na marcação.

A verdade é que a lateral direita virou um problema no Barcelona. Lichtsteiner, da Juventus, e Darijo Srna, que atua no Shakhtar Donetsk, já foram especulados no clube espanhol para a próxima janela de transferências. Pelo visto, os catalães buscam segurança e experiência para ocupar o setor. De qualquer forma, a situação reforça o quanto Daniel Alves era fundamental ao time. Poderia ter sido mais valorizado. Ainda tem "lenha para queimar".